quarta-feira, 10 de abril de 2013

LAAD 2013: DCNS exibe modelo de NAe oferecido à Marinha


A DCNS está oferecendo à Marinha do Brasil uma versão adaptada do navio-aeródromo PA2. Uma maquete do navio, que mede 285 metros de comprimento e desloca 60 mil toneladas, está em exibição no estande da empresa na LAAD, que acontece até a próxima sexta-feira (12), no Rio de Janeiro.

Segundo o diretor da DCNS responsável pelos projetos de navios de superfície, Eric Perrot, a Marinha brasileira tem planos de adquirir um ou dois porta-aviões para substituir o NAe São Paulo, mas só após 2025.

A Força divulgou no ano passado uma solicitação de encaminhamento de propostas para especificações de um possível porta-aviões, e Perrot afirma que a DCNS, junto com empresas associadas, trouxe o design do PA2. De acordo com o diretor, uma vez que o Brasil vinha adquirindo navios usados, a solicitação de propostas não se fez necessária até agora.

Perrot aponta que, após o colapso da parceria BAE Systems-DCNS na concepção de porta-aviões, a empresa francesa continuou a desenvolver e produzir o PA2 com propulsão convencional e sistema de decolagem assistida por catapulta. “Pela perspectiva francesa, vemos que o futuro está no sistema CATOBAR, e a Marinha do Brasil tem histórico de emrpego desse tipo de procedimento”.

Atualmente, a Marinha opera aeronaves A-4 Skyhawk, que serão modernizadas pela Embraer, mas devem ser substituídas a longo prazo. Porém, não há previsão de escolha de novos aviões até que a Força Aérea Brasileira se decida quanto à aquisição dos novos caças do programa FX-2. A concorrência atual é entre o Rafale francês, o F-18 americano e o Gripen sueco. “Uma vez que dois desses modelos têm variantes próprias para operar em porta-aviões, faz sentido que a Marinha espere aa FAB escolher a aeronave do FX-2, e oriente suas decisões a partir dessa aquisição”, afirma Perrot.

O navio-aeródromo São Paulo – um classe Clemenceau adquirido da Marinha francesa – entrou em serviço no Brasil em 2000. O navio de 32.800 toneladas passou por um programa de modernizações em 2011 e, mesmo tendo previsão de substituição somente na próxima década, o processo deve começar agora.

Perrot acredita que, assim como nos programas de desenvolvimento de submarinos (PROSUB) e de navios de superfície (PROSUPER), a Marinha Brasileira deve preferir a construção de um porta-aviões em território nacional com apoio de empresas estrangeiras, a fim de criar uma base industrial prórpia para realizar o projeto.

A solicitação de propostas da Marinha ainda aguarda aprovação do governo.

FONTE: Shephard via Navy Open Source Intelligence (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)


Apresentado na LAAD o primeiro Turbojato brasileiro


TJ1000. O primeiro turbojato fabricado no brasil. (Concepção artística: Polaris)

Uma pequena empresa brasileira revelou o que pode ser o primeiro turbo jato projetado e fabricado no país, preenchendo uma lacuna crítica na base da indústria aeroespacial da nação.

A Polaris espera iniciar os voos de teste do TJ1000, capaz de gerar um empuxo de 4.45kN (453,77kg) a bordo de um míssil de cruzeiro AVMT-300 da Avibras, nos próximos três ou quatro meses, diz o diretor da empresa, Malrum Medici.

“É um avanço tecnológico para o Brasil”, diz ele.

Fabricantes brasileiros oferecem uma ampla gama de aeronaves comerciais e militares, bem como aviônicos, sensores aerotransportados e armas ar-superfície, mas ao país sempre fez falta um fornecedor local de motores a jato.

A Polaris nasceu em São José dos Campos em 1999, fundada por ex engenheiros da Embraer, com o objetivo de resolver justamente essa deficiência.

O motor TJ1000 é destinado a um mercado crescente no Brasil, na propulsão de mísseis de cruzeiro, drones alvo e veículos aéreos não tripulados.

O turbojato pesa cerca de 70 kg e dispõe de um compressor de quatro estágios axial, que compreende uma única peça de alumínio.

A Polaris já está olhando para aplicações futuras além do AVMT-300. No longo prazo, a Polaris espera oferecer uma versão certificada do motor turbo hélice para substituir o Canadá Pratt & Whitney PT6 do T-26 Tucano. A Polaris está considerando um projeto de fluxo de ar reverso, que é semelhante à arquitetura PT6, diz Médici.

“Tal projeto seria necessário o apoio do governo, para que a Polaris possa arcar com os custos da certificação”, acrescenta.

FONTE: flightglobal (Tradução Cavok)

EUA e Coreia do Sul elevam alerta contra ameaça da Coreia do Norte





O comando conjunto das forças da Coreia do Sul e dos Estados Unidos na península coreana elevou em um nível seu sistema de alarme perante indícios que apontam que a Coreia do Norte poderia realizar em breve testes de mísseis balísticos, em meio à tensão causada pela retórica de guerra do regime norte-coreano, que também ameaçou nesta quarta-feiraatacar cidades japonesas.

As tropas da Coreia do Sul e dos Estados Unidos aumentaram seu estado de vigilância de “Watchcon 3″ para “Watchcon 2″, que é ativado quando se considera que existe uma ameaça grande, explicaram oficiais do comando conjunto à agência “Yonhap”.

O nível 1 é ativado durante períodos de guerra efetiva.



G1

segunda-feira, 8 de abril de 2013

RELAÇÕES MILITARES ENTRE BRASIL E ISRAEL - O PAPEL CENTRAL DO RIO DE JANEIRO NESTA RELAÇÃO E A FEIRA DA MORTE



I) Implicações das relações militares entre Brasil e Israel:
De acordo com as estatísticas do Stockholm International PeaceResearch Institute, durante o mandato do ex-ministro da Defesa, Nelson Jobim, o Brasil se tornou o quinto maior  importador de armas e tecnologia militar israelenses; quase o dobro da quantidade de exportações de Israel para os EUA. Afim de reforçar ainda mais a cooperação, em 2010 um novo acordo de cooperação em segurança foi firmado, o qual assegura o comércio de tecnologia sensível. Israel é um dos poucos países no mundo onde o exército brasileiro mantém um escritório.
Muitas empresas militares israelenses compraram companhias militares brasileiras, desta forma contribuindo para a desnacionalização da indústria brasileira e, desta maneira,  exploram o crescente mercado de armas na América do Sul e o acesso sem limitações de gastos militares do governo do Brasil.
Esta relação privilegiada do Brasil com o complexo militar-industrial de Israel não só permite a sustentabilidade econômica para a indústria de guerra de Israel, cuja exportação representa 80% dos ganhos, mas, sobretudo, trás graves impactos no Brasil em vários níveis:
a) politicamente:
  • Brasil desempenha um papel de liderança global na defesa dos direitos palestinos e de um Estado Palestino nas fronteiras de 1967. Em contraste com isso:
  • Os contratos militares com Israel financiam as mesmas empresas que estão envolvidas na construção do muro e dos assentamentos (isso inclui quase todas as empresas líderes do setor militar) e que trabalham para que a construção de um Estado palestino seja impossível.
  • Os contratos militares dão sustentabilidade econômica para as guerras israelenses e políticas de ocupação e lucram diretamente da "experiência" adquirida na ocupação de Israel e guerras de agressão.
  • O envolvimento direto do Brasil na economia de guerra de Israel  lhe tira a credibilidade de sua aspiração em ser um  mediador eficaz para uma paz justa na região.
  • O apoio, o patrocínio e os contratos do Estado com empresas israelenses envolvidos na construção do Muro e dos assentamentos está em contradição ao apoio do Brasil ao Relatório da missão de averiguação do Conselho dos Direitos Humanos da ONU sobre o projeto dos assentamentos que destaca que os Estados terceiros têm de assegurar que as empresas comerciais domiciliadas no seu território e / ou sob a sua jurisdição (isto inclui Elbit, IAI e outras empresas israelenses presentes através de suas subsidiárias no Brasil) não violem direitos humanos palestinos em conformidade com o direito internacional.
b) legalmente:
As relações militares com Israel correm o risco de contradizer:
Art. 4 º da Constituição brasileira, que estabelece a prevalência dos direitos humanos nas relações internacionais.
A Corte Internacional de Justiça que, em sua decisão de 2004 sobre as consequências legais da construção do muro, por Israel,  em território ocupado palestino confirmou a responsabilidade de Estados terceiros  em não auxiliar e não ajudar atividades ilegais israelenses e de não reconhecer e ajudar ou auxiliar a manutenção de situações ilegais criadas por este.
Os Princípios de Maastricht sobre obrigações extraterritoriais dos Estados em respeitar, proteger e cumprir com os direitos humanos esclarecem que a responsabilidade do Estado se estende para: "Obrigações relativas aos atos e omissões de um Estado, dentro ou fora do seu território, que têm efeitos sobre o gozo dos direitos humanos fora do território desse Estado”, e "atos e omissões de atores não-estatais agindo sobre as instruções ou sob a direção ou controle do Estado".
Diretrizes da ONU sobre Direitos Humanos e empresas, aprovadas pelas Nações Unidas em 2012, afirmam claramente que em áreas afetadas por conflitos, “os Estados devem ajudar a garantir que as empresas comerciais que operam nesses contextos não estejam envolvidas com tais abusos". As medidas recomendadas incluem a criação de legislação adequada para evitar negócios que contribuam para violações dos direitos humanos em situações de conflito; retirar o apoio do Estado a partir dessas corporações e explorar a responsabilidade legal e criminal dessas empresas.
c) economicamente:
Os contratos com a indústria armamentista israelense têm levado ao abandono uma série de projetos nacionais de I&D e projetos I&D com parceiros estratégicos da política externa brasileira (como as negociações sobre o projeto I&D em drones com África do Sul abandonados por Elbit drones, o protótipo rifle Taurus abandonado para a tecnologia da IMI, a tecnologia para bombas guiadas desenvolvidas por Avribras e abandonado por tecnologia da Elbit)
Empresas israelenses sistematicamente compram empresas brasileiras e contribuem para a desnacionalização oculta da indústria de armas no Brasil, que drena não apenas recursos econômicos para fora do país, mas cria uma dependência contínua de tecnologia israelense.
A relação privilegiada com o complexo industrial-militar israelense fecha mercados na América do Sul (Venezuela, Bolívia) , no mundo árabe, na Turquia e em muitos países muçulmanos que seguem o boicote da Liga Árabe.
Além disso, essas relações militares estão claramente contrárias aos apelos à solidariedade ao povo palestino:
Chamados pelas Campanhas de boicotes, desinvestimentos e sanções (BDS) contra Israel (2005): assinado por todos os partidos políticos e mais de 170 organizações da sociedade civil palestina.
·  Chamados Palestinos por um embargo militar imediato (2010): apoiado por organizações da sociedade civil representando dezenas de milhões de pessoas em todo o mundo e  por muitos  ganhadores do prêmio Nobel da Paz.
Quando Celso Amorim se tornou Ministro da Defesa, partidos políticos palestinos e a sociedade civil se uniram numa carta expressando sua esperança de que Amorim iria considerar ações relacionadas ao embargo de armas sobre Israel (2011):“Confiamos que você irá agir em sua nova posição para assegurar que a política de defesa do Brasil promova solidariedade e respeito pelos direitos humanos. […] Não pode haver passos efetivos em direção à paz enquanto Israel mantiver o gatilho da arma que aponta para o povo palestino. O Brasil não pode ser um agente efetivo por uma paz justa enquanto financiar essa arma.”
II) O papel do Rio de Janeiro central nas relações militares entre o Brasil e Israel:
a) Importância da LAAD - Feira Internacional de Defesa e Segurança
  • Na LAAD 2013, 33 empresas israelenses e instituições irão participar1.
  • A LAAD é historicamente o local onde Israel mostra suas mais recentes armas desenvolvidas no laboratório de guerra israelense ou seja na ocupação e repressão do povo palestino.
  • É também o espaço onde novos contratos são feitos e apresentados. Somente em 2011, os dois principais atores militares israelenses no Brasil lucraram na LAAD, entre outras, das seguintes maneiras:
  • Israel Aerospace Industries (IAI): apresentou o novo Stark IRV, um veículo de reconhecimento desenvolvido pela IAI subsidiária Elta Systems. ELTA Systems foi concedido vários contratos para fornecer radares Airborne Multi-Modo para um cliente sul-americano2. IAI anunciou uma parceria com a brasileira Dígitro realizado por meio da EAE Soluções Aeroespaciais – joint venture entre a IAI e o Grupo Synergy. O objetivo da parceria é fornecer soluções de segurança interna,incluindo soluções integradas para fazer frente aos desafios da Copa do Mundo de 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016, que ocorrerão no Brasil3.
  • Elbit Systems: A Embraer Defesa e Segurança e a AEL Sistemas, uma subsidiária da Elbit Systems Ltd, anunciaram a assinatura de um acordo estratégico que prevê a avaliação de exploração conjunta de sistemas aerotransportados não tripulados, incluindo a potencial criação de uma empresa conjunta no setor4.
b) O complexo militar-industrial israelense no Rio de Janeiro:
Presença de empresas israelenses no Rio de Janeiro:
o Elbit comprou duas empresas de armas baseados no Rio de Janeiro: Ares Aeroespecial e Defesa SA ("Ares") e Periscópio Equipamentos Optronicos SA ("Periscópio"). Eles operam com 70 trabalhadores no Rio de Janeiro.
o EAE: uma joint venture entre Israel Aerospace Industries e o Grupo Synergy supostamente têm escritórios no Rio de Janeiro e São Paulo.
Armas israelenses e formadores garantem que cada jogo na Copa do Mundo e nas Olimpíadas são um gol para o apartheid israelense:
o 14 drones construídas por a IAI no valor de 350 milhões de dólares serão utilizados durante os dois megaeventos. Três deles já foram testados durante a Rio+20. A polícia federal brasileira foi treinado em Israel pelas mesmas forças que têm um histórico documentado de matar civis com esses drones.
o Foram acordados cursos especiais para o BOPE em Israel para se preparar para a Copa do Mundo e as Olimpíadas5.
o O secretário de Segurança José Mariano Beltrame vai renovar a frota de ‘ caveirões ’ do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil por R$ 6,150 milhões. Global Shield vende os oito carros, gestão da frota e manutenção por cinco anos. Media reports state that “ O ‘ desconto olímpico ’ de cerca de 72% é creditado aos grandes eventos, como a Copa de 2014 e Olimpíada de 2016, quando a empresa de Israel terá no Rio o maior show-room de segurança pública mundial ”6.
O uso de instalações civis e militares no Rio de Janeiro para projetos de cooperação com empresas israelenses:
o Bedek IAI subsidiária usa TAP M & E Brasil e manutenção dos centros de produção no aeroporto do Rio de Janeiro.
o Parque de Material Aeronáutico do Galeão (PAMA-GL), no Rio de Janeiro: O aeroparque será usado para testar a modernização da frota dos aviões militares AMX em que as empresas israelenses desempenham um papel fundamental7.
o CAEX, a instalação de testes do Exército Brasileiro de Marambaia, no Rio de Janeiro: Elbit Systems Ltd. realizou testes de aceitação de clientes de sus primeiros UT30BR 30 milímetros torres não tripulados, integrado no 6X6 IVECO, veículo brasileiro Guarani. Relatórios realçam como os palestinos têm sido usados nos teste militares: "O projeto único [...] é baseado na experiência extensiva em campo de batalha em grande escala e conflitos de baixa intensidade"8.
A polícia e as forças de segurança de Rio de Janeiro formados por empresas militares israelenses e afins:
A reservada Yaman, unidade antiterror da policia de Israel, veio ao Rio de Janeiro trocar experiências com o BOPE9. A progressão em terreno usada no bope-rj é estratégia ensinada por instrutores israelenses10.
A escola contra-terrorismo israelense, que contrata instrutores do exército israelense e ensina doutrinas militares israelenses em seus cursos treina:
Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro,
Policia Civil do Estado do Rio de Janeiro,
Membros do BOPE - Batalhão de Operações Especiais da PMERJ,
Companhia de Policia Militar com Cães –CiaPMCães – PMERJ,
28 BMP – PMERJ,
Guarda Municipal da Cidade do Rio de Janeiro – Grupo de Ações Especiais – GAE,
Guarda Portuária do Rio de Janeiro – DOCAS RIO,
Guardas Municipais de Várias cidades do Estado do Rio de Janeiro,
Escola America de Botafogo (Rio de Janeiro),
DESIPE – RJ,
Grupo de Intervenções Táticas (Agentes penitenciários – Rio de Janeiro)
1 Beryl Davis, BlueBird Aero Systems, ISDS Ltd. - International Security & Defence Systems Ltd. , ImageSat International N.V, Opgal Optronic Industries Ltd, BAT - Beit Alfa Technologies Ltd., Israel Weapon Industries Ltd. (IWI), Reshef Technologies, CAMERO, ISDS INTERNATIONAL, Aeromaoz, Plasan Sasa Ltd, CONTROP Precision Technologies Ltd., DSIT Solutions Ltd., Netcom Malam Team International, Israel Aerospace Industries Ltd. (IAI), Mistral Group, Ness TSG, UVision Global Aero Systems, SIBAT Israel Ministry of Defence, Beth - El Zikhron, Yaaqov Industries Ltd., Hatehof  Industries (Brand Group) Ltd., Dynamic Jet Engineering Ltd. (DJE), Gilat Satellite Networks Ltd., Amicell - Amit Industries Ltd, Dignia Systems Ltd., Israel Military Industries Ltd. (IMI), Rafael Advanced Defense Systems Ltd., Elbit Systems Ltd., MEPROLIGHT,ARES, AEL Sistemas

Wikileaks: Vaticano apoiou a ditadura de Augusto Pinochet


Segundo documento, Igreja entendeu como “propaganda comunista” os massacres promovidos por militares chilenos

O site Wikileaks divulgou nesta segunda-feira (08/04) documentos do departamento de Estado dos EUA que revelam o apoio do Vaticano para o golpe no Chile em 1973. Segundo informações do jornal italiano La Republicca, “em nome do Santo Padre”, a Igreja negou denúncias contra os militares, dizendo que as repressões reportadas no país sul-americano se tratavam de “propaganda comunista”.

Um dos documentos divulgados - datados na década de 1970 - mostram o então secretário de Estado do Vaticano, Giovanni Benelli, em diálogo com diplomatas norte-americanos expressando “grave preocupação do Papa Paulo VI (1963-1978) com a campanha de esquerda para distorcer completamente a realidade da situação política no Chile”.

As conversas entre Igreja e EUA ocorreram cinco semanas depois de Pinochet tomar o poder por meio de um golpe de Estado, derrubando o regime socialista de Salvador Allende. Na ocasião, milhares de simpatizantes do regime de esquerda foram presos e mortos.

Wikicommons
Augusto Pinochet desfila no oitavo aniversário do golpe militar de 1973

Na ocasião, o Vaticano admitiu que houve sangue derramado nas ruas chilenas, porém, acenou que os bispos chilenos “estavam fazendo de tudo para corrigir a situação e as reportagens que falam de repressão brutal, pois elas são infundadas”, afirma o documento divulgado hoje (08).

O Vaticano também afirma que “a cobertura exagerada dos eventos ocorridos no Chile foram uma grande vitória da propaganda comunista”.

Segundo informações do site espanhol Publico, Giovanni Benelli era o braço direito do Papa Paulo VI e teve sua gestão marcada pelo autoritarismo e a forma agressiva como ostentava suas opiniões.

O fundador do Wikileaks, o australiano Julian Assange, disse que os documentos não foram vazados, pois estavam disponíveis no Arquivo Nacional dos EUA.

O documento faz parte de um novo projeto do Wikileaks, o PlusD, que agrega 1,7 milhão de textos diplomáticos entre 1973 a 1976, chamados de "Kissinger Cables" – em razão de serem da mesma época em que Henry Kissinger dirigia a política externa norte-americana – e 250 mil de 2003 a 2010, no vazamento mais famoso da organização, o "Cablegate".

O projeto é uma parceria com 18 veículos internacionais, incluindo as agências de notícias Associated Press e France Presse e os jornais La Repubblica, da Itália, La Jornada, do México, Página 12, da Argentina e a Agência Pública, no Brasil.

Rússia aloca interceptadores MiG-31 na defesa do espaço aéreo da Sibéria




A implantação do MiG-31BM faz parte de um programa para reforçar a segurança do espaço aéreo siberiano. (Foto: RIA Novosti)

A força aérea russa alocou um novo grupo de interceptadores MiG-31BM Foxhound na região da Sibéria, Novosibirsk, para proteger as instalações industriais da região, informou o Ministério da Defesa russo.

A implantação faz parte de um programa para reforçar a segurança do espaço aéreo siberiano, disse o ministério em um comunicado.

Anteriormente, o espaço aéreo sobre Novosibirsk era feito por uma unidade de caças com sede na cidade de Omsk, mas que foi dissolvida em 1998.

O interceptor MiG-31BM é uma versão atualizada do FoxHound, recentemente introduzida na Força. Equipado com um novo sistema de controle de tiro, estendendo o alcance da aeronave para detecção de alvos até 320 quilômetros, e capaz de engajar um alvo à 280 quilômetros.

FONTE: RIA Novosti

Coreia do Norte retira trabalhadores da zona industrial de Kaesong

Zona industrial de Kaesong 

EPA
A Coreia do Norte retira todos os seus trabalhadores da zona industrial de Kaesong, projeto conjunto com a Coreia do Sul.


Segundo declarou a liderança da Coreia do Norte, toda a atividade na zona industrial será temporariamente suspensa, também é possível que a área seja completamente encerrada.

Na zona industrial de Kaesong encontram-se mais de 100 empresas, onde trabalham cerca de 50 mil funcionários norte-coreanos. Anualmente, o complexo ganha cerca de $90 milhões.



Voz da Rússia

Projeto russo de usina atômica será apresentado em concursos internacionais



EPA
O projeto russo de usina atômica AES 2006 será apresentado em vários concursos internacionais em 2013-2014: na República Tcheca, Eslováquia, Hungria e, possivelmente, na Finlândia.


Atualmente, tecnologias russas de construção de blocos energéticos são umas das mais modernas no mundo, sobretudo em termos de segurança. O projeto AES 2006, com o reator energético água-água de 1.200 megawatts de potência, corresponde plenamente a todos os padrões da Agência Internacional de Energia Atômica e foi certificado pela Associação Europeia de Operadores Nucleares.

Este projeto foi desenvolvido ainda antes da avaria na usina atômica de Fukushima, incluindo já naquela altura todas as barreiras e sistemas de segurança, que posteriormente foram denominados como medidas pós-Fukushima, aponta o porta-voz da corporação estatal Rosatom, Serguei Novikov:

“Propomos e aplicamos os projetos mais contemporâneos que pela classificação internacional correspondem ao padrão “3+”. Este é o mais alto nível de classificação. Na Rússia, efetuamos trabalhos simultaneamente em diferentes canteiros de obras, construindo nove blocos energéticos, seis dos quais têm reatores AES 2006. Reatores de quarta geração apenas estão sendo desenvolvidos no mundo em cooperação internacional. A Rússia também participa deste projeto.”

O projeto AES 2006 prevê uma conjugação única de elementos ativos e passivos de segurança, ou seja daqueles que operam por decisão do homem ou sem a ordem do pessoal, mesmo se forem registradas perdas no abastecimento de energia, diz Serguei Novikov:

“Faz parte dessas medidas o sistema de retirada passiva de calor. Se, por exemplo, o reator reaquecer, provocando a evaporação de condutor de calor, este sistema permite refrigerar a zona ativa, mesmo no caso de perda de energia elétrica e, como consequência, de abastecimento de água, não admitindo deste modo a fundição. Mesmo se acontecer o incrível e o combustível no reator começar a fundir-se, está previsto tal dispositivo como armadilha contra a fundição da zona ativa. Mas o nível de probabilidade desta situação é um caso para um milhão de anos da operação.”

Hoje, as companhias energéticas mundiais não simplesmente propõem construir usinas atômicas, mas também preveem um leque de serviços, inclusive o fornecimento de combustível, de sistemas e de equipamentos. Deste ponto de vista, o projeto russo AES 2006 é plenamente competitivo, destaca o diretor do Fundo de Desenvolvimento Energético, Serguei Pikin:

“A Rússia, tal como outros líderes na construção de usinas atômicas, propõe projetos “chave na mão” com o mesmo serviço de pós-garantia. Estamos nesta esfera ao nível de concorrentes. Neste caso, trata-se de como será garantido esse serviço, quanto irá custar, como serão garantidos fornecimentos de combustível e a que preço. Hoje, um projeto avalia-se pelo preço do ciclo vital de operação da central e não pelo preço da própria usina. É disso que depende a opção final do cliente.”

Como se espera, até o fim do ano em curso, será anunciado o vencedor do concurso de construção de dois blocos energéticos da usina atômica de Temelin na República Tcheca. As perspetivas do projeto russo são avaliadas como boas. Até o fim do ano também devem ser organizados concursos de construção de blocos energéticos nucleares na Eslováquia e Hungria. Há possibilidades de participar de projetos atômicos na Finlândia. Naquele país é bem conhecido o alto nível de tecnologias russas no exemplo da usina atômica de Loviisa, que funciona bem e com segurança durante muitos anos.



Voz da Rússia

domingo, 7 de abril de 2013

Afeganistão: crianças mortas em ataque aéreo da OTAN



EPA
Um ataque aéreo da OTAN no Afeganistão provocou 12 mortos entre a população civil. O incidente ocorreu na província de Kunar (Leste do país).
Segundo testemunhas e as autoridades locais, entre os mortos há 10 crianças. Seis outras pessoas ficaram feridas, afirmam.
Representantes da OTAN não excluem que o ataque pudesse afetar habitantes civis mas não confirmam a informação sobre as vítimas.

Voz da Rússia

Chanceler venezuelano visitará Brasil e Argentina semana que vem

O ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Elías Jaua, viajará na próxima terça-feira ao Brasil e um dia depois à Argentina, onde se reunirá com os colegas Antonio Patriota e Héctor Timerman, respectivamente, anunciou neste sábado em entrevista à emissora multiestatal Telesur. “Estarei na terça-feira no Brasil, tenho uma reunião bilateral com o chanceler Patriota. Nesta quarta-feira estarei em Buenos Aires em uma reunião bilateral com o chanceler Héctor Timerman”, disse Jaua.

O chanceler venezuelano também participará de encontros políticos nos dois países, especialmente de um ato organizado por setores peronistas em Buenos Aires para comemorar a memória do presidente Hugo Chávez.

Jaua e Patriota se reuniram em fevereiro passado em Caracas, onde estudaram o estabelecimento de uma zona de integração e troca comercial entre o norte do Brasil e o sul da Venezuela. Os dois países acordaram a construção conjunta da refinaria Abreu e Lima, mas Caracas ainda não entregou as garantias financeiras que concretizam sua participação em 40% do projeto.

Jaua foi nomeado para o cargo em janeiro por Chávez de Havana, onde o então presidente venezuelano esteve hospitalizado até retornar a Caracas duas semanas antes de falecer, em 5 de março, devido a um câncer.


Terra Notícias

China não vai permitir o agravamento da situação na Península Coreana

EPA

A China insiste que a tensão na Península Coreana deve ser superada através do diálogo, independentemente do cenário futuro, afirmou o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, na conversa telefônica com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.


Nas palavras do diplomata, Pequim “é contra quaisquer declarações e ações na região por qualquer parte e não vai permitir o agravamento às portas da China”.

Espera se que Pequim lance um míssil em resposta aos exercícios militares conjuntos realizados pelos EUA e a Coreia do Sul.



Voz da Rússia

sábado, 6 de abril de 2013

Negociação para vender Rafales à Índia tropeça em produção local

As negociações entre a Dassault e a Índia para a venda de 126 aviões de combate Rafale tropeçam na produção local, em particular na montagem no país, segundo o The Indian Express desta sexta-feira, o que foi confirmado por fontes do setor.

Segundo os termos deste contrato avaliado entre 12 e 20 bilhões de dólares, as 18 primeiras aeronaves seriam construídas na França e as 108 restantes montadas na Índia pela Hindustan Aeronautics Limited (HAL), um conglomerado de empresas públicas. Mas segundo o The Indian Express, que cita fontes anônimas, a Dassault Aviation rejeita qualquer responsabilidade nas 108 aeronaves montadas pela HAL.

Segundo o jornal, a Dassault disse às autoridades indianas que Nova Délhi precisará negociar dois contratos, um com a Dassault pelos 18 primeiros aviões, e o outro com a HAL pelos demais. O ministério da Defesa “rejeita totalmente esta ideia e disse claramente à Dassault que ela será a única responsável pela venda e entrega do conjunto das 126 aeronaves”, afirma o jornal The Indian Express.

Um porta-voz da Dassault não quis fazer qualquer comentário à AFP. “A Dassault não costuma comentar as negociações em andamento, seja (no campo) civil ou militar”, limitou-se a dizer. Segundo o The Indian Express, a Dassault havia pedido para escolher o nível de participação da HAL, mas a Índia decidiu em janeiro que a HAL será a principal montadora e que continuará sendo.

Segundo fontes da indústria aeronáutica, a posição da Dassault é que se a HAL for a mestre de obras, deve assumir a responsabilidade pela qualidade dos aviões. No entanto, o grupo francês conseguiu fazer com que um dos maiores grupos privados indianos, Reliance, participe do acordo.

A HAL já fabrica sob licença aviões de treinamento britânicos Hawk, caça-bombardeiros russos SU-30, helicópteros europeus e desenvolve um avião com a Rússia. Sócia da Dassault para modernizar os Mirage-2000 do exército indiano, também fabrica portas do Airbus A320.

Mas os opositores da HAL a criticam, afirmando que não tem os meios para tornar suas ambições realidade e que costuma descumprir os prazos. Industriais indianos, que pediram o anonimato, dizem que “uma decisão de dez minutos pode levar dez meses” e que um só sindicato pode paralisar a empresa.

O presidente da HAL, R.K. Tyagi, reconheceu recentemente que o projeto Rafale apresenta “inúmeros desafios”, entre eles o de administrar melhor a transferência de tecnologia. O grupo francês, que nunca exportou o Rafale, começou a negociar em janeiro de 2012 com o governo indiano, em detrimento do Eurofighter Typhoon, uma coprodução de BAE, EADS e do italiano Finmecanicca.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Nota contra Maduro mostra conservadorismo da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, diz secretária do PT

Iriny Lopes lembrou que, durante os governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro, mulheres e homossexuais tiveram seus direitos reconhecidos na Venezuela
A aprovação da nota de repúdio ao presidente em exercício da Venezuela, Nicolás Maduro, pela CDHM (Comissão de Direitos Humanos e Minorias) da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (03/04), gerou polêmica. Para a secretária de Relações Internacionais do PT, deputada federal pelo Espírito Santo e ex-ministra da SPM (Secretaria de Políticas para Mulheres) da Presidência da República, Iriny Lopes, a aprovação da nota "é reflexo da maioria que compõe [atualmente] a CDHM, de perfil conservador".

A petista argumenta que a atitude de incluírem na pauta da reunião a nota de repúdio a Maduro foi oportunista e "desleal por parte de alguns parlamentares, que se aproveitam da ausência da minoria e do instituto de uma sessão fechada ao público".

Agência Brasil
Marco Feliciano, presidente da CDHM, tem sido alvo de protestos por declarações sobre negros e homossexuais

Durante um discurso no dia 12 de março, Nicolás Maduro declarou que: "Eu, sim, tenho mulher, escutaram? Eu gosto de mulheres". A frase foi seguida de um beijo em sua mulher e então procuradora-geral da Venezuela, Cília Flores. A declaração foi considerada homofóbica pela oposição venezuelana e por alguns grupos LGBTs chavistas. "É bom lembrar que durante os governos de Chávez e Maduro ocorreu uma ampliação dos direitos das mulheres, dos afrodescendentes, dos jovens e da comunidade LGBT", afirmou Lopes.

A aprovação da nota de repúdio pela CDHM acontece em momento delicado no Congresso Nacional e da própria comissão. Há quase um mês o deputado federal e pastor evangélico Marco Feliciano (PSC-SP) foi eleito, também em portas fechadas, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, sob forte resistência do movimento de direitos humanos brasileiro e de parlamentares historicamente compromissados com as causas das mulheres e dos LGBTs. 

Marco Feliciano responde no STF (Supremo Tribunal Federal) por denúncias de racismo e estelionato. Desde a posse de Feliciano, há manifestações permanentes na Câmara dos Deputados contra a permanência do parlamentar na comissão.

O PT e o PSOL entraram com representações nas devidas instâncias da Câmara dos Deputados, questionando declarações polêmicas do atual presidente da CDHM sobre os parlamentares que presidiram o órgão anteriormente. "O que está em debate não é qual partido vai presidir a comissão, mas a sua composição, a começar pela presidência. Não é aceitável que pessoas como os deputados Marcos Feliciano e Jair Bolsonaro (PP-RJ), que pregam a intolerância e a truculência, permaneçam em uma comissão que discute as violações de direitos. Isso é um deboche contra a democracia", concluiu a parlamentar.

Projetos de reaparelhamento da FAB serão destaques na LAAD 2013

Modernização do AMX, KC-390 e atuação do VANT são os principais projetos da Força Aérea em exposição.

A LAAD Defence e Security, maior feira de segurança e defesa da América Latina, deve reunir no Rio de Janeiro, entre os dias 9 e 12 de abril, cerca de 700 expositores e mais de 30 mil visitantes da comunidade de defesa e segurança. A Força Aérea Brasileira (FAB) expõe nos estandes do Riocentro, os projetos de modernização dos caças subsônicos A-1, da nova aeronave de transporte e reabastecimento em voo KC-390 e a atuação dos VANTs (veículos aéreos não-tripulados).

Modernização do A-1

A aeronave A-1, também conhecida como AMX, é um caça subsônico com autonomia para atingir pontos em praticamente todo o Atlântico Sul, a partir de bases no Brasil. Considerado o “avião-computador” quando começou a voar na FAB, em 1990, passa por processo de modernização de sistemas eletrônicos.

A modernização de 43 aeronaves da FAB amplia a vida útil do A-1, que deve operar até 2032. Este processo contempla um elevado grau de integração entre sistemas e subsistemas, o que permitirá que as aeronaves cumpram com maior eficácia suas missões estratégicas, atacando alvos há centenas de quilômetros da base, retornando com segurança.

KC-390

O novo cargueiro da Força Aérea Brasileira, em desenvolvimento pela EMBRAER, seguindo requisitos operacionais propostos pelo Comando da Aeronáutica, é a maior e mais avançada aeronave já desenvolvida pela indústria aeronáutica brasileira. A nova aeronave será capaz de operar em pistas com pouca infraestrutura, localizadas nas mais variadas latitudes e longitudes, da Antártica à Amazônia.

Para o Brasil, a aeronave que será uma das importantes ferramentas para prover mobilidade estratégica às Forças, também representará um salto tecnológico na indústria nacional, rendendo bons frutos econômicos e sociais.

VANT

Pilotados remotamente e com complexos sistemas de enlace de dados, os Veículos Aéreos Não-Tripulados (VANT) podem ser utilizados em diversas missões. Atualmente, a Força Aérea Brasileira emprega quatro modelos RQ-450, baseados em Santa Maria/RS, em ações de reconhecimento.

Missões de fiscalização de fronteiras, localização de áreas de crimes ambientais, combate ao narcotráfico e identificação de áreas de garimpo ilegal foram algumas atividades dos VANTs nas chamadas operações interagências, Ágata 1, 2, 5 e 6. A segurança da Conferência Rio+20 também recebeu o apoio das aeronaves.

A FAB, no entanto, prevê um futuro audacioso para o VANT no Brasil. O planejamento é para desenvolver a doutrina de operação, ou seja, saber como executar os voos, acumular conhecimento operacional e logístico desta aeronave peculiar e partir para o desenvolvimento de projetos de VANTs nacionais.

FAB

Investimento em Defesa precisa ser perene


O cenário geopolítico mundial está mudando e hoje o Brasil participa de forma mais ativa como ator regional e global, aumentando a necessidade de investimentos na defesa e segurança da nação. Somos um povo pacífico, mas ainda sofremos com a violência, o narcotráfico e a exploração ilícita de nossos recursos naturais. O mesmo país que foi escolhido para sediar as próximas edições da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos é também um dos maiores consumidores de drogas do mundo, mesmo sem ser produtor primário dessas substâncias.

Felizmente, dois projetos poderão começar a mudar esta triste realidade: o primeiro satélite geoestacionário brasileiro, para comunicações estratégicas e ampliação do programa nacional de banda larga, e o sistema de monitoramento integrado de fronteiras (Sisfron). Em ambas as iniciativas a indústria brasileira lidera esses projetos em conjunto com parceiros internacionais.

Com uma força de engenharia invejável, nos setores aeroespacial e de defesa, estamos certos de que podemos fazer muito mais. A indústria nacional de Defesa se diversificou e está se consolidando em torno daquilo que mais gosta e sabe fazer: a gestão de projetos complexos de alta tecnologia nos campos aeroespacial e de defesa e segurança. Radares, sistemas de apoio à decisão e de comunicação inteligente, além de veículos aéreos não tripulados, fazem parte das nossas soluções integradas, assim como os aviões militares.

O campo aeronáutico continuará a ser a força motriz do crescimento deste setor e serve como excelente exemplo desse novo ciclo virtuoso. O cargueiro militar KC-390, que será produzido pela Embraer Defesa & Segurança, continua em pleno desenvolvimento e será um vetor importante na arena internacional, estabelecendo um novo conceito de mobilidade, capacidade preconizada na nossa Estratégia Nacional de Defesa.

É importante esclarecer que os benefícios de uma indústria de defesa fortalecida se estendem por todos os segmentos da sociedade civil, ao estimular o desenvolvimento tecnológico, criar produtos de exportação de alto valor agregado e gerar emprego e renda. Para isso, as empresas brasileiras precisam conceber tecnologia e exportá-la para outros mercados. A nona edição da maior feira de defesa da América Latina, que acontece semana que vem, no Riocentro, é uma excelente oportunidade para ver de perto os avanços desta indústria no País.

Nosso DNA de desenvolver tecnologia e transformá-la em produtos, serviços e soluções que servem para o Brasil e para o mundo ocorrerá com a maturação de todos esses projetos. A indústria brasileira realizou com sucesso projetos no ramo aeronáutico militar e já exportou para mais de 40 países em todos os continentes, gerando empregos, divisas, renda e tributos para o Brasil.

Por fim, gostaria de reafirmar a capacidade transformadora que o poder de compra do Estado tem para a indústria que desenvolve tecnologia. No entanto, o investimento nesta área precisa ser perene e, para que isso aconteça, as empresas brasileiras devem buscar a integração competitiva de suas respectivas cadeias de suprimentos e, desta forma, reunir condições de exportar.

terça-feira, 2 de abril de 2013

PEC 37

Impunidade, não! MP com poder de investigação! #PEC37

Está em votação no Congresso Nacional uma Proposta de Emenda Constitucional, a PEC 37, também conhecida como "PEC da Impunidade", que tira o poder de investigação dos Ministérios Públicos Estaduais e Federal. Caso seja aprovada, praticamente deixarão de existir investigações contra o crime organizado, desvio de verbas, corrupção, abusos cometidos por agentes do Estado e violações de direitos humanos.

A proposta atenta contra o regime democrático, a cidadania e o Estado de Direito e pode impedir que outras Instituições também investiguem (Receita Federal, COAF, TCU, CPIs etc).

A Constituição Federal permite que o Ministério Público investigue, assim também o fazem outras leis como, a Legislação Eleitoral, o Estatuto da Criança e do Adolescente e o Estatuto do Idoso. O STF já proclamou que o MP também deve investigar.

Os grandes escândalos sempre foram investigados e denunciados pelo Ministério Público, que atua em defesa da cidadania de forma independente.

A QUEM INTERESSA ENTÃO RETIRAR O PODER DE INVESTIGAÇÃO?

A PEC da Impunidade já foi aprovada em comissão e poderá ser votada em plenário pela Câmara dos Deputados a qualquer momento. Defenda o MP para que ele continue fazendo um trabalho sério, competente e tão necessário para combater o crime e a corrupção no Brasil!



o Geopolítica e Defesa pede sua ajuda para combater esse atentado contra a justiça no nosso país, colabore com o abaixo assinado clicando qui, pedimos sua ajuda. Pra frente Brasil.

Com 200 milhões já investidos, Sisfron começa a ser implantado neste ano


Novos equipamentos para a implantação do Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras) na fronteira de Mato Grosso do Sul começam a chegar no segundo semestre deste ano. O investimento no monitoramento da fronteira pelo Exército já chegou a R$ 200 milhões no Estado.

O recurso, oriundo do Governo Federal, já foi usado na compra de equipamentos como radares, construção de prédios e aquisição de viaturas.

Uma reunião entre gestores locais e nacionais acontece de hoje até quinta-feira (4) no CMO (Comando Militar do Oeste), em Campo Grande. De acordo com o major Robson de Menezes Peroni Campos, chefe da comunicação social do CMO, o encontro é o primeiro deste porte, já que as reuniões anteriores eram gerenciais.

O projeto piloto, que foi desenvolvido pela 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada de Dourados, será implantando a partir de Mundo Novo e Porto Murtinho, se estendendo para o restante de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Amazônia e fronteira da região sul do país.

Peroni explica que a reunião deverá estabelecer parâmetros, prazos e procedimentos que deverão ser seguidos durante a implementação do Sistema. O Governo Federal tem disponibilizado recursos e algumas medidas de implantação já começaram a ser tomadas.

Alguns veículos já foram adquiridos e estão sendo usados em ações de apoio nas fronteiras. Segundo Peroni, no projeto, os radares serão implantados de uma maneira que, além de aeronaves, veículos terrestres que trafeguem por estrada vicinais serão também detectados. "Serão radares móveis e fixos, além de tropas especiais. É de primeiro mundo".

Os generais Carlos Roberto de Sousa Peixoto, vice-chefe do Estado Maior do Exército, João Roberto de Oliveira, gerente do Sisfron Nacional e o general de Brigada Elias Rodrigues Martins Filho, chefe do Centro de Operações do CMO e gerente local do Sisfron participam da reunião, onde mais de 50 pessoas envolvidas no projeto estão concentradas.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Tensão entre as Coréias: USA enviou Caças F-22 e bombardeiros B-52 e B2 a Região

A presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, ameaçou nesta segunda-feira com uma "enérgica" represália a qualquer provocação da Coreia do Norte, com o respaldo dos Estados Unidos, que enviou caças F-22 à península em um momento de grande tensão com o regime norte-coreano.
No sábado, Pyongyang anunciou que se encontrava em "estado de guerra" com a Coreia do Sul. As duas Coreias estão tecnicamente em guerra, pois a Guerra da Coreia de 1950-53 terminou com um armistício, e não com um tratado de paz.
A presidente sul-coreana, líder dos conservadores e falcões do país, se reuniu com altos oficiais das Forças Armadas e com o ministro da Defesa, Kim Kwan-jin. Park disse que leva a sério as ameaças diárias do Norte.
"Acredito que devemos executar uma represália enérgica e imediata, sem nenhuma outra consideração política se (a Coreia do Norte) protagonizar qualquer provocação contra nosso povo", disse.
O ministro da Defesa afirmou que Seul executará, em caso de necessidade, ataques preventivos contra as instalações nucleares e militares norte-coreanas.
"Nós realizaríamos rapidamente o que se chama de 'dissuasão ativa' para neutralizar as ameaças nucleares e balísticas do Norte", advertiu.
A tensão na Península Coreana é grande desde dezembro, quando o Norte executou com sucesso um lançamento de foguete, considerado pelos Estados Unidos e a Coreia do Sul como um disparo de teste de míssil balístico.
Depois, Pyongyang executou em fevereiro o terceiro teste nuclear, o que provocou a adoção, no início de março, de novas sanções pelo Conselho de Segurança da ONU. A escalada não cessou desde então.
Park, uma política conservadora que defendeu uma relação de compromisso cauteloso com o Norte durante a campanha eleitoral, passou a adotar uma linha mais dura desde que assumiu o poder em fevereiro, pouco depois da Coreia do Norte executar seu terceiro teste nuclear.
As tensões militares entre as duas nações aumentaram de maneira dramática nas últimas semanas, quando a Coreia do Norte intensificou a retórica belicista contra a Coreia do Sul e os Estados Unidos.
Em protesto contra as manobras militares conjuntas realizadas por Coreia do Sul e Estados Unidos, o governo do Norte declarou nulo o armistício que interrompeu a guerra da Coreia em 1953 e ameaçou com um "ataque nuclear preventivo" contra alvos sul-coreanos e americanos.
Os governos da Coreia do Sul e Estados Unidos já alertaram Pyongyang sobre as severas repercussões de qualquer agressão. Washington enviou à região bombardeiros B-52 e B-2, com capacidade de cargas nucleares, assim como caças F-22.
Uma fonte das forças americanas informou que caças F-22 Raptor chegaram no domingo a Coreia do Sul para participar nos exercícios anuais "Foal Eagle", que prosseguem até 30 de abril.
No domingo, o líder norte-coreano Kim Jong-un presidiu uma reunião do comitê central do partido único, o Partido do Trabalho. O comitê decidiu que o direito de possuir armas nucleares "deverá estar inscrito na lei" e que seu arsenal será melhorado "em qualidade e em quantidade".
No sábado, a Rússia pediu às duas Coreias e aos Estados Unidos "mais responsabilidade e moderação".
O secretário de Defesa americano, Chuck Hagel, destacou que Washington não se deixará intimidar pelas ameaças bélicas de Pyongyang e está preparado para enfrentar "qualquer eventualidade".


China poderá retomar compra de aparato militar russo



A informação de que a China voltaria a comprar novo armamento da Rússia tomou as páginas dos veículos de comunicação chinesa, gerando especulação sobre as especificações dos atuais e potenciais contratos para fornecimento de aparato militar.

Apesar do destaque dado à notícia, não se trata de um contrato final, mas de uma versão estendida de um acordo de intenções. A possível compra de 24 caças Su-35 e quatro submarinos do tipo Lada já é discutida há tempos pela imprensa local, embora não haja confirmações.

“Não foi levantada nenhuma questão de cooperação técnico-militar durante a visita do presidente da China, Xi Jinping, a Moscou”, rebateu uma fonte russa sobre tais informações.

O contrato potencial para os Su-35 pode se tornar o primeiro pedido de compra para a exportação desse tipo de aeronave, que é hoje fornecida à Força Aérea da Rússia. A iniciativa pode abrir as portas para novos mercados para os caças Su-35, além da China. É o caso do Vietnã e Indonésia, que já compram as aeronaves Su-30MK2.

Além disso, a procura de novas oportunidades tem levado a Rússia a investir na cooperação técnico-militar com países de outras regiões, como o Brasil. A concretização do negócio chinês simplificará bastante a futura promoção do Su-35 em mercados estrangeiros, acreditam os fornecedores.

Futuro incerto

As relações entre setor militar russo e o cliente chinês, embora não tenham sido extintas, esfriaram bastante ao longo dos últimos anos, sobretudo na indústria aeronáutica.

Em 2003, a China se aproveitou das disposições dos contratos existentes para executar a montagem de 200 caças Su-27SK. Por terem recebido a licença de produzi-lo com a denominação J-11, os chineses cancelaram os acordos e, assim, privaram o lado russo de metade dos rendimentos esperados.

O escândalo foi intensificado quando a Rússia alegou que a China havia introduzido alterações no projeto e lançado sua própria máquina com base na propriedade intelectual russa – sem a mínima compensação.

Para evitar novos conflitos, é preciso focar no volume de fornecimento, apontam os especialistas. Se o fornecedor teme que a China comprará um número mínimo suficiente e depois quebrará o contrato, então é preciso negociar o fornecimento do número maior possível de caças.

Por outro lado, a rigidez da posição chinesa dificulta as negociações. Enquanto os russos sugerem a compra mínima de 70 a 75 caça, a China teria confirmado o interesse em adquiria apenas 10 a 12 aeronaves. “Menos do que uma centena, nem vale a pena vender”, garantem os especialistas russos.

Pacote completo

As transações noticiadas aumentam as discussões sobre como o know-how russo será aproveitado pelos chineses. Por mais compreensível que seja os equipamentos recebidos serem submetidos a um estudo detalhado, e, se houver a necessidade, à reprodução, os russos querem uma garantia de compensação, de modo que o contrato contemple uma quantia referente aos riscos de cópia não autorizada.

Os acordos também estariam prevendo um projeto conjunto russo-chinês para desenvolver submarinos não atômicos, no qual a Rússia utilizará uma tecnologia bastante assimilada no trabalho em parceria com a Índia.

Esse pode ser um novo passo na intensificação da cooperação técnico-militar entre os dois países. Não se trata de uma coincidência que ambas as transações tenham sido anunciadas em um único pacote. O que está sendo pesado é se os riscos do fornecimento de caças modernos para a China compensarão os possíveis benefícios trazidos pelo desenvolvimento conjunto de tecnologias para submarinos não nucleares.

O resultado de um novo formato de cooperação técnico-militar deve depender, portanto, das políticas externas da indústria de defesa russa.


Publicado originalmente pela Ria Nóvosti