quinta-feira, 25 de abril de 2013

A polêmica continua na Suécia: avião russo espionou exercício no sábado


Segundo notícia na edição sueca do jornal The Local, no último sábado um avião de espionagem russo sobrevoou o pequeno trech0 de espaço aéreo entre as ilhas suecas de Öland e Gotland, no Mar Báltico. A origem da informação é o jornal Svenska Dagbladet (SvD), para o qual fontes militares disseram que a aeronave passou pelo estreito durante a realização de um grande exercício de treinamento militar envolvendo a Suécia, os Países Bálticos, Finlândia e Estados Unidos.

Algumas fontes militares, que não se identificaram, disseram ao jornal que caças Gripen decolaram para interceptar a aeronave, que o Svenska Dagbladet informou ser um Ilyushin Il-20. Outras disseram que foram aeronaves de outro país que acompanharam o avião russo, que permaneceu no limite das águas internacionais. Há também quem diga que os caças Gripen decolaram, porém tarde demais. Já oficialmente, os militares suecos não comentaram o incidente.

O exercício internacional em curso no final de semana envolvia 1.400 pessoas, e é focado em Comando e Controle (sem grandes movimentações de tropas e equipamentos), gerando uma grande quantidade de trocas de informações entre bases em Karlskrona, Enköping e Uppsala. Não é incomum que aeronaves SIGINT (Signals Intelligence) atuem no Báltico, mas a rota do avião-espião russo no Sábado não deixa dúvidas de que estaria espionando o exercício internacional.

Vale lembrar que o sobrevoo desse avião espião foi feito antes de vir à tona para a imprensa, na segunda-feira, o incidente da Páscoa, quando bombardeiros e caças russos se aproximaram da fronteira com a Suécia realizando simulações de ataque ao país, conforme divulgado pelo Svenska Dagbladet. Na ocasião, não houve acionamento de caças suecos para acompanhar a formação de aviões russos, tarefa que foi feita por caças dinamarqueses estacionados na Lituânia, a serviço da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Hoje, Comissão Parlamentar de Defesa e Relações Exteriores vai se reunir com autoridades das Forças Armadas para discutir o estado de prontidão da Suécia, devido à polêmica causada pelo incidente da Páscoa, ao qual se soma este do último sábado. A comissão é encabeçada pelo político de oposição Peter Hultqvist, social-dedemocrata.

Os incidentes ocorrem em meio a um debate acalorado na Suécia, a respeito das Forças Armadas estarem ou não bem-equipadas ou recebendo recursos suficientes para defender o país em caso de ataque. O Comandante das Forças Armadas, Sverker Göransson, disse há alguns meses que a Suécia só conseguiria se defender de ataques pelo período de uma semana. O país, que não é um membro da OTAN, acompanha de perto o desenvolvimento militar da vizinha Rússia.

FONTES: The Local e Svenska Dagbladet (também imagens)

Compilação, tradução e edição do Poder Aéreo a partir de originais em inglês e sueco

Cuba intensifica contatos com o ramo aeronáutico russo


RIA Novosti


A empresa russa Ilyushin Finance deverá fornecer a Cuba, até ao fim do primeiro semestre, um lote de três aviões russo-ucranianos An-158. A primeira aeronave, nos quadros do respectivo contrato, pousou na Ilha de Liberdade em 23 de abril do ano corrente.


Os peritos qualificam o evento como marcante, já que a companhia aérea Cubana passou a ser o primeiro destinatário deste tipo de avião. O contrato se efetua pelo esquema específico que simplifica as contas entre ambas as partes. Uma forma idêntica de relacionamento será aplicada na comercialização de aeronaves Sukhoi Superjet nos países do Sudeste asiático.

Cumpre notar que o An-158 russo-ucraniano de curto percurso, é um dos projetos mais recentes a cargo da empresa ucraniana Antonov. Os dois terços de seus componentes foram produzidos pelas empresas russas. A responsabilidade por fornecimentos foi assumida pela Ilyushin Finance Co (IFK, sigla russa) que, desde os finais dos anos 90, continua sendo o principal fornecedor de aviões russos para os mercados estrangeiros. Deste modo, a aeronave russo-ucraniana tem beneficiado de um apoio sólido da parte da empresa de exportações. Para realizar a venda foi convidado um intermediário – a empresa panamenha South America Aircraft Leasing (SAAL), o que significa que o contrato deixou de gozar de garantias públicas. A partir daí, os compromissos estarão sob a alçada da SAAL, recordam peritos. Tal mecanismo é conveniente para todos, pelo que Cuba, à semelhança de outros Estados, tinha desistido de garantias do gênero estatais. A companhia russa poderá, através do novo esquema, receber mais depressa o IVA, o que vem otimizando as despesas, disse à Voz da Rússia, o vice-diretor da companhia de investimentos Region, Anatoli Khodorovsky:

“Neste caso a Ilyushin Finance tem revelado uma flexibilidade em relação aos esquemas leasing que permitem superar certas dificuldades. A empresa russa atua como uma companhia de leasing normal, o que simplificará e tornará mais barato a captação de investimentos em negócios como este.”

Como é óbvio, tal mecanismo permitirá à IFK financiar contratos relacionados com outra aeronave – Sukhoi Superjet 100. Em breve será coordenado o contrato de venda de 15 aviões às companhias aéreas da Indonésia e de Laos. A lista de parceiros poderá vir a ser alargada, constata o diretor-geral da empresa de consultaria Informost, Boris Rybak.

“Tal roteiro será concretizado sem falta. Quanto mais potencialidades tiverem clientes, tanto mais será o volume de vendas. O atual esquema é generalizado e eficiente para companhias diversas.”

Se falar da vertente cubana, para a ilha, em 2013, serão fornecidos mais dois An-158, cada um a preço de 30 milhões de dólares. Assim, a soma total do contrato ultrapassa 100 milhões de dólares e, na melhor das hipóteses, Havana poderá comparar mais três aviões. As respectivas conversações poderão ser concluídas já no verão de 2013, visando à aquisição de três aeronaves Il-96, de longo percurso, para além de outros três comprados nos meados dos anos 2000.

A companhia Cubana de Aviación (Cubana) costuma comparar aviões de marcas Iak e Il às empresas russas, outrora soviéticas. Nesta fase, a Cubana tem vindo a modernizar seu parque de máquinas aéreas, mas não pretende desistir de aviões e equipamentos russos. Isto nada tem a ver com as sanções dos EUA. É mais uma questão de hábito e de preço, considera Anatoli Khodorovsky.

“Qualquer dia, as sanções serão anuladas e, na luta concorrencial sobreviverá o mais forte. A Rússia tem efetuado as vendas bonificadas e nós empenhamo-nos no processo de financiamento. Claro que a companhia aérea que usa os nossos aviões terá sempre certos privilégios. Não sabemos se tais preferências possam oferecer a Boing ou a Airbus.”

O primeiro voo interno da aeronave An-158 de fabrico russo-ucraniano terá lugar em maio, no âmbito do horário regular. No futuro, são planejados voos internacionais – para a zona balneária de Cancún e a República Dominicana. Desta forma, os voos serão regulares, o que reforçará as posições de Cuba no mercado de transportes aéreos regionais, salientam peritos.



Voz da Rússia

terça-feira, 23 de abril de 2013

O BRASIL PRECISA URGENTEMENTE DE UM SERVIÇO DE INTELIGÊNCIA



É fundamental ter um serviço de inteligência forte, que municie o país de informações estratégicas

Por que a atividade de inteligência é tão desprezada no Brasil? Por que governantes e a própria sociedade ainda se prendem a passados tenebrosos, e esquecem que o mundo evolui e a fila anda? Quando se fala em serviço secreto, ou serviço de inteligência, no Brasil, a primeira coisa que vem à tona é o “porão”, ou pelo menos o triste passado do Serviço Nacional de Informações (SNI). Mas efetivamente os serviços de inteligência hoje são ferramentas importantes para o processo decisório e estratégico de um país, além de serem a melhor arma para a defesa e a segurança nacionais e internacionais.

Quando falamos em defesa nacional, a sociedade brasileira tem um pavor, ou pelo menos um descaso, com as instituições que estruturam o sistema de defesa, principalmente o desrespeito com as Forças Armadas, e também com a estruturação do Serviço de Inteligência, representado pela Agência Brasileira de Inteligência (ABIN).

A ABIN, desde sua estruturação, ainda não encontrou a sua direção, e isso efetivamente eu questiono se é culpa dela mesma, pois as suas atribuições e aplicações dependem muito da Presidência da República e também do Gabinete de Segurança Institucional, e nos últimos anos a ABIN ficou relegada a ações sem fundamento para o processo de inteligência estratégica, e desenvolvendo ações de inteligência policial. Por exemplo, casos como o monitoramento de movimentos sociais (o MST), as ações de inteligência militar, o monitoramento de políticos e o acompanhamento de ações ideológicas. E aí vai uma lista grande, que, na verdade não vai alimentar em nada o processo ou o sistema brasileiro de inteligência, considerando ameaças internacionais como contrabando de armas, tráfico internacional de drogas, terrorismo, tráfico de seres humanos e conflitos regionais, e até mesmo inteligência estratégica econômica, considerando o novo papel do Brasil na economia internacional – como, por exemplo, o crescimento econômico do Brasil no sistema internacional, no BRICS, no Pré-Sal, naq Amazônia Azul, nas relações do Brasil com África e Ásia, nas parcerias estratégicas, nas questões nucleares e – esta fundamental – na inovação e educação.

É perceptível que o governo atual tem um descaso total com a atividade da informação, e principalmente um descaso com a ABIN. Hoje, a agência tem em seus quadros uns 800 analistas, que praticamente fazem clippings e não ações de inteligência que possam desencadear uma força de decisão, posicionamento e participação do Brasil no sistema internacional, sem contar o impacto de segurança e defesa internacional para o país, considerando inclusive os próximos grandes eventos que acontecerão.

A própria agência tem baixa representação no exterior. Hoje temos um oficial de inteligência em Buenos Aires, um em Bogotá e um em Caracas, e mais uma representação avançada em Key West, na Flórida, Estados Unidos, e neste caso, em especial, parece mais um conto de Hemingway.

Mas me pergunto todos os dias: por que não temos agentes produzindo informações na África e na Ásia, principalmente com o advento do BRICS (o grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul)? Ou até mesmo, do ponto de vista de inteligência estratégica econômica, representações em Washington ou Nova York, Paris e Londres? Será que o Itamaraty se dá conta disso? Já tivemos muitas surpresas no passado ao perceber que as embaixadas produziram informações atrasadas para uma tomada de decisão.

Desde o 11 de setembro de 2001, e a ocorrência de outros atentados terroristas, como Londres e Madri e agora a tragédia de Boston, o Brasil depende cada vez mais de um serviço secreto forte e bem estabelecido, pois, mesmo considerando o fato de que o país não tem inimigos externos, o Brasil e seus eventos que acontecerão são motivos fundamentais para um chamariz estratégico para ameaças terroristas, sem contar o alinhamento com a própria criminalidade brasileira, que a cada dia vem crescendo, e sem um braço mais forte por parte dos governantes, tanto federal como estaduais e até mesmo municipais. Não quero ser alarmista, mas qualquer um que tenha estudado um pouquinho o tema terrorismo perceberá que o Brasil tem um grande vazio no tema inteligência. Hoje temos instituições sem integração alguma ao sistema brasileiro de inteligência, e uma agência deslocada da sua real função.

O mais interessante é que a ABIN tem em seus quadros pessoas com um grande gabarito intelectual, diferentemente de outras agências internacionais, comparando inclusive com a CIA, dos Estados Unidos, o Mossad, de Israel, e o MI 5/6, do Reino Unido. Existem muitos mestres e doutores literalmente encostados em atividades de coleta de informações e produção de relatórios sem fins estratégicos para o Estado e de proteção ou vantagem para a nação.

Se considerarmos as boas práticas realizadas pelos serviços de inteligência das grandes potências, a ABIN poderia desenvolver de forma integrada ações com empresas brasileiras no exterior ou com estudantes considerados pesquisadores do Ciência sem Fronteiras, Veja o caso da China, que envia todos os anos 40 mil estudantes para as melhores universidades, e eles produzem conteúdos estratégicos para os seus serviços de inteligência,

Não estou falando de espionagem efetiva. Nosso plano de inovação perde muito, pois não tem uma política de acompanhamento e produção de cenários estratégicos para análise das demandas e até mesmo a constituição de uma visão mais prospectiva nos centros de pesquisas.

E, do ponto de vista da defesa, o Brasil perde muito, principalmente com a espionagem industrial que acontece no território nacional, a bioespionagem praticada por ONGs patrocinadas por indústrias farmacêuticas de diversos países, a atuação de quadrilhas internacionais do narcotráfico, o contrabando de armas de alto calibre, a movimentação de células terroristas em território nacional, a compra de terras brasileiras por parte de grandes grupos chineses, o controle de territórios com base nos aquíferos – e aí vai uma lista gigantesca.

Sobre as ONGs, isso literalmente remonta ao conceito do “santo do pau oco”, das organizações que roubam nossa riqueza para alimentar o tesouro dos outros.

Assim, me pergunto por que a nossa Presidente Dilma Rousseff não transforma a ABIN numa grande organização estratégica? Medo do passado? Por que a ABIN ainda tem como comandante maior um general? Medo do passado? Por que a ABIN não tem integração com empresas brasileiras no exterior, e também integração com as universidades?

O cenário do Brasil é preocupante. Teremos eventos de grande porte internacional, e de alguma forma com ameaças potenciais. É fundamental para o Brasil um serviço de inteligência forte, que municie o país de informações estratégicas e mostre ao mundo que o Brasil efetivamente pode ter um novo movimento estratégico nos próximos anos, e não viver de um passado utópico, onde inteligência significava “porão”. E devemos ter um serviço atuante no exterior, onde realmente interessa, e não se perdendo em trabalhos de “detetives de traição” com países sem sentido e traidores do Brasil, ou acompanhando movimentos criminosos em que os serviços policiais deveriam efetivamente atuar.

Como diria o grande estrategista, “informação é poder”!



Voz da Rússia via Plano Brasil (Plano Brazil)

VENEZUELA PROMETE RESPOSTA ‘COMERCIAL E ENERGÉTICA’ A EVENTUAL SANÇÃO DOS EUA



O chanceler venezuelano, Elías Jaua, disse nesta segunda-feira que seu país responderá nos âmbitos comerciais e energéticos a eventuais sanções dos EUA à Venezuela, informa a agência EFE.

A declaração foi uma resposta a uma entrevista da secretária-assistente de Estado dos EUA, Roberta Jacobson, que no final da semana disse à emissora CNN em Espanhol que o conselho eleitoral venezuelano adiantou-se ao proclamar Nicolás Maduro vencedor das eleições presidenciais de 14 de abril e que metade dos venezuelanos não confia no resultado.

Questionada se os EUA imporiam sanções à Venezuela caso o país se recusasse a recontar os votos, Jacobson não respondeu nem sim nem não.

Mas o governo venezuelano elevou a retórica contra o país, classificando a fala de Jacobson como “grosseira” e uma “ingerência”.

“Se os EUA apelarem para sanções econômicas ou de outra índole, tomaremos as medidas de ordem comercial, energética, econômica e política que consideremos necessárias para responder de maneira contundente a essa ameaça inaceitável”, declarou Jaua.

Ao mesmo tempo, o conselho eleitoral deve realizar nos próximos dias uma auditoria nos votos dos venezuelanos, realizados em urnas eletrônicas.



BBC Brail via Plano Brasil

Rússia fornecerá à Bielorrússia quatro divisões do S-300


© Voz da Rússia

Em 2014, a Rússia fornecerá à Bielorrússia quatro divisões de sistemas de mísseis antiaéreos de médio alcance S-300


Isso declarou hoje o ministro da Defesa da Rússia, Serguei Shoigu, durante uma reunião com o presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko.

“A Rússia, segundo seu acordo com o presidente Putin, fornecerá quatro divisões do S-300 para proteger o espaço aéreo”, disse o ministro russo ao presidente da Bielorrússia.



Voz da Rússia

Doze novos modelos de mísseis e bombas serão criados na Rússia até 2017


RIA Novosti

Os testes de 12 novas amostras de armas táticas baseadas no mar e no ar serão realizados até 2017, informou o diretor-geral da Corporação de Mísseis Táticos da Rússia, Boris Obnosov.


“Ao longo dos últimos 3 anos, concluímos os testes de 9 produtos, nos próximos quatro anos, completaremos mais 12 artigos, quatro deles ainda este ano”, disse Obnosov. Segundo ele, passaram-se os dias em que as empresas desenvolveram 2 ou 3 novos mísseis durante uma década.



Voz da Rússia

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Metade dos prisioneiros de Guantánamo estão em greve de fome



EPA

Mais da metade (84) dos 166 detentos da prisão militar norte-americana de Guantánamo está em greve de fome, relatam as autoridades estadunidenses.

Os prisioneiros estão protestando contra sua prisão indefinida.

De acordo com os militares norte-americanos, 16 das 84 pessoas são alimentados à força por meio de sondas, mais cinco foram levadas ao hospital para tratamento.

Um grupo de presos iniciou a referida greve de fome em fevereiro, agora, cada vez mais prisioneiros se juntam ao protesto. Durante apenas dois dias, a ação ganhou 11 adeptos.



Voz da Rússia

Marinha compra drones para usar como alvo aéreo no Rio




A Marinha adquiriu nove drones, aviões não tripulados e remotamente controlados (vants, na sigla em português), para usar em testes como alvo aéreo no Rio de Janeiro.

Segundo o Centro de Apoio a Sistemas Operativos (Casop), os aviões-robô foram adquiridos através de um processo de licitação vencido em novembro de 2012 pela empresa BRVant.

As aeronaves, que custaram R$ 22 mil cada uma, foram entregues à Marinha durante a Laad, a maior feira de defesa e segurança da América Latina realizada no Rio de Janeiro entre 9 e 12 de abril.

O modelo é chamado de Cardeal e tem 2,2 metros de envergadura, com peso variando entre 8 kg e 18 kg. É movido a gasolina e pode levar câmeras e outros equipamentos acoplados.

O Casop informou que o Cardeal será usado para treinamento de tiro dos fuzileiros navais na restinga de Marambaia, no Rio de Janeiro, uma área restrita militar em que o voo de drones é permitido. A princípio, ele será manipulado para que os soldados façam testes focando alvos aéreos com canhões e misseis portáteis.

Entre as ideias avaliadas está colocar birutas ou sinalizadores nos aviões-robô. O objetivo é não destruir o vant. Segundo a Marinha, os aviões eram adquiridos até o ano passado de uma empresa britânica, porque não havia um brasileiro similar.

O projeto do avião foi desenvolvido em uma parceria da empresa com a Marinha e os militares pediram algumas mudanças durante os testes de avaliação do drone, que funciona por meio de rádio controlado em um raio de até 2 km e, por rádio semiautomático, em uma distância de 10 km.

Como são vants militares e atuam em espaços aéreos restritos militares de baixa altitude, sem avião civil, não precisam de autorização para voar, informou o Casop. Um décimo avião, feito para testes de aperfeiçoamento pela BRVant, também está à disposição da Marinha.

Em março, um balanço inédito do G1 divulgou que mais de 200 drones estão em operação no Brasil sem que exista regulamentação para o uso civil e comercial destas aeronaves. O número foi obtido a partir de levantamento realizado com fabricantes, importadores, empresas e órgãos de governos estaduais.

No Brasil, ele começa a ser usado por agricultores, polícias, órgãos de defesa civil e companhias de energia elétrica, dentre outros órgãos, para monitoramento e vigilância.

Apenas dois vants civis, os da Polícia Federal, são autorizados a voar. A indústria nacional de defesa pressiona a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a construir uma legislação que embase o uso comercial de vants de pequeno porte no país. A agência diz que os estudos para regular o setor ainda estão em andamento.

FONTE: G1

domingo, 21 de abril de 2013

Material de guerra chegou a Moscou para parada da Vitória



RIA Novosti


Material de guerra chegou à capital da Rússia para participar da parada da Vitória, em 09 de maio.

Cerca de 100 veículos saíram ontem à noite do campo militar de Alabino, perto de Moscou. Depois de efetuarem a manutenção técnica, as viaturas militares participarão de treinos noturnos na Praça Vermelha.

No total, o programa de festejos do 68º aniversário da Vitória na Segunda Guerra Mundial prevê mais de 1.500 eventos diversos na capital russa.



Voz da Rússia

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Irã garante que pode destruir Israel

EPA


O comandante das Forças Armadas do Irã, Ataollah Salehi, assegurou nesta quinta-feira que suas tropas, se necessário, poderão aniquilar Israel sem apoio exterior.


“O exército da República Islâmica do Irã está disposto a dar um golpe rápido e devastador em resposta a qualquer agressão inimiga,” afirmou o chefe militar iraniano.

De acordo com Salehi, Israel é “fraco demais para representar uma ameaça para o Irã”, portanto, não vale a pena prestar atenção às declarações agressivas de Tel Aviv contra Teerã.

Washington aprova golpe preventivo contra o Irã


© Voz da Rússia


Os EUA garantirão o apoio necessário a Israel no caso de um conflito com o Irã, informam alguns meios de comunicação social. Com isso, o apoio será prestado quer se trate de uma agressão iraniana ou de um ataque preventivo por parte de Tel Aviv. A retórica agressiva dos “falcões”, segundo assinalam peritos, pode ser qualificada como uma tentativa de exercer pressão sobre o Irã ou um resultado da luta política interna nos EUA.


O Senado norte-americano adotou uma resolução segundo a qual Washington prestará a assistência multilateral a Israel em face de um conflito militar com o Irã. O documento foi colocado à discussão em março pelo dirigente da comissão parlamentar das relações exteriores, democrata Robert Menendez, aliado a um grupo de senadores. Tal passo não foi inesperado.

É que, em termos estratégicos, Israel tem sido sempre um aliado político dos EUA e o programa nuclear iraniano não deixou de ser a dor de cabeça para ambos os países. Por isso, a resolução não contém muitas surpresas, constata o presidente do Instituto de Avaliações Estratégicas, Alexander Konovalov.

“Tal medida era previsível, já que o Irã é um dos adversários sérios dos EUA. Atualmente, uma das prioridades da política externa norte-americana foi e continua sendo não admitir que o Irã possua armas nucleares. Vários peritos dos EUA acentuam que tal cenário poderá agravar a situação e gerar mais problemas do que uma operação com vista ao desmantelamento da infraestrutura nuclear”.

No entanto, a resolução aprovada não significa que a situação no Oriente Médio se tenha agravado especialmente. Antes pelo contrário, peritos têm apontado para sinais de início do desanuviamento na problemática iraniana. De acordo com o politólogo Dmitri Drobnitsky, os ânimos radicais e belicistas dos “falcões” são equilibrados pela retórica pacifista dos “pombos” da Administração norte-americana.

“A Administração Obama tem conduzido, desde 2008, uma política persistente de dissuasão e contenção de Israel contra eventuais ações não coordenadas com os EUA e a comunidade mundial em geral. O presidente Barack Obama, o vice-presidente, Joe Biden, e algumas novas figuras políticas dos altos escalões do poder têm apelado para a solução do problema iraniano por via diplomática. Entretanto, o Congresso dos EUA opta, por vezes, por decisões e declarações mais duras do que o poder executivo”.

Um dos autores do documento, senador pelo Partido Republicano, Lindsey Graham, salientou não ser necessário encarar a resolução como um apelo à guerra. Os EUA querem evitar o conflito, mas não querem que o Irã se transforme numa potência nuclear. Todavia, o emprego da força, segundo ressalta Alexander Konovalov, pode acarretar problemas econômicos sérios na região e no mundo inteiro.

“O conflito no Irã seria um cenário indesejável, pois se trata de uma região muito sensível em termos econômicos. Através do Estreito de Ormuz passam centenas de navios e petroleiros. A Ásia recebe petróleo procedente do Golfo Pérsico. O fim dos fornecimentos na sequência de quaisquer operações militares teria um impacto negativo na conjuntura econômica mundial”.

Uma guerra seria uma catástrofe na altura em que a economia mundial atravessa uma prolongada crise. Incute otimismo o fato de um golpe preventivo ter sido visto como um meio e não como fim. Poderá haver um ataque se o Estado judaico tiver a certeza absoluta de que o Irã possui armas nucleares.

Mas, nesse caso, Tel Aviv atuará sem olhar para Washington e a comunidade mundial. Essa será uma questão de vida ou morte. Israel é um Estado pequeno e uma explosão nuclear levaria a uma catástrofe nacional ou a seu completo descalabro econômico e político

Refugiados do Haiti lutam por comida e trabalho no norte do Brasil



EPA

Há três anos, pouquíssimos brasileiros haviam ouvido falar de Brasiléia, pequena cidade do Acre, região esquecida no meio da floresta Amazônica, onde o Brasil faz fronteira com a Bolívia e com o Peru. Mas isso foi antes do município ser incluído no mapa internacional da diáspora haitiana.


Lá, cerca de 1,3 mil refugiados do país caribenho lotam um acampamento improvisado, passam a noite em colchões sobre placas de papelão e lutam por um prato de comida da mesma forma que disputam a oportunidade da obtenção de um visto humanitário, documento que abre o caminho para trabalharem na construção de usinas hidrelétricas da região ou nos estados mais ricos localizados ao sul.

A onda de imigração é motivada por uma combinação de decadência política com desastre natural. Após o recrudescimento de uma crise civil, um terremoto matou 217 mil pessoas no Haiti em 2009, desterrou meio milhão deles e, por pouco, não transformou a capital Porto Príncipe de cidade montanhosa em imensa planície.

O tempo passou e a região continuou em frangalhos, mesmo depois de bilhões de dólares em assistência internacional. E para não morrer de fome, sede e perspetivas, os habitantes locais começaram a fazer o que deles se esperavam – saírem correndo de lá. A maioria seguiu para os Estados Unidos, Canadá e França. Parte considerável, no entanto, rumou para Brasiléia, que tem cerca de 25 mil habitantes e algumas poucas pousadas destinadas a receber turistas que vão às compras na Bolívia. Cobija, a cidade peruana que está do outro lado da ponte, também é destino de consumo. Funciona como algumas cidades paraguaias vendendo eletrônicos sem impostos.

Até chegar a Brasiléia, os haitianos enfrentam uma verdadeira epopeia América adentro. Geralmente, iniciam a jornada na vizinha República Dominicana. De lá, partem para o Panamá e, após conexão, para Quito, no Equador. Depois seguem por uma dura jornada terrestre até Cuzco, no Peru. De Cuzco para Puerto Maldonado e de Puerto Maldonado para Inapari, já na fronteira com o Brasil.

O primeiro grupo de viajantes alcançou Brasiléia em dezembro de 2010. Eram 250 haitianos. De lá para cá, estima-se que 5 mil imigrantes atravessaram a fronteira do Acre com o Peru. Financeiramente, a movimentação contabiliza um custo de mais de US$ 1,5 milhão ao governo do Acre, que tenta – nem sempre com êxito – suprir os refugiados com alimentos e assistência básica.

A situação tem-se arrastado desde então. O Acre é um estado pobre, sem vocação econômica definida. Para piorar, fica longe de Brasília, é praticamente um outro mundo para quem mora no Rio de Janeiro e não desperta mais do que a curiosidade dos paulistas, que tocam o coração financeiro do Brasil. Isso até que, no começo do mês, o governador do Acre, Tião Viana, tentou uma cartada desesperada para chamar a atenção da opinião pública. Assinou decreto de emergência social e, apesar de pertencer ao Partido dos Trabalhadores (PT), o mesmo da presidente Dilma Rousseff, convocou a imprensa para criticar o Ministério das Relações Exteriores e da Justiça, de onde disse não receber ajuda, apesar de muito pedir.

"Temos tido um apoio muito tímido do Ministério da Justiça e uma insensibilidade marcante por parte do Ministério das Relações Exteriores. Por várias vezes eu já tratei dessa questão com o ministro Antonio Patriota, coloquei a gravidade da situação", afirmou Tião Viana.

A estratégia alcançou o objetivo esperado. Dias depois, uma força-tarefa foi enviada por Dilma à cidade. Integrada por diversos ministérios e órgãos da burocracia de Brasília, a caravana chegou em Brasiléia no final da primeira quinzena de abril. A expectativa é que, do esforço político, saiam soluções que aliviem a pressão na cidade e oferecem um mínimo de dignidade aos refugiados do país destroçado pela fome.

Até lá, no entanto, uma coisa é certa: o governo brasileiro manterá seu programa de paz no Haiti, que consiste na manutenção de militares no país, missão chancelada pela Organização das Nações Unidas (ONU). Essa ação foi iniciada em 2004 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que na ocasião tinha como uma de suas bandeiras a conquista de uma assento permanente para o Brasil no Conselho de Segurança da ONU, objetivo que permanece latente no país.

De volta aos números, dados do Ministério da Defesa mostram que o Exército gastou, de abril de 2004 a novembro de 2012, US$ 946 milhões nesse programa, com resultados práticos duvidosos. Segundo o governo, não há previsão para a saída da tropa, que hoje é formada por 1.910 homens.

Pobreza extrema

Atualmente, a taxa de pobreza é altíssima no Haiti, que tem quase 80% da população vivendo com US$ 2 por dia. O índice de mortalidade infantil é de 60 crianças por mil, sendo que das que sobrevivem, 50% não frequentam as escolas. A lista da Transparência Internacional coloca o Haiti em 165º lugar em corrupção, numa escala que vai até 176.


Aliança polêmica e denúncias contra Cartes marcam fim de campanha no Paraguai

Candidatos não podem mais fazer eventos eleitorais a partir desta sexta-feira; paraguaios vão às urnas no domingo








No último dia de campanha para a eleição deste domingo (21/04), dois fatos dominaram os discursos dos principais candidatos à Presidência do Paraguai. Horacio Cartes, do Partido Colorado, criticou a polêmica aliança de última hora entre PLRA (Partido Liberal Radical Autêntico) e Unace (do ex-general Lino Oviedo, morto em fevereiro deste ano), enquanto o liberal Efraín Alegre destacou as “manchas no passado” de seu adversário.

Ao subir no palco de seu comício na noite desta quinta-feira (19/04), Alegre usou a estratégia de lembrar diversas vezes das denúncias que pesam contra Cartes. Preso no final da década de 1980 por evasão de divisas, o empresário colorado também é investigado por contrabando de cigarros e vínculos com o tráfico internacional de drogas.

“O povo sabe onde está a máfia e onde está o Paraguai decente”, discursou Alegre em evento realizado perto do porto de Assunção, atrás do Palácio de los López. A fala foi interrompida em algumas oportunidades por seus simpatizantes, aos gritos de “Alegre sim, outro não”, “Alegre, te digo, a mudança está contigo” e “se sente, se sente, Alegre presidente”.

Vitor Sion / Opera Mundi 
Milhares de pessoas acompanharam o último dia de campanha de Efraín Alegre

Questionado sobre tais acusações nas últimas semanas, Cartes se esquiva do tema e argumenta que prefere fazer uma campanha de propostas, o que tem gerado efeitos positivos no eleitorado. “Cartes não tem maldade no coração. Não fica acusando os outros, como Alegre faz com ele”, afirmou a Opera Mundi o comerciante Gustavo Ramírez.

Aliança polêmica

A aliança entre PLRA e Unace, por sua vez, tem tido interpretações diferentes em cada um dos lados. Alegre busca mostrar a todo tempo que é o candidato de união nacional, por ser o representante de uma coalizão que reúne diferentes propostas (Oviedo, por exemplo, que deu origem à Unace, fez parte do Partido Colorado).

Vitor Sion / Opera Mundi
Efraín Alegre destacou as “manchas no passado” de Horacio Cartes

Já Cartes argumenta que será beneficiado pelo acordo eleitoreiro, anunciado há menos de duas semanas. “Penso que os oviedistas estão muito desiludidos e como um tsunami passarão a votar nos colorados”, disse em entrevista à rádio 1000. A Unace costuma obter votos principalmente da parcela mais conservadora da população paraguaia, que tem seu pensamento mais próximo do Partido Colorado do que do PLRA. 



Como a legislação do Paraguai proíbe a realização de pesquisas de intenção de voto nas duas semanas que precedem a eleição, não é possível avaliar o impacto que a aliança terá no resultado final. No último levantamento disponível, Cartes tinha 37,6% e Alegre, 31,7%. Os eleitores dispostos a votar no candidato da Unace eram 7,1%.

Agência Efe
Horacio Cartes criticou a polêmica aliança de última hora entre PLRA e Unace

O acordo, porém, tem sido muito criticado na imprensa local, que relaciona o apoio oviedista a Alegre com a compra de terras superfaturadas por parte do governo para reforma agrária. Uma parcela dessas propriedades era de líderes da Unace. O presidente do Congresso, Jorge Oviedo Matto, renunciou ao cargo após a divulgação dessa suspeita de favorecimento. O presidente do Paraguai, Federico Franco, é do mesmo partido que Alegre, mas não compareceu nem foi citado nenhuma vez no evento desta quinta-feira


quinta-feira, 18 de abril de 2013

Destino MARTE: Holandeses recrutam voluntários para colonização




Uma organização holandesa, a Mars One, informou que, em breve, abrirá inscrições para voluntários que quiserem colonizar o planeta Marte.

Mas há uma particularidade: a passagem será apenas de ida. Mesmo assim, a empresa já recebeu dados de milhares de possíveis candidatos a colonos.

Durante uma visita à BBC em Londres, o fundador da Mars One, Bas Lansdorp, explicou a razão de este ser um voo sem volta e quais características os candidatos precisam ter para serem escolhidos.

Segundo Lansdorp, os voluntários precisarão ser resistentes, flexíveis e engenhosos.
O projeto todo, desde a seleção dos candidatos até a viagem, vai ser transmitido em um programa de televisão, nos moldes de um reality show, como o Big Brother.

Os astronautas terão de enfrentar uma viagem que deve durar entre sete a oito meses e devem perder massa óssea e muscular.

Segundo Lansdorp, depois de passar um tempo vivendo no campo gravitacional bem mais fraco de Marte, será quase impossível se reajustar de volta à gravidade mais forte da Terra.

Os candidatos selecionados passarão por treinamento físico e psicológico. A equipe vai usar tecnologia já existente em todos os aspectos do projeto.

A energia será gerada por painéis solares, a água será reciclada e extraída do solo, os astronautas vão cultivar os alimentos que vão consumir e também contarão com suprimentos de emergência. A cada dois anos, novos exploradores vão se juntar ao grupo de colonos.

Ambiente hostil
Marte é um planeta varrido pelo vento solar. Na Terra, por outro lado, estamos protegidos do vento solar graças a um forte campo magnético. Sem ele, seria muito mais difícil sobreviver.

Apesar de Marte ter tido uma proteção parecida há cerca de 4 bilhões de anos, hoje, a maior parte da atmosfera do planeta se foi e não há mais um escudo protetor como este.

A superfície do planeta é extremamente hostil para a vida, segundo Veronica Bray, do Laboratório Planetário e Lunar da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos.

Bray, no entanto, encara o projeto holandês com ceticismo.

De acordo com a cientista, não há água líquida, a pressão atmosféria é "praticamente um vácuo", os níveis de radiação são mais altos e as temperaturas variam muito.

"A exposição à radiação é uma preocupação, especialmente durante a viagem. Isto pode levar ao aumento do risco de câncer, um sistema imunológico mais frágil e, possivelmente, infertilidade", afirmou.

Para minimizar a radiação, os responsáveis pelo projeto vão cobrir com vários metros de terra as cúpulas onde os colonos vão viver. Ela será cavada pelos próprios habitantes do local.

"Não tenho dúvidas de que podemos, fisicamente, colocar um humano em Marte. Se ele vai conseguir sobreviver durante um período maior de tempo, é muito mais duvidoso", acrescentou Bray.

Gerard't Hoof, embaixador do projeto e um dos ganhadores do prêmio Nobel em física teórica em 1999, admite que existem riscos para saúde ainda desconhecidos. Ele afirma que a radiação é "de uma natureza muito diferente" do que qualquer coisa que já tenha sido testada na Terra.

"Comunicaremos aos candidatos que há riscos, mas será nossa responsabilidade manter estes riscos em níveis aceitáveis", afirmou.

Desafio
O astronauta da Nasa Stan Love já enfrentou dificuldades tecnológicas na Estação Espacial Internacional.

Os aparelhos que reciclam o lixo humano e transformam "o café de ontem no café de amanhã precisam de manutenção constante e provavelmente não sobreviverão a anos de uso contínuo em Marte".

Love voltou recentemente da Antártida e comparou o ambiente gelado com Marte.

"É cheio de água, você pode sair e respirar ar. É um paraíso comparado a Marte e, mesmo assim, ninguém se mudou permanentemente para lá", afirmou.

No entanto, apesar de suas dúvidas em relação ao financiamento, riscos da radiação e tecnologia, Love aprova a iniciativa da Mars One.

Ele acredita que organizações particulares como esta podem ajudar na elaboração de novas tecnologias para ajudar em viagens futuras ao planeta vermelho.

"Sonhamos com isso há 50 anos. A Lua seria apenas um trampolim para Marte. Mas quando você estuda o problema, você percebe que é imensamente difícil", afirmou.

Alison Rigby, 32 anos, se candidatou, e afirma que o fato de ser uma viagem sem volta não é tão assustador.

"Uma passagem só de ida me assusta, mas não é o bastante para me fazer mudar de ideia. Uma vida bem-sucedida em Marte será o grande feito da minha vida e fico feliz de deixar minhas preocupações de lado na esperança de algo melhor", disse.

Dinheiro
Outro problema em relação ao projeto é o dinheiro. O custo para o envio do primeiro grupo é estimado em US$ 6 bilhões.

Chris Lintott, da Universidade de Oxford, afirma que o projeto é tecnologicamente plausível, mas ele não acredita que vai conseguir a verba necessária.

"Está relacionado à vontade política e à solidez financeira para fazer isto acontecer. E [isto] ninguém conseguiu resolver até agora", afirmou.

Mas, o fundador da Mars One acredita que é possível levantar o dinheiro e cita os direitos de transmissão das Olimpíadas de Londres.

"Este será o maior evento da humanidade. Em 15 anos as pessoas ainda estarão assistindo. Explorar nosso mundo e, agora [ir] além, é o que os humanos fazem, está em nosso genoma. O sonho dos colonos de ir para Marte se tornará realidade."

Ainda não se sabe se a missão vai alcançar o objetivo, mas a publicidade gerada pelo processo de seleção ao estilo do Big Brother deve gerar a audiência esperada.


Fonte: G1

terça-feira, 16 de abril de 2013

"Estrangeirização" da terra no Brasil preocupa o mercado e autoridades



A “estrangeirização” das terras brasileiras não é um movimento exatamente novo.


Mas enquanto as questões fundiárias e ambientais não estavam no topo da agenda e o mundo não demandava tanto alimento como hoje – até o gigante chinês ter despertado – a situação era vista como aceitável. Ou quase nem era “vista”. A realidade agora é outra: a acumulação aumentou muito nos últimos anos e desperta preocupação.

O último levantamento mais preciso, com dados de 2010, falava de 34,3 mil propriedades rurais sob domínio direto do capital externo, cuja extensão chegava a 4,5 milhões de hectares. O Instituto Nacional de Colonização Agrária (Incra) está fazendo outro levantamento, mas já sabe que houve aumento.

Comenta-se que, daquele total, aproximadamente 1,5 milhão de hectares foram incorporados apenas nos últimos três anos.

Os defensores de restrições vão em todas as direções do espaço ideológico nacional – do ex-ministro neoliberal Delfim Netto e entidades de empresários do agronegócio, como a Abiove (setor óleo vegetal), a representantes de trabalhadores rurais e organizações contrárias à concentração de terras, tais quais a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e a ActionAid Brasil.

Essa união de opostos foi seguida pelo governo federal, que elevou, em 2012, as exigências às compras de terras por pessoas físicas e jurídicas de fora, além de empresas brasileiras com domínio de capital estrangeiro. Uma das exigências é o pedido de autorização para investimento. Mas a União procura dar uma aparência de normalidade, especialmente para não vender a imagem de que está bloqueando a entrada de capital externo.

O tema está em debate no Congresso Nacional e, claro, há defensores desse tipo de recurso estrangeiro, com apoio de bancas de advogados que representam os interessados e dos bancos e fundos de investimentos.

O sentimento que mistura temores quanto à soberania nacional, neocolonialismo, desmatamentos, substituição de culturas não alimentícias, avanço em fronteiras de baixo desenvolvimento humano, entre outros elementos, foi sendo montando seguindo alguns movimentos no Brasil e no mundo.

O primeiro deles é o capital chinês que se espalhou pela África e já está presente cada vez mais no Brasil, atrás da soja em terras aráveis, além de minérios. Para assegurar mantimentos em seu país e depender menos das importações, houve anúncios recentes de intenções de investimentos no Brasil da ordem de US$ 11 bilhões. Na Bahia, o Chongqing Grain Group, divulgou planos de US$ 300 milhões no Oeste da Bahia, enquanto o Grupo Pallas apontou os estados de Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia, para falarmos em apenas dois movimentos.

“Eles compram a África e agora querem comprar o Brasil”, disse em entrevista Delfim Netto, enquanto o presidente da Abiove, Carlo Lovatelli, advertiu recentemente: “Eles estão procurando por terras, à procura de parceiros de confiança, mas o que gostariam mesmo de fazer é correr o show sozinhos”. Como estão fazendo na Argentina e Peru.

Por falar em parceiros e Argentina, há denúncias de que os empresários chineses – que sabidamente se articulam com o apoio do governo nos bastidores – estão usando testas-de-ferro argentinos na compra de terras no Brasil. Assim, eles não aparecem. Segundo consta, isso já despertou as atenções da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Mas na conta dessa “invasão”, não são apenas os investidores da China que são alvo de reclamações. Há movimentos notados de capital do Oriente Médio – outra região altamente dependente de recursos naturais importados – e de europeus e americanos, que tentam fugir da crise. Estes últimos têm chegado ao Brasil, nos últimos anos, montados através de fundos de investimentos.

O problema, na visão dos agentes de mercado que querem regulamentar a entrada desse capital no setor agrário, entre os quais José Mário Schreiner, vice-presidente da poderosa Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), é o tamanho da fatia desejada. Nos estados vistos como última fronteira agrícola, notadamente aqueles citados anteriormente, aos quais pode-se juntar o Pará, todos de baixo desenvolvimento e com sérios problemas fundiários e sociais, os projetos envolvem grandes extensões rurais.

Mesmo porque nos estados mais desenvolvidos e naqueles com grande vocação para plantação de grãos, pouco espaço há disponível diante da ocupação de grandes latifúndios nacionais e internacionais.

Dados do Incra dão conta que em Mato Grosso, por exemplo, um dos principais produtores e exportadores de soja, com boa presença de algodão e milho também, os estrangeiros dominam perto de 500 mil hectares e respondem por 5% do plantio de grãos. E olha que o estado pode ser considerado de exploração agrícola mais recente, tanto que em número de imóveis rurais é de apenas 1,2 mil.

Já São Paulo, por exemplo, são 12,2 mil imóveis, mas a exploração é mais antiga. O componente que mais preocupa no estado é diferente dos demais. A procura dos estrangeiros é para projetos em usinas de açúcar e álcool, com aquisição e arrendamentos de canaviais, e na silvicultura. Obviamente que não são culturas alimentícias e que avançam sobre áreas férteis (em um estado menor e já densamente ruralizado), “expulsando”, pelo poder de compra, pequenos agricultores.

Este é outro viés das críticas ao modelo de entrada dos estrangeiros, na visão da Contag e do estudioso do tema, o professor Bernardo Mançano, da Unesp de Presidente Prudente.

O acadêmico lembra em artigo em Unesp Ciência (abril) um dos lados perversos dessa corrida por terras em países pobres, conhecida pela expressão inglesa land grab: a valorização desproporcional das terras. Se já não bastasse as terras brasileiras serem valorizadas por conta de qualidade e custo de mão-de-obra barata, a demanda pressiona a oferta.

Entre 2003 e 2012, segundo pesquisa de Mançano, o preço médio do hectare no Brasil repicou de R$ 2.280 a R$ 7.470. O pequeno e até médio agricultor não pode comprar para expandir seu negócio porque não faturam para isso; quando não, acabam vendendo por não suportarem os custos de insumos que crescem em paralelo à valorização, e muitas vezes voltam a viver à margem da sociedade.

A conotação que atingiu a participação de estrangeiros na exploração rural brasileira – que envolve até pirataria de asiáticos com madeira e compras ilegais de terras indígenas no Amazonas – está longe dos tempos em que os japoneses e proprietários rurais americanos emprestavam seus sotaques aqui e ali pelo Brasil, coisa que já vem mais acentuadamente desde os anos de 1970.


NOTA: Presidente Dilma, lhe pergunto, o que a Srª esta fazendo para evitar isto? Presidente Dilma, cade a reforma agrária? Presidente Dilma cadê o marco regulatório das comunicações para que o povo possa saber disto? aliás. presidente Dilma, cadê o seu patriotismo? alguém viu?  


O submarino verde-e-amarelo – O Tikuna tem equipamentos de ponta desenvolvidos no Brasil

Rápido e silencioso, ele é o guarda-costas perfeito para os 8,4 mil quilômetros de costa marítima do Brasil. O Tikuna incorpora inovações tecnológicas que lhe garantem melhor desempenho, menor ruído e maior período de submersão. A etiqueta Made in Brazil confirma o país no seleto grupo de quinze nações com capacidade de fazer submarinos e permite que seja plataforma de construção e reparo para clientes da América do Sul e da África



Navegar em submarinos é antes de tudo um exercício de adaptação a pequenos espaços.Algo como viver feito sardinha em lata.Não é sem motivo que o cinema gosta de explorar as tensões que surgem entre pessoas confinadas num artefato de metal, sem poder ver a luz do sol e cercadas por muitos milhões de metros cúbicos de água.Todo cuidado é pouco quando se trata de passar dias submerso. O capitão-de-fragata Francisco Antonio de Oliveira Júnior, comandante do Tikuna, o mais novo submarino brasileiro,passa a vida em estado de alerta. Sua audição aguçada está sempre procurando qualquer leve barulhinho na mais ínfima parte do submarino. E são muitas,muitas partes.Só as válvulas são incontáveis,mas Oliveira Júnior é capaz de dizer como cada uma delas está operando.

O S34-Tikuna,quinto submarino a compor a frota brasileira,não é nuclear, como o Seaview, comandado pelo almirante Harrigan Nelson, do seriado de TV Viagem ao Fundo do Mar.Ele é do tipo convencional,movido a bateria. Contudo,obviamente,não se trata de bateria comum. Em cada uma há 480 elementos. E as baterias são um dos golfiitens de tecnologia nacional embarcados no submergível.

Embora construído no Brasil,o Tikuna é um projeto adaptado do modelo alemão IKL-209.Por isso, seu nome oficial é IKL-209-1500.Sua história começou em 1982, quando a Marinha brasileira assinou um contrato com o consórcio alemão Ferrostaal/Howaldtswerke Deutsche Werft (HDW), responsável pela construção do primeiro submarino no mundo, em 1850.


Os engenheiros navais brasileiros projetaram diesel – gerador espotentes e eficientes, que reduziram o tempo de recarga das baterias O submarino brasileiro é extremamente silencioso, resultado de tecnologia nacional. A tripulação do Tikuna consegue ouvir um golfinho se aproximando

O negócio previa a construção de dois navios. O primeiro feito na Alemanha, com acompanhamento de técnicos brasileiros, e o segundo fabricado no Brasil, no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro. Foi assim que surgiram o submarino Tupi, de 1989,e o Tamoio, lançado seis anos depois. Posteriormente, foram fabricados mais dois, evoluções do modelo inicial, e por isso considerados da família Tupi (veja a tabela abaixo que mostra as caraterísticas da frota brasileira de submarinos). O Tikuna é o mais novo integrante da família. “É uma espécie de classe intermediária, com peculiaridades básicas do alemão IKL 209/ 1400, mas muito melhorado nos aspectos operacionais”, informa o engenheiro naval Irineu Franco, que trabalhou na primeira fase do programa.

Indiscrição As diferenças são grandes e foram concebidas por engenheiros brasileiros.Das modificações introduzidas, a que mais se destaca diz respeito às baterias.Elas descarregam à medida que são usadas,e precisam ser recarregadas, como qualquer bateria. Mas a recarga é feita por dínamos movidos por motores a diesel,cuja combustão interna precisa de ar. Então, para a recarga, é necessário que pelo menos o mastro do submarino esteja na superfície.Esse é um momento perigoso,pois a embarcação fica exposta à detecção visual e de radar – razão pela qual é tão importante a redução do tempo de carga. Os engenheiros navais brasileiros projetaram diesel-geradores mais potentes e mais eficientes, com o que chamam de “menor taxa de indiscrição”, ou seja,menor tempo de exposição visual.

Mas não é apenas por meio da visão que se detecta a presença de um submarino. Muitas vezes a embarcação se revela pelo ruído que produz.A arte de construí-los tem muito a ver com a capacidade de manter silêncio no ambiente aquático, em que o som se propaga rapidamente. Os brasileiros reduziram o nível global de barulho irradiado. Suavizaram as linhas do casco para que gerasse menos ruído hidrodinâmico, provocado pelo deslocamento de água.Dizem os tripulantes que, quando ficam quietos, podem ouvir até golfinhos se aproximando.O Tikuna é imperceptível, mais discreto por curtos períodos se comparado a um submarino nuclear. No conflito que envolveu Argentina e Inglaterra pelo controle das Ilhas Malvinas, em 1982,os submergíveis ingleses alijaram do cenário os navios argentinos. Se contasse com bons submarinos convencionais, a Marinha argentina poderia ter defendido melhor suas embarcações.







O Tikuna leva uma tripulação de sete oficiais e 29 praças.Possui oito tubos de torpedo e é movido por propulsão diesel-elétrica, com motor elétrico,baterias e conjuntos de motores diesel-gerador. Sua construção permitiu ao Brasil dominar o ciclo “projeto, construção e reparação”,o que é positivo,já que o processo de fabricação de submarinos estimula o desenvolvimento de novas tecnologias para a indústria naval e beneficia outros setores, além de aumentar a geração de empregos.


O Tikuna proporcionou ao país o domínio do ciclo “projeto, construção e reparo” de submarinos, que, entre outros benefícios, estimula a indústria naval

Tikuna é o nome de uma das tribos indígenas mais guerreiras e persistentes do Brasil,motivo pelo qual foi escolhido para identificar o submarino que levou dez longos anos para ficar pronto.Nesse período, subforam gerados 402 empregos diretos e 2,1 mil indiretos, para militares e civis.

Tecnologia Construir um submarino,mesmo que convencional, é privilégio de poucos. No mundo, apenas quinze países têm a capacitação tecnológica necessária.No hemisfério sul,atualmente,somente o Brasil mantém um programa de construção em andamento, o que qualifica o país para a execução de outros projetos navais.”O Brasil é candidato a ser plataforma de construção e reparo de submarinos de água rasa, podendo exportar para países da América do Sul, da África e mesmo para as nações desenvolvidas que se especializaram em submarinos de águas profundas”, diz José Carlos Miranda, secretário de Assuntos Internacionais do Ministério do Planejamento.

Embora o Tikuna seja o maior submarino brasileiro, não se deixe enganar. Os 62 metros de comprimento desse charuto metálico até que parecem razoáveis,mas os 6,2 metros de diâmetro são preenchidos por tubulações,máquinas, sistemas, radares e um sem-número de aparatos. Por vezes, sobra apenas meio metro de largura para que os tripulantes caminhem nas instalações. Isso se ninguém quiser se aventurar pela sala de máquinas, onde para alcançar determinados cantos é preciso abaixar.



O lugar mais espaçoso da embarcação é a proa,onde estão abrigados os enormes torpedos. Por ironia, é justamente lá que todos costumam se reunir para o lazer – quando não estão em missão, é claro.O motivo é simples: o espaço permite relaxar um pouco,mesmo ao lado de torpedos, e é ali que fica a sala de televisão. Contudo, numa situação real de conflito ou treinamento, o local é bem perigoso. Basta lembrar que o submarino russo Kursk afundou em 2000, com 118 tripulantes a bordo, exatamente porque um torpedo defeituoso explodiu na proa após um treinamento.

O escritor Júlio Verne não estava brincando quando deu status de monstro ao submarino Nautilus comandado pelo Capitão Nemo, no longínquo ano de 1870, em seu livro Vinte Mil Léguas Submarinas. O capitão-tenente Aurélio Linhares descreve o submarino como um enorme cetáceo de aço que mergulha despercebido nas águas e delas emerge – ou nelas permanece obscuramente para sempre.A vida a bordo, para ele, é um rosário de pequenos e diários sacrifícios: “Cada um tranqüilo em seu posto.Mas a tensão nervosa está presente. Escutam-se todos os ruídos, checando se são normais.Acompanham- se todas as inclinações e os adernamentos, analisando-os para que não se agravem nem se prolonguem.Aspiram-se todos os odores: um curto-circuto na instalação, um derramamento de ácido. Há os que acompanham os manômetros, os grupos, a profundidade, as pressões…Na manobra e no cuidado de um pode estar a vida de todos”.

Diferente do famoso yellow submarine (“submarino amarelo”, em português) criado pelo grupo inglês The Beatles, no Tikuna não há escotilhas.A sensação de clausura submarina é real.”O ar é renovado por um sistema chamado esnorquel, tanto para carregar baterias como para a respiração dos tripulantes”,esclarece o comandante Oliveira Júnior.A embarcação sobe a uma profundidade suficiente para que o periscópio alcance a superfície e iça um mastro que suga ar com diesel-geradores. Um submarino convencional faz isso sempre que a carga de sua bateria cai a determinado nível. Quando sobe à tona por completo, oferece uma oportunidade única para os fumantes. Sim, isso mesmo, por incrível que pareça,existem tripulantes que conseguem conciliar o vício com a profissão de submarinista.



Mercado O próximo passo na indústria brasileira deve se dar ainda neste ano.Será um contrato de construção e modernização de submarinos firmado com a siderúrgica alemã ThyssenKrupp,por meio de sua subsidiária ThyssenKrupp Marine Systems.O projeto em discussão prevê a entrega do submarino num prazo de sete anos após a assinatura do contrato e envolve também a instalação de uma siderúrgica no Rio de Janeiro, sede do Arsenal da Marinha. O investimento total será de 1,08 bilhão de euros.Assinado o contrato, os trabalhos começarão no início de 2007.Além do novo submergível (classe 214),de 1,5 mil toneladas de deslocamento, haverá modernização nos outros cinco.O acordo pressupõe a transferência de tecnologia,o que capacitará definitivamente o Brasil a construir,modernizar e exportar submarinos para outros países.

O mercado esperava que a Marinha tivesse optado pela construção de um submarino com o sistema AIP (air independent propulsion, em inglês, ou “propulsão independente do ar”, em português), que poderia navegar entre Porto Alegre e Recife, durante duas semanas,sem ligar os motores a diesel, permanecendo praticamente imperceptível a qualquer sonar.Mas o alto custo definiu a decisão a favor do modelo convencional sem AIP.

“Para 2007, o comando da Marinha já tem assegurados 301,7 milhões de reais para a construção de submarinos e outros 208,5 milhões de reais para sua modernização”, informa o senador Siba Machado (PT-AC), que participou da aprovação dos recursos na revisão do Plano Plurianual 2004-2007, pela Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional.


Os equipamentos são tantos que sobra pouco espaço para movimentação dentro do submarino. Os profissionais devem ter boa capacidade de autocontrole

Espera-se que o projeto gere 4 mil novos empregos, além de incentivar a criação A tripulação do Tikuna conseg ue ou v ir um golf inho se aproximando de um complexo industrial de fornecedores de componentes. A experiência do Tikuna mostra que isso é possível.A construção do submarino promoveu progressos, inclusive,em algumas atividades paralelas, como o Laboratório de Som do Centro de Instrução de Submarinos e Mergulho (Ciama),na Ilha de Mocanguê, em Niterói, no Rio de Janeiro. Ali está em elaboração um banco de dados de sons e ruídos do ambiente marinho, gravados e registrados para utilização no treinamento de submarinistas e no teste de peças e equipamentos.

O submarino nuclear tem muitas vantagens, entre elas a possibilidade de submersão por até três anos, o que é positivo do ponto de vista estratégico, embora resulte em enorme desgaste para os tripulantes. Seu combustível, no entanto, gera muita polêmica e oposição, principalmente por parte de organizações preocupadas com a preservação ambiental. Essas e outras razões explicam o porquê de o Brasil não dedicar maior esforço à construção de seu modelo nuclear.”Resta saber qual a tripulação que permanecerá três anos submersa e quantos submarinos podem ser fabricados com os recursos necessários para completar a construção do submarino atômico”,pondera o coordenador da Campanha Antinuclear do Greenpeace,Guilherme Leonardi. Por outro lado, a máquina daria ao Brasil capacidade de atuação global e aumento do poder de dissuasão, um incentivo à solução pacífica de conflitos. Na ausência de necessidade, o Tikuna segue silenciosamente patrulhando a extensa costa do país.



Fonte: Ipea/Governo Federal

“Potencial da América Latina para a venda de armas russas é enorme”



Em entrevista à agência de notícias RIA Nóvosti, Serguêi Ladíguin, chefe do departamento regional da Rosoboronexport, a única exportadora autorizada de armas e equipamentos militares do país, falou sobre os objetivos e problemas de especialistas russos que trabalham com os países da América Latina.

Ladíguin encabeçou a delegação russa na edição deste ano da Feira Internacional de Defesa e Segurança (Laad, na sigla em inglês), realizada no Rio de Janeiro na semana passada.

RIA Nóvosti – Como o senhor avalia a cooperação militar entre a Rússia e os países da América Latina?

Serguêi Ladíguin - É uma região especialmente promissora, mas o atual nível de cooperação militar não corresponde ao enorme potencial que poderíamos desenvolver. Aplicamos gradualmente uma política especial para aprofundar as relações com os nossos parceiros latino-americanos.

Atualmente, cooperamos com quase todos os países da região. Nos últimos anos, intensificamos a cooperação com Venezuela, Cuba, Colômbia, México, Peru, Equador e Uruguai. Assinamos contratos muito importantes com o Brasil e com a Argentina para o fornecimento de helicópteros.

O Chile também está mostrando interesse, mas até agora os contatos não se materializaram. Os nossos esforços são apoiados pelas autoridades russas, que estão focadas na América Latina e realizam muitas visitas à região.

Uma das últimas notícias é o interesse manifestado pelo Brasil na compra dos sistemas de defesa antiaéreo russos. Quando podemos esperar a assinatura de um contrato para o fornecimento de sistemas Pantsir-S1 e Igla-S?

Já foram realizadas várias negociações preliminares. No início deste ano, especialistas brasileiros visitaram a Rússia para estudar os sistemas.

Estamos desenvolvendo o projeto de contrato, mas ainda não podemos falar sobre prazos concretos. Esse contrato é muito importante para a Rússia. Se for assinado, as relações bilaterais entre os países entrarão em uma nova fase.

Em que países da América Latina poderão ser fabricados armamento e equipamento militar russos?

Estamos realizando negociações sobre a possibilidade de construir helicópteros, sistemas de defesa antiaéreos, armamentos, munições e sistemas de artilharia com vários países da América Latina, inclusive Brasil e Argentina. Essas propostas são muito importantes, porque ajudam a aumentar as quotas de exportação de armas para os países deste continente.

A Feira LAAD ajuda a intensificar a cooperação entre a Rússia a os países da América Latina?

A seção russa na feira de 2013 foi maior do que nos anos anteriores. As pessoas que visitaram a feira no ano passado puderam observar a diferença. A Rosoboronexport apresentou mais de 200 modelos de armamentos.

Que armamento causou maior interesse entre os clientes latino-americanos? 

Evidentemente são os sistemas de defesa antiaérea. Apresentamos todos os modelos para exportação, incluindo os sistemas modernizados Petchora-M, cujas caraterísticas técnicas foram melhoradas consideravelmente, e os sistemas de localização de navios Palma.

Além disso, os brasileiros querem receber helicópteros militares de transporte Mi-17, helicópteros de combate Mi-35M e helicópteros de transporte pesados Mi-26T2, que podem transportar volumes extraordinários de carga.

Veículos blindados Tigr, sistemas de artilharia Kornet e submarinos diesel-elétricos também interessaram os latino-americanos.



Publicado originalmente pela RIA Nóvosti

FONTE: Gazeta Russa

Rússia e Cuba vão construir um aeroporto em conjunto



© ru.wikipedia.org


A Rússia e Cuba estão a discutir a construção conjunta de um novo aeroporto internacional. Ele irá surgir a 30 quilômetros de Havana, no local da antiga base aérea de San Antonio de los Baños.


A execução desse projeto irá permitir simplificar todo o esquema logístico, nomeadamente, depois de um voo até Havana, os turistas poderão aceder a voos diretos para a Venezuela, Nicarágua e outros países. É esperado que a criação da nova placa giratória aumente significativamente o fluxo de viajantes a partir da Rússia.

A construção da plataforma de transporte aéreo e de uma companhia aérea mista russo-cubana são parte integrante do programa de cooperação entre os dois países até 2020. A execução do projeto permitirá a simplificação do transporte dos turistas russos para Cuba e para outros países da América Latina. O presidente do Centro das Vias de Comunicação Estratégicas Dmitri Abzalov falou connosco:

“Essa tendência tem boas perspetivas. A Rússia poderá utilizar o aeroporto cubano como uma base para aumentar a sua presença nessas regiões. Falamos, por exemplo, das Pequenas Antilhas, que nos últimos tempos se tornaram num destino favorito dos operadores turísticos russos. Também estamos a falar da República Dominicana, com quem temos um regime de isenção de vistos. Igualmente se trata das pequenas ilhas da própria Cuba. A Venezuela e o Brasil estão a ganhar bastante popularidade. Todo esse segmento poderá ser coberto pela nova plataforma logística.”

A existência de três pistas de aterrissagem e decolagem em funcionamento do antigo aeródromo militar permitirá economizar na execução do projeto. Está previsto que os investimentos na construção do terminal aeroportuário terão um rápido retorno graças ao crescente fluxo de turistas. Os voos transatlânticos sempre foram considerados muito vantajosos pelas companhias aéreas, refere o perito do jornal RBC Daily Serguey Starikov:

“Não é nenhum segredo que as plataformas aéreas mais interessantes se encontram nos Estados Unidos. São elas Nova York e Miami, que fica a 100 quilômetros de Havana. Mas para fazer aí um transbordo é necessário visto. Já uma plataforma em Havana poderá ser uma espécie de alternativa para um trânsito sem visto tanto para passageiros provenientes da Europa, como para os provenientes da China e da Ásia.”

Para Cuba, que irá receber uma série de investimentos diretos, esse projeto é economicamente vantajoso, sublinha o vice-presidente do Centro das Vias de Comunicação Estratégicas Dmitri Abzalov:

“São os novos postos de trabalho, que irão elevar o nível de modernização da infraestrutura aeroportuária. É a própria obra na área dos serviços tradicionais do país, porque o aumento do fluxo de turistas irá provocar um crescimento do interesse por Cuba. São os investimentos adicionais no setor do turismo. Ou seja, esta é uma boa base para o desenvolvimento econômico do país.”

Também as transportadoras aéreas cubanas se estão preparando para o aumento da afluência de turistas provenientes da Rússia. A empresa nacional Cubana de Aviación tenciona adquirir três aviões An-158 e três Il-96 de longo curso. O valor total do contrato de fornecimento de material aeronáutico à Ilha da Liberdade ascende aos 650 milhões de dólares. Havana, aliás, já tem ao seu serviço sete aparelhos comerciais russos das séries Il-96 e Tu-204.



Voz da Rússia