segunda-feira, 3 de junho de 2013

#OccupyGezi, repressão policial e a crise do governo da Turquia




Começou com centenas de protestos pacíficos resistindo à demolição do Parque Gezi, um dos poucos espaços verdes do centro de Istambul. Um projeto de destruir o parque e construir um shopping centre no local — entre os muitos existentes em Istambul — motivou o ativismo e a revolta da população, que utiliza ativamente o parque. 


VEJA O MAPA EXPLICATIVO:
Para aumentar a capacidade de visualização da imagem, abra-a separadamente.

A resposta da polícia aos protestos foi claramente despótica e violenta, o que motivou uma reação em toda a Turquia em pouquíssimos dias. O que é possível ver desde o início do dia 30 de maio é uma reivindicação dos moradores de Istambul a serem cidadãos de sua própria cidade, além de uma rebelião clara contra o autoritarismo do governo islamista conservador neoliberal turco.

Centenas de milhares de pessoas de todas as idades e agendas políticas se uniram em slogans como “ombro ao lado de ombro contra o fascismo”, clamando pela renúncia do Primeiro Ministro turcoRecep Tayyip Erdoğan. Os protestos rapidamente se espalharam de Istambul para Ankara, İzmir, Adana, Eskişehir, Samsun, Konya, Mersin e muitas outras cidades, apesar de os ataques brutais vindos do governo.

ASSOCIATED PRESS: Um homem ferido reage enquanto a polícia usa gás lacrimogênio e água pressurizada para acabar com um protesto pacífico de centenas de pessoas, que realizaram um protesto sentadas apra tentar prevenir a demolição de árvores num parque de Istambul. (Turquia, Sexta-feira, 31 de maio de 2013) 

Desde o começo dos protestos, o governo turco usou canhões de água e gás lacrimogênio contra a população. As ruas de Istambul e de outras cidades se tornaram campos de batalha; centenas foram hospitalizadas, e há várias mortes não confirmadas. Enquanto a onda de protestos assolava o país, houve um “blecaute” de informações por parte da mídia turca. A censura da mídia turca aumentou fortemente nos últimos anos. De acordo com os Repórteres Sem Fronteiras em seu relatório de 2012, a Turquia se tornou “a maior prisão para jornalistas do mundo”. Protestantes, entretanto, têm-se mobilizado na mídia informal desde os últimos meses.

Apesar de as constantes ameaças de uma forte e bem-armada polícia turca, as pessoas tomaram as ruas sem medo. Este protesto não acaba, e é histórico para a Turquia; não só porque as pessoas insistem cada vez mais — e em números cada vez maiores — em tomar as ruas, mas porque ele representa a esperança em um movimento popular genuíno que vai além das tradicionais facções políticas.

Polícia usa gás lacrimogênio e balas de borracha para dispersar uma manifestação pacífica. (Istambul, Turquia, sexta-feira, 31 de maio de 2013)

Os manifestantes do movimento #OccupyGezi (uma alusão ao movimento Occupy Wall Street, resistência às políticas conservadoras nos EUA e a forte desigualdade socioeconômica no país, iniciado em 2011) não são um grupo homogêneo. Eles são milhões de pessoas de todo o país, jovens e velhos, esquerdistas e nacionalistas, liberais e kemalistas, de classe média e classe baixa, crentes e ateus, gays, lésbicas, transexuais e fãs de futebol, todos juntos em uma demanda coletiva — o fim do autoritarismo do AKP (o Partido da Justiça e Desenvolvimento, islamista conservador que atualmente detém o governo da Turquia). Não há uma organização política central que atrai as pessoas ao protesto, mas sim grupos de pessoas que espontaneamente se juntam ao ato em uma clara demonstração de solidariedade.

O protesto alinha essas pessoas. O afeto de estar juntos na revolta une os manifestantes. O desejo de acabar com o autoritarismo e a brutalidade policial motiva-os à revolta. O desejo de preservar os espaços públicos e resistir à sua apropriação pelo capital local e global os dá poder.

Qual é a cara do governo de Erdoğan?


O governo de Erdoğan começou com uma cara aparentemente pacífica e conciliatória, fazendo acordos não só com a União Europeia, mas com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que tem um conflito há anos com o governo turco. Também cedeu às demandas dos marginalizados curdos, ao oficializar o ensino de curdo nas escolas, permitindo o uso da língua curda na televisão e devolvendo os nomes curdos às cidades renomeadas pela língua turca.

Em seu segundo e terceiro mandatos, apesar das melhorias trazidas como resultado do primeiro mandato, o governo desistiu do processo de democratização apoiado pela União Europeia, e tornou-se cada vez mais autoritário sobre a liberdade de imprensa, sobre os direitos das minorias curdas e sobre os poderes políticos outrora dominantes em Ancara. A iniciativa democrática sobre os direitos das minorias curdas, liderado por Erdogan, está parada. Mais de cem jornalistas foram presos.

Erdoğan também prendeu uma série de estudantes universitários que pediam por educação pública e de qualidade, que foram acusados de serem membros de organizações internas ilícitas. Também, membros da comunidade LGBT foram reprimidos e ofendidos pelo parlamento, por manifestarem a favor do reconhecimento do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Uma das outras controvérsias é a proibição do uso do álcool devido a observâncias religiosas, algo inconcebível uma autointitulada democracia laica.

O que é o #OccupyGezi

O movimento Occupy Gezi começou por meio de uma manifestação da população contra a demolição de um parque público (chamado Gezi) no centro de Istambul. Os objetivos do governo turco eram de demolir a área, reconstruir um prédio feito por um antigo sultão otomano (Salim III) e convertê-lo num shopping centre à láboulevard. 

Convertido posteriormente em uma página de Facebook, convocando as pessoas para protestar, o Occupy Gezi possui cerca de 24,000 fãs (em uma página chamada Occupy Istanbul). 

Na página do Occupy Istanbul, há uma enorme quantidade de fotos e vídeos enfiados pelos participantes dos protestos ao redor do mundo. Uma série de manifestações foi feita em toda a Europa e nos Estados Unidos. Há vários vídeos caseiros mostrando abusos policiais nos bairros residenciais de Istambul, ataques em Universidades e ataques com bala de borracha. 

De acordo com o New Yorker, durante o curso da [primeira] semana [de protesto], o Occupy Gezi deixou de ser um festival, com yoga, churrascos e shows para se tornar o que parece uma guerra, com barricadas, balas de borracha e ataques de gás.


GALERIA DE FOTOS

(REPRODUÇÃO: TWITTER) Foto amplamente reproduzida por turcos no Twitter ensina a criar máscaras de gás, visando proteger-se da polícia turca durante os protestos. 
(AP) Um homem é visto usando uma máscara de gás caseira horas antes do uso de gás lacrimogênio pela polícia turca. (Istambul, Turquia, quinta-feira, 30 de maio de 2013)
(REPRODUÇÃO: TUMBLR) Foto publicada por internauta mostra as diferentes abordagens e a censura do governo turco. À esquerda, a CNN Turquia mostra um filme; à direita, a CNN Internacional mostra os protestos ao vivo. 
(AP) Pessoas tentam proteger-se do gás lacrimogênio jogado pela polícia turca. (Istambul, Turquia, sexta-feira, 31 de maio de 2013). 
(AP) Manifestantes fogem de ataques. (Istambul, Turquia, sexta-feira, 31 de maio de 2013)
(REPRODUÇÃO: TUMBLR) Cartaz questiona a autoridade do Primeiro-Ministro, que “é o servo do povo, não seu mestre” . 
(REPRODUÇAO: TUMBLR) Manifestantes do Partido Comunista Turko (TKP) em Istambul. (sexta-feira, 31 de maio de 2013)

(REPRODUÇÃO: TUMBLR) Estudantes de Ensino Médio do colégio Galatasaray, no centro da cidade, ajudam manifestantes afetados pelo gás lacrimogênio com água e leite. (Istambul, Turquia, sexta-feira, 31 de maio de 2013)
(REPRODUÇÃO: TUMBLR) Pessoas deixam comidas livremente para manifestantes, no Parque Gezi. (Istambul, 31 de maio de 2013)
(REPRODUÇÃO: TUMBLR) Pessoas participam espontaneamente de um mutirão de limpeza no Parque Gezi. 
[Continuação] Pessoas participam do mutirão de limpeza.


(REPRODUÇÃO: TUMBLR) Cartaz diz: "na improvisação de cada; na resistência de cada" (Istambul, 31 de maio de 2013)

AO REDOR DO MUNDO:



Protestantes em Berlim, Alemanha (1 de junho de 2013)

(REPRODUÇÃO: OCCUPY ISTANBUL) Pessoas protestam em apoio aos turcos em Dublin, Irlanda. (1 de junho de 2013)
(OCCUPY ISTANBUL) Protesto de apoio em São Francisco, EUA. (1 de junho de 2013)
(PROTESTIVAL) Manfiestantes em frente à embaixada da Turquia. (Ljubljana, Eslovênia, 1 de junho de 2013)
(OCCUPY ISTANBUL) Alicante, Espanha
(IPEK ERDALLI) Turcos em Melbourne, Austrália (1 de junho de 2013)
(BUSE KUŞATAN) Viena, Áustria (1 de junho de 2013)
(REPRODUÇÃO: INSTAGRAM) A cantora Madonna também está ciente do que acontece na Turquia. Em seu Instagram, posta foto de apoio: “Que acabe a violência na Turquia! Comecem uma revolução de AMOR! Tolerância = Dignidade Humana e Respeito” (1 de junho de 2013)
(BARIŞ KILIÇBAY) Filadélfia, EUA.
(VEDAT GURTAN) Flórida Austral, EUA. (1 de junho de 2013)
(SİMAY ÖÇAL) Lisboa, Portugal. (1 de maio de 2013)
(OCCUPY ISTANBUL) Estrasburgo, França. (1 de junho de 2013)
(LIONEL MA) Paris, França. (1 de junho de 2013)

Para mais fotos, acompanhe a nossa página no Facebook (Vermelho à Esquerda.)

Fontes:
http://bit.ly/116z4vq (#OccupyGezi)
http://aje.me/wMKtam (Al Jazeera)
http://bit.ly/18Hq6ev (Bianet) (2)
http://bit.ly/ZDZCKm (Bianet) (3)
http://bit.ly/148QgG2 (Bianet) (4)
http://bit.ly/ApjYez (Bianet) (5)
http://bit.ly/fnWKV7 (Bianet) (6)
http://bit.ly/wWVI5E (Bianet) (7)
http://bit.ly/erdxzJ (Bianet) (8)
http://bit.ly/148QuwR (Bianet) (9)
http://bit.ly/NNHVOL (CJPME - Canadenses Pela Justiça e Paz no Oriente Médio)
http://bit.ly/15fAHLE (CNN TURQUIA)
http://bit.ly/y8hRXs (European Voice)
http://bit.ly/17NcqBN (Hurriyet Daily News)
http://bit.ly/vSEijK (Index on Censorship)
http://nyr.kr/19wX5DC (The New Yorker)
http://nyti.ms/10JiDtK (New York Times)
http://on.fb.me/13dOoL6 (Occupy İstanbul/Occupy Gezi Parkı)
http://bit.ly/11xeWm6 (Repórteres Sem Fronteiras)         
http://bit.ly/tv7w5b (Repórteres Sem Fronteiras) (2)
http://bit.ly/Al39Ad (Turkish Weekly)

Santos pedirá o ingresso da Colômbia na OTAN!



Reforçar a solidariedade aos povos colombiano e venezuelano!
Fora o imperialismo da América Latina!

(Nota Política do PCB)

Depois de provocativamente receber o candidato da direita derrotado na Venezuela (Capriles), Santos agora anuncia o ingresso da Colômbia na OTAN (acordo militar entre Estados Unidos e países da Europa, com a parceria de Israel).

A Colômbia já havia participado no mês passado, como convidada, de uma reunião da OTAN para planejar a transformação das Ilhas Malvinas (roubadas da Argentina pela Inglaterra) em base militar dessa organização verdadeiramente terrorista.

Cada vez fica mais claro que o imperialismo vem transformando a Colômbia numa espécie de Israel para a América Latina, ou seja, uma grande plataforma militar contra todos os povos vizinhos.

Trata-se de uma ofensiva para tentar desestabilizar a Venezuela e encurralar as FARC na mesa de diálogo em Havana, no intento de levar a insurgência a aceitar um acordo de paz rebaixado, o menos oneroso possível para a oligarquia. Não se pode descartar também a possibilidade desta ação representar uma estratégia camuflada para forçar o rompimento do diálogo, atribuir o impasse à insurgência e desatar a violência contra toda a resistência popular colombiana, independente de sua forma de luta.

A luta contra a transformação da Colômbia num enclave militar norte-americano é mais do que uma luta dos povos latino-americanos, mas de todas as organizações e individualidades antiimperialistas do mundo inteiro.

A provável adesão da Colômbia à OTAN, é bom lembrar, foi precedida da reativação da IV Frota, da instalação de mais sete bases naquele país e, mais recentemente, da criação do chamado Pacto Andino (México, Colômbia, Chile e Peru). Trata-se, portanto, de um projeto global dos Estados Unidos para tentar retomar sua hegemonia na América Latina, numa tentativa de “recolonização” da região.

O PCB conclama o governo brasileiro, com o peso político que tem na região e no mundo, a convocar imediatamente a UNASUL para promover uma vigorosa condenação desse projeto macabro.

De imediato, faz-se urgente a convocação, por todos os governos da América Latina, de seus embaixadores em Bogotá, para registrar o repúdio a esta verdadeira intervenção da OTAN em nosso continente.

PCB - Partido Comunista Brasileiro

Comissão Política Nacional

(Vejam o vídeo abaixo que, além da preocupante notícia e de declarações de Santos, inclui a opinião de um dirigente da Marcha Patriótica a respeito).



NOTA: "Ô Dilma, acelera o nosso submarino e manda fabricar umas termonucleares por que ta ficando feia  a coisa, cadê os T-50 quando se precisa deles? Ah é, não temos nenhum" 

domingo, 2 de junho de 2013

Brasil constrói submarino atômico próprio



EPA

O site informativo Lenta.ru publicou um grande artigo intitulado “Carnaval Atômico”, em que se constata que a construção de um submarino atômico ajudará o Brasil a elevar a sua economia.

Quando se soube que na cidade de Itaguaí, Estado do Rio de Janeiro, foi criado um estaleiro de construção de submarinos, os peritos indagaram: contra quem e em prol de que pretende lutar o país mais bem-sucedido da América Latina?

A direção do Brasil e os representantes dos círculos militares do país declararam reiteradas vezes que a frota de submarinos será utilizada exclusivamente a fim de defender as reservas submarinas de petróleo do país e as plataformas de pesquisa, destinadas a ampliar ainda mais estas reservas. Na cerimônia de inauguração do estaleiro de Itaguaí a presidente Dilma Rousseff chamou a atenção para o fato de que esta arma será utilizada exclusivamente a fim de manter a paz.

"Eu gostaria de louvar um fato que é muito importante: uma indústria de defesa, como disse o ministro Celso, é uma indústria da paz. Mas eu acho que a indústria da defesa é, sobretudo, a indústria do conhecimento. Aqui se produz tecnologia, aqui tem também um poder imenso de difundir tecnologia. É isso que nos outros países a indústria de defesa faz.

Nós somos uma nação muito característica. Nós somos um país continental, nós vivemos em profunda paz com todos os nossos vizinhos. Nós somos uma região do mundo que não faz disputas bélicas, não tem conflitos e, sobretudo, uma região pacífica. Todos nós temos consciência, no entanto, que o mundo é um mundo complexo. O Brasil assumiu, nos últimos anos, uma grande relevância. Um país como o Brasil tem esse mérito de ser um país pacífico. Isso não nos livra de termos uma indústria da defesa e temos toda uma contribuição a dar na garantia da nossa soberania, e nos inserirmos cada vez de forma mais pacífica e dissuasória preventivamente no cenário internacional."

O projeto de criação do submarino atômico próprio, - atualmente em fase de desenvolvimento no Brasil, - permitirá a este país atingir um novo nível geopolítico. O Brasil está convencido de que a criação do submarino atômico próprio permitirá tornar mais próximo o objetivo almejado – ser membro permanente do Conselho de Segurança. Foi isso que a presente Rousseff anunciou com orgulho.

"Nós podemos dizer, com orgulho, que essa obra, ela é produto da iniciativa de várias, de múltiplas instituições privadas e públicas. Podemos dizer que, de fato, com ela nós entramos no seleto grupo que é aquele dos integrantes do Conselho de Segurança das Nações Unidas - únicas nações que têm acesso ao submarino nuclear: Estados Unidos, China, França, Inglaterra e Rússia."

O Brasil será o sétimo país do mundo possuidor de submarinos atômicos. O plano de criação destes submarinos foi anunciado ainda em 2008. Foi resolvido, afinal, construir cinco novos submarinos, cada um dos quais irá custar 565 milhões de dólares. Um dos navios terá um reator atômico. Os militares brasileiros afirmam que os submarinos serão utilizados exclusivamente para defender as reservas submarinas de petróleo e as plataformas de pesquisas, destinadas a ampliar estas reservas. O perito militar Viktor Litovkin assevera que o Brasil olha dezenas de anos à frente. Existem duas regiões de interesses brasileiros – na África, onde são possíveis colisões políticas com os países europeus e com a China, e, hipoteticamente, na Antártida. O Brasil, um país de economia emergente e de crescente potencial militar, faz desta maneira um requerimento para o futuro, demanda o seu direito de participar da geopolítica em pé de igualdade com outros jogadores mundiais”. Não se pode subestimar as ambições do Brasil, que demanda o papel de uma superpotência regional.

De acordo com a Estratégia de Defesa Nacional do Brasil, o submarino atômico deve surgir em 2013. Já foram dados passos preliminares em direção a este objetivo: no país foi criada uma empresa que irá produzir hexafluoreto de urânio, começou o desenvolvimento do projeto do sistema de propulsão nuclear, foi criado um estaleiro e realiza-se a preparação de quadros de operadores de reatores nucleares. Na realidade, o Brasil pode repetir o êxito da companhia aeronáutica Embraer, - mas desta vez no mar. Apesar da ausência de razões militares para a realização do projeto de criação da frota submarina, ele não deixa de ter bases políticas e econômicas.

Mesmo com crise na classe média, bancos dos EUA registram recorde de lucro

Sistema bancário ganhou 40,3 bilhões de dólares no primeiro trimestre; "eles voltaram", afirma economista norte-americano

O departamento de Finanças do governo dos EUA divulgou na última semana um relatório que aponta o desenvolvimento da atividade bancária no país. Nos primeiros três meses de 2013, os bancos norte-americanos lucraram 40,3 bilhões de dólares. O valor constitui um novo recorde: maior lucro trimestral da história das instituições financeiras.

“Os bancos voltaram. Há quatro anos o sistema bancário estava olhando para um abismo. E agora lucram largamente”, afirma o economista Mark Zandi, especialista no sistema bancário, em entrevista ao jornalWashington Post.

Os valores divulgados revelam a retomada do poder dos bancos nos EUA. Por exemplo, no primeiro semestre de 2009, após a turbulência financeira ocasionada pela crise imobiliária em 2008, o lucro das instituições bancárias chegou ao número de dois bilhões de dólares. Comparado ao primeiro trimestre deste ano, o crescimento chega a cerca de 2000%.

Wikicommons
Prédio do US Bank em Los Angeles: as gigantes instituições financeiras dos EUA voltaram a registrar lucros históricos

A explicação de especialistas para o número recorde é o baixo índice de inadimplência e o compromisso do governo e da população em honrar compromissos financeiros – como empréstimos, por exemplo. Além disso, os bancos utilizaram fundos de reserva para estabilizar a economia e garantir os vencimentos mensais, que deram liquidez para garantir os índices de lucro.

Na contramão dos bancos está a classe média. Mesmo com leve baixa do desemprego registrada no começo deste ano, o número de pessoas sem ocupação profissional é muito maior atualmente do que antes da crise econômica. Os índices sociais também continuam baixos, sem nenhum indicativo de melhora para os próximos anos.

O padrão de vida da classe média também foi enxugado. De 2001 para 2010, a média dos vencimentos de uma família norte-americana caiu de $130,000 mil dólares para 93 mil – diminuição de cerca de 28,5%. Levando em conta o alto valor do custo de vida no país, afirmam os especialistas, a queda traduz que as famílias vivem com a mesma renda dos norte-americanos de 30 anos atrás.

Segundo informações do Departamento de Trabalho dos EUA e da Agência AFP, o número de trabalhadores norte-americanos, sobretudo na classe média, que entrou pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego subiu de 10 mil para 354 mil nas últimas semanas. Foi o terceiro aumento em quatro semanas. Em meados de maio, o número total de norte-americanos que recebiam auxílio-desemprego aumentou em 63 mil pssoas - totalizando 2,986 milhões. A atual taxa de desemprego para trabalhadores com seguro-desemprego equivale a 2,3% dos trabalhadores empregados.

"Encontro com Capriles revela ambiguidade do governo Santos", diz deputado colombiano

Para Iván Cepeda, presidente diz que "deseja fazer a paz, mas não tem, ao mesmo tempo, políticas públicas coerentes"
Iván Cepeda Castro é um conhecido deputado do Polo Democrático. É também fundador e porta-voz do movimento de vítimas de crimes de Estado na Colômbia. Em entrevista a Opera Mundi, Cepeda Castro analisa a conjuntura e a recente crise com a Venezuela – provocada após encontro do presidente Juan Manuel Santos com o ex-canditato à Presidência da Venezuela, Henrique Capriles.

Efe (31/05/2013)
Santos, na opinião do deputado Iván Cepeda, deve definiri seu posicionamento sobre sobre o processo de paz com as FARC

Os dois vizinhos retomaram as relações há pouco mais de dois anos, graças ao esforço dos presidentes Hugo Chávez e Santos. Na ocasião, a Venezuela aceitou ser a mediadora do processo de negociação entre o governo colombiano e as FARC (Força Revolucionária da Colômbia), que continua a se desenrolar nos últimos oito meses.

Opera Mundi: Como o senhor interpreta a visita de Capriles à Colômbia e toda a polêmica que se desenrolou com o fato?
Iván Cepeda: A visita faz parte de uma estratégia que procura desestabilizar as relações entre Colômbia e Venezuela e, também, fomentar um ambiente de instabilidade no país vizinho. Além disso, busca obstruir, sem acabar completamente, com o processo de paz. Essa é vontade da ultra-direita colombiana, que vem trabalhando nesse sentido há um bom tempo. Sabemos que o uribismo fez diversas tentativas para interferir na política da Venezuela.

O ex-presidente Uribe, ainda em sua gestão, não poupou esforços para interferir na Venezuela e, agora, na posição de opositor ao processo de paz, continua na mesma direção. No entanto, o encontro de Capriles e Santos é um episódio que revela a ambiguidade do governo Santos, que deseja fazer a paz, mas não tem, ao mesmo tempo, políticas públicas coerentes com esse propósito. Dessa forma, acredito que o presidente Santos deveria definir sua posição. Se quer fazer a paz e se ele quer que as negociações em Havana tenham sucesso, ele precisa tomar uma posição contras as investidas do ex-presidente Uribe.


OM: Santos pode ter sido vítima das circunstâncias quando ele afirma “existir um claro jogo político"?
IC: Existem ambiguidades no discurso, como existe também em outros planos. O presidente Santos está conversando na negociação de paz de Havana sobre a política rural. Na semana passada chegaram a um acordo sobre esse tema. 

[Iván Cepeda: "espero que o governo corrija o gravíssimo erro de ter dado voz no país para a oposição venezuelana"]

No entanto, Santos continua trazendo para o congresso colombiano iniciativas que vão na direção contrária aos acordos firmados em Havana e prossegue trabalhando e negociando com as multinacionais. Além disso, o presidente segue impulsionando os tratados de livre comércio e outras iniciativas, que prosseguem promovendo a impunidade para os agentes estatais no conflito armado. Eu acho que se você quiser fazer a paz você tem que ter uma política coerente tanto na política internacional como na política doméstica.

OM: Qual é a importância da Venezuela nesse processo de paz?
IC: Acredito que tenha sido fundamental, principalmente na gestão de Hugo Chávez, na época, ajudado pelo então ministro das Relações Exteriores Nicolás Maduro. Ambos procuraram aproximar as partes, fazendo a mediação para propiciar o entendimento entre as FARC e o governo colombiano acerca de uma série de temas cruciais para paz na Colômbia.

OM: O senhor acredita que existe um plano de desestabilização contra a Venezuela?
IC: Na Colômbia, alguns setores apoiaram o golpe de 2002 contra Chávez. Foi a Colômbia também que recebeu e protegeu Pedro Estanga Carmona, organizador do golpe de Estado. Além disso, foi denunciado e constatado que existia um grupo paramilitar pronto para agir na Venezuela, cujos homens foram identificados e presos perto de Caracas. Portanto, não é uma acusação ou uma hipótese: estou falando de fatos concretos.

OM: Desde a eleição de Santos, as relações entre Colômbia e Venezuela têm sido fundamentais. O senhor acredita que existe o risco de retorno de uma situação de crise, como foi no último governo de Uribe?
IC: Essa situação pode ser solucionada, não é uma nova crise. A Colômbia se comportou de uma forma que vai na contramão dos interesses do país. Eu espero que o governo, se realmente quer avançar e fazer um novo capítulo na história do país, corrija o gravíssimo erro de ter dado voz no país para a oposição venezuelana.

OM: A oposição venezuelana é democrática?
IC: Eu acredito que eles têm utilizado métodos que não são transparentes e, em varias ocasiões, têm atuado para bloquear os procedimentos democráticos. Uma oposição democrática não tenta dar golpes de Estado. Isso não é próprio de quem quer seguir as regras e os procedimentos democráticos.

China - India: Mais laços comerciais, não escondem problemas


Por detrás do protocolo diplomático, a visita do primeiro ministro chinês Li Keqiang à capital indiana, não conseguiu desviar as atenções de vários analistas sobre a questão dos contínuos problemas fronteiriços entre os dois países asiáticos, nomeadamente os problemas que resultaram nas últimas semanas da entrada de tropas chinesas no que os indianos consideram ser seu território. 
A China e a Índia, são os dois mais populosos países do mundo e potencialmente duas das maiores economias, mas embora os laços comerciais entre os dois países tenham crescido muito nos últimos anos, as relações entre os dois países continuam a mostrar um certo grau de tensão, que tende a aumentar sempre que há problemas nas fronteiras. 
Desde que a Índia se tornou um estado independente, que problemas decorrentes dos tratados entre a potência colonial administrante (o Reino Unido) e as várias autoridades chinesas levaram a recontros violentos entre os dois países. 


O desenvolvimento de armas nucleares por parte da India está diretamente relacionado com a necessidade que a India sente de se defender do seu vizinho. A maioria dos mísseis balísticos indianos estão voltados para a China e não para o vizinho Paquistão. A India apoiou várias vezes os independentistas tibetanos e a China apoia abertamente o principal inimigo da India, o Paquistão fornecendo e participando no desenvolvimento de carros de combate, vendendo aviões e recentemente mesmo fragatas. 
O desenvolvimento pela India de mísseis balísticos de médio alcance (que não são necessários para atacar o vizinho Paquistão) só se entende perante a necessidade de dispor de sistemas de mísseis que possam atingir as regiões mais populosas da China e a capital Pequim. 
A visita do primeiro ministro da India apenas duas semanas após mais uma situação de tensão veio maiz uma vez levantar – ainda que indiretamente – o problema.
Os comunicados oficiais falam apenas do desenvolvimento das relações comerciais entre os dois países e referem que a India e a China serão o novo motor da economia mundial. No entanto excluem qualquer menção a qualquer dos muitos problemas políticos e territoriais que dividem indianos e chineses. 
O problema principal entre os dois gigantes asiáticos continua sem ser tocado, nem que seja levemente.


Fonte: Area Militar

sábado, 1 de junho de 2013

Brasil e EUA estão prontos para relação mais profunda, diz Biden

O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, encerrou na sexta-feira sua visita ao Brasil dizendo que já é hora de as duas maiores economias das Américas estreitarem suas relações comerciais, energéticas e de investimentos.
"Estamos prontos para uma relação mais profunda e mais ampla a respeito de tudo, dos militares à educação, comércio e investimento", disse Biden a jornalistas após se reunir com a presidente Dilma Rousseff.
A Casa Branca anunciou na quarta-feira que Dilma fará uma visita de Estado a Washington em 23 de outubro --a única recepção desse tipo oferecida pelo presidente Barack Obama a um líder estrangeiro neste ano, o que indica a importância que o governo dele confere à aproximação com o maior país da América Latina.
Biden elogiou o Brasil por ter recentemente perdoado 900 milhões de dólares em dívidas da África, e disse que isso mostra a emergência do Brasil como uma nação "responsável" no cenário mundial.
Durante sua visita de três dias, Biden também elogiou o Brasil por ter tirado milhões de pessoas da pobreza na última década, e por mostrar ao mundo que o desenvolvimento e a democracia não são incompatíveis. No entanto, ele pediu ao país que abra mais sua economia a empresas estrangeiras, e que se manifeste de forma mais incisiva na defesa da democracia e dos valores do livre mercado.
As relações entre Washington e Brasília melhoraram desde que Dilma assumiu o cargo, em 2011, adotando uma política externa menos ideológica do que a do seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, que estabeleceu uma relação de amizade com o Irã e aproximou o Brasil do governo antiamericano da Venezuela, então sob o comando do líder socialista Hugo Chávez.
No campo econômico, a China substituiu na última década os EUA como principal parceiro comercial do Brasil, que se beneficiou da grande valorização de commodities como a soja e o minério de ferro.
Percebendo a melhora nas relações entre EUA e Brasil, empresas dos dois países estão agora pressionando ativamente por uma parceria estratégia que leve a regras mais flexíveis para os investimentos, a um tratado que elimine duplas taxações e a uma suspensão na exigência de vistos para turistas e executivos.
"O clima está melhorando rapidamente, em parte porque o Brasil adotou uma posição mais discreta a respeito de algumas questões políticas globais contenciosas, como a do Irã", disse Eric Farnsworth, vice-presidente do fórum empresarial Americas Society, que se dedica a promover as relações entre EUA e América Latina.
O Brasil também está começando a entender que a China e outras grandes economias emergentes ainda não têm condições de substituir os laços econômicos com os EUA. Embora os chamados países Brics tenham passado rapidamente a dominar uma maior parcela da economia global, eles ainda não são páreo para as empresas dos EUA em termos de fornecer os investimentos e a tecnologia dos quais o Brasil precisa, segundo Farnsworth.
"Parece haver uma crescente sensação de que os Estados Unidos podem desnecessariamente e gratuitamente terem sido afastados pelo governo anterior, particularmente porque a China está se desacelerando e os mercados das commodities estão perdendo força", afirmou.
POTÊNCIA EMERGENTE
Grande parte da futura relação com os EUA vai depender de o Brasil - cuja economia permanece relativamente protegida por tarifas elevadas e outras barreiras - conseguir facilitar o comércio, disse Biden em discurso no Rio.
Entre as muitas questões pendentes estão o antigo esforço para reduzir as exigências de vistos, e uma ofensiva das empresas dos EUA por proteção dos direitos de propriedade intelectual no mercado brasileiro, onde a pirataria de software é disseminada.
Empresas petrolíferas dos EUA estão ávidas por explorarem os enormes depósitos de petróleo brasileiro em alto mar, que podem fazer do país um grande produtor mundial.




Segundo o jornal 'Le Monde' Os aviões queridinhos de Dilma são os americanos da Boeing.

Os EUA também querem que o Brasil compre caças F-18 da Boeing, um negócio de vários bilhões de dólares que marcaria um salto significativo na relação estratégica e de segurança entre as duas nações.

O Brasil busca apoio dos EUA para uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU. Washington diz que "aprecia" a ambição brasileira, mas não chegou a endossá-la diretamente.
Embora Biden tenha salientado o potencial de aproximação das duas economias - a maior e sétima maior do mundo -, um acordo de livre comércio não está em cogitação, porque o Brasil já faz parte do Mercosul. As regras do bloco sul-americano exigem que os participantes ajam em uníssono em questões comerciais.
Alguns observadores acham que tão cedo não será realista esperar nenhum movimento dramático na direção de uma parceria estratégica completa.
"O Brasil já alcançou uma estatura e um reconhecimento que desfruta hoje em parte por manter sua independência em relação aos Estados Unidos", disse Michael Shifter, da entidade Diálogo Interamericano, em Washington. "Ele vai manter alguma distância, ao mesmo tempo em que buscará tirar vantagem do que os EUA têm a oferecer."

Fonte: BBC

NOTA:

EUA diz: "Brasil, deite que eu quero lhe usar"

Aeronave MH-16 participa de sua primeira operação com a presença de submarino



Dados obtidos pelos sensores de missão do MH-16. (Foto: Marinha do Brasil)

No dia 9 de maio, o Esquadrão HS-1 participou de exercícios ao sul do Farol de Cabo Frio (RJ), empregando o Helicóptero MH-16 “Seahawk”, como parte do processo de qualificação e adestramento de sua tripulação em missões antissubmarino com as novas aeronaves, e em apoio ao Estágio de Qualificação para Futuros Comandantes de Submarinos (EQFCOS).

A aeronave, controlada pela Fragata “Niterói”, detectou e identificou visualmente o penacho do Submarino “Tikuna”. No evento, foi empregado o equipamento EOSS(Eletro Optical Sensor System), que permite a visualização de alvos de superfície, mesmo durante o período noturno. Foram realizados 10 dips, empregando o sonar HELRAS de baixa frequência, em dois lançamentos de 2,5 horas cada.

O MH-16, dentre as suas muitas capacidades, consegue gravar os dados de seus sensores de missão, por meio do equipamento DVR (Digital Video Recorder) e apresentá-los em vídeos ou em imagens.

Fonte: Marinha do Brasil

TIROTEIO: Tentativa de invasão a depósito de armas da 10a Região Militar do Exercito.



Um grupo armado tentou invadir o Depósito de Suprimento de Armas da 10º Região Militar do Exército de Maranguape, Região Metropolitana de Fortaleza, na localidade de Penedo, distante 15 km do centro do município, na noite da última quinta-feira, 30.


Segundo policiais que estavam na área, nenhuma arma foi roubada e ninguém saiu ferido.

De acordo com o operador da 2ª Compahia de Polícia, cabo Flávio, a ação teve início por volta das 19h, quando ocorreu a primeira tentativa de invasão. A Polícia Foi acionada e foi recebida a tiros pelos bandidos. A segunda tentativa ocorreu por volta das 2h, novamente houve troca de tiros entre os criminosos e a Polícia. Um policial foi atingido por pedradas.
Equipes da Força Tática de Apoio (FTA) da Polícia Militar e Ronda do Quarteirão de Maranguape atuaram na ocorrência. Equipes do Cotam e GATE de Fortaleza fizeram o reforço da ação.

Segundo os policiais, há indícios de que os bandidos estariam utilizando armamento pesado, pois foram encontradas munições de calibre 12 no local. 

CAUSAS DO CRIME

A Polícia Militar acredita que existem duas hipóteses que justificam a invasão. A primeira diz respeito ao roubo de armas e a segunda é que o crime possa ter relação com o tráfico de drogas na região, já que as proximidades do quartel são utilzadas para o comércio de entorpecentes. Ainda de acordo com a Polícia, recentemente, o comandante da 10º Região da Polícia Militar solicitou o cadastro obrigatório das pessoas que circulassem na área. Os bandidos teriam tido a passagem proibida e teriam reagido contra os policiais.

Os suspeitos fugiram pelos matagais ao redos da área e até o momento não foram localizados pelos policiais. Ainda de acordo com o cabo Flávio, uma Hilux de cor prata e dois homens suspeitos foram vistos saindo do local. Diligências estão sendo realizadas para encontrar os responsáveis pela invasão.

Fonte: O Povo - Via: Brasil defesa e geopolitica

MIG-29 para a Síria?



A Força Aérea da Síria já opera o MiG-29. Na imagem, o modelo M2 de treinamento.

Fontes russas informaram que Moscou pretende vender pelo menos mais 10 caças MiG-29 para a Síria.

Não está claro quando as entregas ocorrerão, ou se o negócio vai incluir aeronaves novas ou recondicionadas. No entanto, segundo a imprensa russa os caças envolvidos na transação serão da versão MiG-29M2, de treinamento.

Nos últimos anos, os governos sírio e russo chegaram a acordos que culminaram na aquisição por Damasco do avançado sistema de mísseis superfície ar de longo alcance S-300.

A Força Aérea da Síria já opera o MiG-29. Relatórios afirmam que o país possui 48 unidades operacionais. Fontes sugerem que muitos sofreram com problemas de manutenção, devido a falta de peças de reposição.

A venda desses aviões para uso pelas forças sírias é suscetível de atrair críticas de nações que se opõem ao regime do presidente Bashar al-Assad.



sexta-feira, 31 de maio de 2013

Cientistas da Nasa encontram novos indícios da existência de água em Marte

Dados coletados pelo jipe-robô Curiosity mostram que rochas são semelhantes às vistas em leitos de rios terrestres

Divulgação/Nasa

O robô Curiosity, da Nasa (agência espacial norte-americana), descobriu mais indícios da existência de água em Marte. O dispositivo, que chegou na superfície de Marte em agosto de 2012, fez uma série de fotografias de várias áreas. Também foram examinadas 515 pedras. Algumas tinham a superfície redonda e lisa como se viessem de leitos de rios.

O estudo completo está publicado na revista Science. "Os pedregulhos oferecem novas pistas sobre o passado de Marte", segundo Morten Bo Madsen, diretor do grupo de pesquisa sobre o planeta vermelho no Instituto Niels Bohr.

“Completamos uma quantificação mais rigorosa dos afloramentos para caracterizar a distribuição de tamanho e a redondeza dos pedregulhos e da areia que formam esses conglomerados”, afirmou a autora do estudo Rebecca Williams, pesquisadora do Instituto de Ciência Planetária em Tucson, no Arizona. “Esses conglomerados são incrivelmente parecidos com os depósitos de leitos de rios da Terra”, completou a especialista.

O diretor do grupo de investigação sobre o planeta vermelho no Instituto Niels Bohr, Morten Bo Madsen, disse que as descobertas oferecem mais pistas sobre o passado de Marte. Se atualmente o planeta é árido, os cientistas encontraram provas de que a água fluiu na sua superfície há milhões de anos. Os robôs Spirit e Opportunity, ambos da Nasa, tinham encontrado sinais da existência passada de água em Marte.

Em março, a agência espacial informou que a análise de uma amostra de rocha recolhida pelo Curiosity revelou que Marte teve condições para abrigar vida em forma de micróbios. Os cientistas identificaram enxofre, nitrogênio, hidrogênio, oxigênio, fósforo e carbono, que são alguns dos elementos essenciais para a vida.

Super Tucano na MAPLE FLAG




Os A-29B da FAC poderão mostrar todas as suas qualidades já comprovadas em combate de ataque ao solo. (Imagem: FAC)

Começou em 27 de maio a missão MAPLE FLAG para a força aérea colombiana.



O exercício operacional, com a participação de mais de 30 aeronaves, entre F-16, F-18, C-130, KC-130, KC- 767, AWACS e A-29B pertencentes às nações da Bélgica, Canadá, Reino Unido e Colômbia, que fazem parte da primeira fase do exercício que acontece 26 de maio a 7 de junho.

A FAC participa com um KC-767, um C-130 Hércules e seis A-29B Super Tucano.

Uma vez que todos os participantes nesta primeira missão, 32 aeronaves das quatro nações, foram coordenados para realizar a missão. Todas as unidades estão prontas na hora marcada, cada aeronave tem um tempo de take-off para este exercício. Desta vez, o KC-767 da Força Aérea Colombiana, foi responsável por transferir 20.000 libras de combustível a quatro caças CF-18, de acordo com o plano, cumprindo o objetivo do exercício combinado. Quatro aeronaves de ataque colombiana, A-29B Super Tucano, atacaramalvos terrestres selecionados pelas agências de inteligência, escoltados por caças F-16, belgas e canadenses em patrulhas de combate aéreo

As tripulações da Força Aérea Colombiana demonstraram um elevado grau de profissionalismo no desempenho da missão atribuída, realizando um treinamento em um dos ambientes mais agressivos, com diferentes tipos de ameaças e estratégias implementadas, conseguindo um excelente trabalho em equipe com diferentes equipes que compõem a coligação.



FONTE: Fuerza Aerea Colombiana – TRADUÇÃO: CAVOK