domingo, 24 de novembro de 2013

Putin desfruta da crescente influência da Rússia no Oriente Médio

Novo papel de liderança dos russos no Oriente Médio se dá mais por causa da passividade dos Estados Unidos do que por méritos próprios. E pode durar pouco.



Ele foi sugerido para o Prêmio Nobel da Paz, tomou o lugar do presidente dos Estados Unidos no topo da lista das pessoas mais poderosas do mundo da revista Forbes e está de viagem marcada para visitar o papa – as coisas não têm sido tão ruins para o presidente russo, Vladimir Putin.

Para consolidar a nova posição da Rússia – de ator influente no Oriente Médio – Putin tem exercitado a diplomacia. Nesta segunda-feira (18/11), ele falou por telefone com o presidente sírio, Bashar al-Assad, e com o presidente iraniano, Hassan Rouhani. Dois dias depois, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, esteve em Moscou, e uma visita do primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, está prestes a ser acertada.

"Os russos estão desfrutando de um ressurgimento em todo o Oriente Médio", diz Jonathan Eyal, diretor do instituto britânico Royal United Services Institut, um centro de estudos de defesa e segurança. "Há uma grande frustração em relação aos americanos, especialmente no que se diz respeito às negociações com o Irã, as quais, na opinião de muitos árabes, estão indo contra seus próprios interesses."

"É claro que Putin aproveitou uma série de fatores, criando uma grande abertura para a Rússia", diz Leon Aron, diretor de estudos russos no American Enterprise Institute, um centro de estudos sobre relações internacionais.

Três vias: Síria, Egito e Irã

Entre esses fatores, o mais espetacular foi fechar o acordo sobre as armas químicas da Síria, quando Putin habilmente transformou um comentário espontâneo do secretário de Estado dos EUA, John Kerry, em salvação para seu aliado Assad. "Foi de tirar o chapéu", avalia Aron.

Enquanto isso, a Rússia está aproveitando o vácuo de influência no Egito, para onde os EUA pararam de mandar ajuda financeira depois que um golpe de Estado depôs o presidente Mohammed Morsi. Depois de um intervalo respeitoso, dois ministros russos, o do Exterior, Sergei Lavrov, e o da Defesa, Sergei Shoigu, visitaram o Cairo, na semana passada, para discutir um possível acordo, no qual a Rússia venderia sistemas de defesa antimísseis para os militares egípcios.

Além disso, a Rússia também está tirando proveito do inesperado progresso nas discussões sobre o programa nuclear iraniano. As negociações, que poderiam levar a um acordo de inspeções nucleares em troca do relaxamento de sanções, não estão agradando nem a Israel nem à Arábia Saudita.

"Há uma clara discordância entre os membros da coalizão que apoiaram as sanções ao Irã", diz Aron. "Os franceses querem mantê-las, e é improvável que o Congresso dos EUA vá relaxar qualquer tipo de sanção. Então, os EUA estão novamente enfraquecidos, e, para Putin, a definição da Rússia como uma grande potência se dá em oposição aos EUA."

Poder russo ou fraqueza americana?

O especialista em assuntos russos Stephen Sestanovich, do Council of Foreign Relations, um centro de estudos dos EUA, diz que a visão de Putin é compartilhada por muitos americanos. "A grande maioria tem um sentimento negativo em relação a Putin: ele é considerado um símbolo antiamericano", afirma. "Este ponto de vista, obviamente, amplia suas conquistas: quando ele consegue o que quer, isso é visto como uma derrota americana."

Por outro lado, a política externa de Putin está sujeita a pressões inerentes à sua natureza. A visita de Netanyahu ao Kremlin foi uma tentativa desesperada de impedir um acordo internacional com o Irã. Mas a Rússia, como um membro do grupo P5+1, que conduz essas delicadas negociações, não deve ameaçar a possibilidade de um acordo, especialmente depois que Putin disse a seu colega iraniano, nesta segunda-feira, que "surgiu uma oportunidade real de encontrar uma solução para esse problema de longa data".

A especialista Lilia Shevtsova, do Carnegie Moscow Center, lembra que a política externa da Rússia é paralisada também por outros motivos. "Moscou não tem recursos suficientes ou capacidades diplomáticas para manter este ritmo", comenta.

Ela lembra ainda que Putin, assim como o presidente dos EUA, Barack Obama, tem que lidar com preocupações domésticas. "Para Putin, a política externa é apenas um meio para assegurar seu próprio poder", diz. "Muita gente não apoia sua política interna, mas apoia a crescente importância da Rússia no cenário internacional. A Rússia está afundando numa crise e está tentando compensar isso com atividades internacionais. E, por coincidência, isso está acontecendo exatamente quando o Ocidente passa por dificuldades."

Ela afirma que o sucesso do acordo sobre as armas químicas da Síria serviu para esconder outros problemas que Putin está enfrentando. "De uma maneira geral, os americanos tendem a superestimar a habilidade de Putin", diz. "Em muitos aspectos, a política externa dele fracassou – afastando os seus vizinhos europeus, assim como os principais governos do Oriente Médio e os EUA. Se Putin conseguir de fato restabelecer uma relação segura com o Egito, seria impressionante."

Tudo pode mudar

Há ainda bons motivos para acreditar que essa atitude mais "moderada" de Washington em relação ao Oriente Médio não deva durar muito tempo. No mais tardar, deverá mudar em 2016, quando Obama deixar o cargo. "A política dos EUA é muito personalizada", diz Eyal.

Além disso, Eyal também discorda da opinião generalizada de que os EUA estão em um declínio de longo prazo. "Se você considerar a quantia que os americanos gastam com defesa, por exemplo, fica claro que eles têm a maior capacidade militar do mundo, e continuará sendo assim pelas próximas décadas."

A ideia de que os EUA vão ignorar o Oriente Médio não faz sentido, afirma. Ele cita cita três motivos importantes: a sobrevivência de Israel é uma questão "pessoal" para os EUA, a necessidade de garantir recursos energéticos para a economia mundial – mesmo que os EUA sejam menos dependente dos recursos fósseis da região – e, em terceiro lugar, o fato de que a proliferação de armas de destruição em massa e de extremistas islâmicos continua sendo uma ameaça à segurança do país.

Tudo isso, claro, não impede Putin de desfrutar o seu atual momento de glória diplomática – dure o quanto durar.
 
 
Nota G&D: É muito claro o fato de, os EUA estarem bem mais focados em problemas internos, e é muito claro também o redução no orçamento de defesa e o inicio da defasagem e redução de suas FA. E a Russia como natural contraponto, esta de fato aproveitando-se disso para aumentar a influencia no cenário global, mas definitivamente isso não e um evento corriqueiro e com o crescimento do BRIC, a perda de influencia dos EUA tende a diminuir gradativamente.
 

sábado, 23 de novembro de 2013

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Lembo diz que há base legal para impeachment de Barbosa

Para ex-governador de São Paulo, poder Judiciário 'não pode ser instrumento de vendeta' e classificou de "constrangedora" a atuação de Barbosa.


O ex-governador de São Paulo Cláudio Lembo é mais uma voz dos setores conservadores da sociedade a também manifestar repúdio pelas arbitrariedades do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, contra os condenados na Ação Penal 470, o processo do mensalão.

Lembro criticou a maneira com Barbosa determinou as prisões dos réus, desconsiderando seus direitos e obrigando um deles em particular, o deputado federal José Genoino, a ficar quase uma semana encarcerado com graves problemas de saúde.

“Foi constrangedor, um linchamento”, disse o ex-governador ao programa É Notícia, da Rede TV, segundo a página da emissora na internet. O programa vai às 0h30 de segunda-feira (25).

Lembo disse ainda que as ilegalidades da prisão podem levar ao impeachment de Barbosa. "Nunca houve impeachment de um presidente do STF. Mas pode haver, está na Constituição. Bases legais, há (...).O poder judiciário não pode ser instrumento de vendeta", afirmou.

Fonte: Rede Brasil Atual
 
 
Nota G&D: Quem diria, Barbosa, indicado por Lula em 2003 agora, manda em cana todos os conhecidos pelo pig como mensaleiros. Lula inclusive reconheceu que indicar Barbosa foi um grande erro. A direita comemora, a Abril comemora. Mas nós temos o que comemorar? Aí e possível observar o tamanho da hipocrisia e da impunidade que esta estruturalmente ligado ao "estado brasileiro". 6 anos, de um verdadeiro show midiático, um verdadeiro BBB mensalão. mobilização de boa parte da população pra que? para botar na cadeia uma dúzia de políticos corruptos? Em países como China, Inglaterra ou mesmo na terra do tio sam, um fato como esse receberia tamanha importância? ou mesmo tanta enrolação já que são apenas bandidos que desviaram dinheiro publico indo pra cadeia.(roubar e coisa de pobre, rico desvia). Barbosa não e nenhum santo, esta intimamente ligado ao PIG(seu filho trabalha na GLOBO) possui uma casa de +1 milhão em Miami, criou uma empresa de fachada para evirtar tributos e da forma mais descarada, CONDENOU SEM PROVAS! obviamente ninguém deve condenar sem provas para não abrir precedentes mas todos nos sabemos que de inocentes os mensaleiros não tem nada(talve J.Jenuino, mas esse calou-se perante a corrupção, e quem cala...) o que resta saber é, BARBOSA IRÁ TRABALHAR COM TANTA VONTADE APONTO DE TRABALHAR EM UM FERIADO PARA JULGAR O MENSALÃO TUCANO? duvido muito. 

Japão se aproxima da decisão sobre seus F-15 mais antigos

 
 
 

 

O Japão deve tomar uma decisão dentro de alguns meses sobre a possibilidade de desenvolver um programa de modernização de seus mais antigos aviões de combate Boeing/Mitsubishi F-15, ou substituí-los por um novo tipo, revelou um oficial sênior da força aérea.

Tóquio já está atualizando seus mais novos
F-15J para a configuração MJ repotencializada, e modernizando seus caças Mitsubishi F-2 de produção local, e irá substituir seus McDonnell Douglas F-4 Phantom com 42 Lockheed Martin F-35A a partir de 2016.

Além do horizonte, os planejadores estão olhando para as opções, diz o coronel Koji Imaki, chefe do escritório do programa F-35A para a Japan Air Self-Defence Force (JASDF). Um plano que irá a público no final deste ano deve fornecer respostas para a questão.

Os dois primeiros F-35A do Japão serão fabricados na Lockheed Fort Worth, no Texas, com os demais sendo montados a partir de instalações que estão sendo construídas agora na Mitsubishi Heavy Industries, em Nagoya. Sendo adquiridos sob o acordo FX , os F-35A de decolagem e aterrissagem convencional irão equipar dois esquadrões de combate.

Qualquer decisão para substituir os mais antigos F-15 poderia abrir a porta para outros concorrentes, incluindo os concorrentes do programa FX derrotados, Boeing e Eurofighter, que, respectivamente, tinham oferecido seus projetos F/A-18E/F Super Hornet e Typhoon.

Enquanto isso, 13 dos 18 caças e treinadores
Mitsubishi F-2, que foram extensivamente danificados durante um tsunami pós-terremoto no início de 2011, já estão sendo reparados, para eventual retorno ao serviço. O Japão desenvolveu o F-2 a partir do Lockheed F-16, e adquiriu 94 exemplares. Segundo Imaki, o caça teve um custo médio unitário de US$ 120 milhões. Houve uma desvantagem de custo, devido ao pequeno número de aviões produzidos, disse ele à Conferência Internacional de Caças do IQPC em Londres, em 13 de Novembro.

FONTE: www.flightglobal.com/

China cria zona de defesa aérea que inclui ilhas disputadas com Japão

 


A China anunciou neste sábado a criação de uma área de defesa aérea no Mar da China Oriental, incluindo as ilhas controladas pelo Japão, mas reivindicadas por Pequim, provocando protestos de Tóquio.

Todos os aviões que cruzarem esta nova zona de defesa aérea deverão cumprir certas obrigações, sob pena de uma intervenção militar, indicou o Ministério da Defesa chinês em um comunicado.

Entre outras coisas, as aeronaves deverão fornecer seu plano de voo detalhado, indicar claramente a sua nacionalidade e manter comunicação de rádio de maneira que possibilite uma “resposta rápida e adequada aos pedidos de identificação” das autoridades chinesas.

O traçado desta zona, de acordo com um mapa publicado no site do Ministério da Defesa, cobre grande parte do Mar da China Oriental, entre a Coreia do Sul e Taiwan, incluindo as ilhas Senkaku, controladas pelo Japão, mas reivindicadas pela China sob o nome de Diaoyu.

A zona cobre águas territoriais japonesas, o que poderia acirrar ainda mais as tensões entres os dois países.




O Japão reagiu ao anúncio de Pequim, e o ministro das Relações Exteriores expressou “seu vigoroso protesto”, segundo a agência de notícias Kyodo.

“As Forças Armadas chinesas adotarão medidas defensivas de emergência em reação às aeronaves que não cooperarem com os procedimentos de identificação ou recusarem cumprir as instruções”, advertiu o ministério chinês.

Estas regras entram em vigor neste sábado às 2h GMT (0h no horário de Brasília), segundo o comunicado.

Um porta-voz do ministério chinês da Defesa, Yang Yujun, assegurou, no entanto, que a criação desta zona corresponde à “práticas internacionais ordinárias” e tem como objetivo “proteger a soberania do Estado, manter a segurança das terras e águas territoriais, e a ordem na navegação aérea”.

“Este tipo de zona, determinada segundo os limites do espaço aéreo territorial, permite a um país identificar, observar e controlar os aviões” antes que entrem no espaço nacional, explicou, ressaltando que o Japão estabeleceu uma zona parecida em 1969.

Segundo a agência oficial Xinhua, desde a criação da primeira zona de identificação de defesa aérea pelos Estados Unidos em 1950, cerca de vinte países seguiram seus passos. “É uma medida necessária para assegurar o direito legítimo da China de se defender. (Esta zona) não visa ninguém em particular e não afetará a liberdade de circulação no espaço aéreo em questão”, afirmou em uma entrevista publicada no site do ministério.

Mas esta decisão de Pequim pode aumentar os riscos de um confronto imprevisto nas ilhas de Senkaku. Na sexta-feira, quatro navios da Guarda Costeira chinesa entraram nas águas em torno das ilhas.

O ministro japonês da Defesa, Itsunori Onodera, considerou no final de outubro que essas incursões chinesas ameaçavam a paz na região.

Há um ano, as relações entre o Japão e a China se deterioram consideravelmente devido a este conflito territorial. Em setembro, o Japão nacionalizou três das cinco ilhas do arquipélago e provocou uma onda de manifestações anti-japonesas, por vezes violentas, em várias cidades chinesas.

Desde então, Pequim frequentemente envia navios para patrulhar as águas territoriais destas ilhas, localizadas 200 km ao nordeste de Taiwan e 400 km a oeste de Okinawa (sul do Japão).


FONTE: AFP/Terra (via Poder Aereo)

Voa o primeiro EC725 completamente produzido no Brasil, pela Helibras



Aeronave BRA17, destinada à Marinha do Brasil, voou dois meses antes do prazo previsto e inaugura terceira etapa de nacionalização do programa EC725


Na quinta-feira, 21 de novembro, a Helibras realizou em sua fábrica em Itajubá (MG) o primeiro voo de uma unidade do EC725 completamente produzida na empresa, no Brasil. O voo aconteceu dois meses antes do prazo previsto pelo cronograma de atividades do projeto EC725 (Nota do editor: para saber mais sobre o fluxo da linha de produção e ver imagens da mesma, clique no primeiro e segundo links da lista ao final).

O BRA 17 inaugura a terceira etapa de nacionalização do programa recebendo também no país itens de pré-equipagem, equipagem elétrica e mecânica e a instalação dos pacotes de missão. Outras sete aeronaves que já estão na linha de produção em Itajubá também passarão por este processo. Antes, os EC725 já recebiam no país a cablagem, sistemas eletrônicos, caixa de transmissão, rotor e toda a configuração básica.

Destinada à Marinha, o primeiro voo dessa unidade aconteceu na presença do almirante de esquadra Luiz Fernando Palmer Fonseca, comandante de Operacões Navais, vice almirante Sergio Roberto Fernandes dos Santos, comandante em chefe da Esquadra, contra-almirante Carlos Alberto Matias, comandante da Forca Aeronaval e integrantes do GAC Helibras. A previsão é de que o helicóptero esteja pronto para entrega no segundo semestre de 2014.

O programa de compra do EC725 para as Forças Armadas é resultado de um contrato assinado entre o consórcio Helibras/Eurocopter e o Ministério da Defesa, para aquisição de 50 novos helicópteros deste modelo para Marinha, Exército e FAB com a condição da transferência de tecnologia e conhecimento necessários para a fabricação das aeronaves no Brasil e que até a última unidade, ao final do contrato, em 2017, esses helicópteros tenham incorporado 50% de conteúdo nacional.

Foram investidos R$ 420 milhões para a construção de um novo hangar que abrigasse a linha de montagem do EC725, além de adequações físicas na empresa, como um novo banco de testes, cabine de pintura e obras relacionadas a expansão. O valor também contemplou o treinamento de funcionários brasileiros na Eurocopter, na França e a vinda de técnicos estrangeiros ao Brasil para acompanhar a implantação da nova linha no país. Até o momento, foram entregues oito helicópteros EC725.

FONTE / FOTO (F. Christ):
Helibras

Coreia do Norte teria desenvolvido míssil antinavio com até 300km de alcance



Segundo fontes estatais, a Coreia do Norte teria desenvolvido um míssil antinavio de alcance maior, entre 180 e 300km – com base no design do míssil superfície-ar chinês Silkworm. “Desde 2003 o Norte vem testando o míssil antinavio NK-01″, afirmou porta-voz do governo ontem (21). “Agora concluímos uma versão aprimorada e enviamos os armamentos para o sul da província de Hwanghae”, completou. A região onde os mísseis teriam sido alocados também concentra o complexo industrial de Kaesong, administrado pelas duas Coreias e uma das principais fontes de receita do Norte.

Até pouco tempo atrás, acreditava-se que o NK-01 tinha alcance de 160 quilômetros. Considerando o informe oficial, Pyongyang teria conseguido dobrar o alcance do armamento, que poderia agora atingir navios sul-coreanos no Mar do Oeste do país. Enquanto isso, as Forças Armadas da Coreia do Sul participam de exercícios de preparação para possíveis atritos com o Norte por conta do marco de três anos do bombardeio de Pyongyang à ilha de Yeonpyeong, que aconteceu em 23 de novembro de 2010.

FONTE: The Chosunilbo via Naval Open Source Intelligence (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

Coreia do Sul decide finalmente seu novo caça: F-35


Aquisição via FMS será de 40 caças  s-35A, com entregas a partir de 2018 e opção para mais 20 unidades – o acordo governo a governo não pressupõe uma concorrência aberta, como era o programa FX-III de 60 caças onde o F-15 atendeu ao orçamento mas não levou o contrato


Segundo notícia publicada pela agência sul-coreana Yonhap nesta sexta-feira, 22 de novembro, a Coreia do Sul decidiu hoje adquirir 40 caças F-35A da norte-americana Lockheed Martin. As entregas deverão ocorrer ao longo de quatro anos, a partir de 2018, com a opção de compra de mais 20 exemplares, conforme a situação de segurança e o orçamento. A aquisição do caça furtivo de quinta geração, do qual se espera que a configuração do software de combate atinja capacidade inicial de operação em 2016 (segundo a Força Aérea dos Estados Unidos) foi aprovada após reunião de autoridades militares com o Estado-Maior Conjunto.

Como o F-35 é vendido apenas pelo programa de vendas ao exterior dos Estados Unidos, o chamado FMS (foreign military sales), a Administração de Aquisição de Material de Defesa (DAPA) da Coreia do Sul deverá adquirir as aeronaves por meio de um acordo governo a governo, sem uma concorrência aberta.

Não foi confirmado o valor do orçamento, pois o programa FMS requer que um governo estrangeiro pague a quantia especificada pelo Governo dos EUA, para o F-35, no momento do pagamento. A princípio, está reservada uma verba de 8,3 trilhões de won (cerca de 7,2 bilhões de dólares) que era destinada ao programa FX-III, que visava a compra de 60 caças.

A decisão pelo F-35 vem após a Força Aérea da Coreia do Sul pedir ao governo do país que adquirisse o jato com a menor assinatura ao radar, que é um dos principais quesitos de furtividade de um caça, e capacidades avançadas de aviônicos de combate. O porta-voz do Estado-Maior Conjunto, Eom Hyo-sik, declarou em coletiva de imprensa que “o F-35A será usado como uma arma estratégica para ganhar uma vantagem competitiva e derrotar o inimigo no primeiro estágio da guerra. As Forças Armadas da Coreia do Sul também vão usar a aeronave para lidar efetivamente com provocações.”



 
Menos aviões do que o pretendido no FX-III, porém com capacidade furtiva maior

O F-35A deverá desempenhar um papel crítico em destruir alvos importantes inimigos, como parte do sistema de defesa “Kill Chain”, criado para detectar sinais de ataques iminentes de mísseis e lançar ataques preventivos.

A compra de 40 caças representa uma quantidade menor do que os 60 jatos pretendidos pelo programa FX-III, no qual o caça F-15 Silent Eagle da norte-americana Boeing foi o único ofertante que atendeu ao orçamento. Porém, essa versão avançada do F-15 (que já opera na Coreia do Sul em versão anterior, ganhadora dos contratos FX e FX-II) foi descartada depois devido às suas insuficientes capacidades furtivas. O desenvolvimento de caças furtivos na região, notadamente na Rússia, assim como as disputas entre China e Japão, são considerados fatores determinantes para a decisão de adquirir o F-35 pelas suas avançadas características furtivas, superando uma prerrogativa anterior que enfatizava quesitos como preços e transferência de tecnologia.

Para a aquisição de 20 jatos adicionais, o Governo da Coreia do Sul vai reconsiderar as capacidades operacionais requeridas e a situação de segurança, com uma meta de entrada em operação entre 2023 e 2024. Isso poderia representar uma segunda chance para a Boeing e a europeia EADS (que na concorrência FX-III ofertou o Eurofighter Typhoon) participarem novamente de uma competição. No FX-III, a Boeing chegou a propor uma compra mista de F-15 e F-35 para minimizar uma lacuna de segurança, enquanto a EADS se destacou pelas propostas de compensações (offset), incluindo transferência de tecnologia e participação industrial relacionada ao novo caça de desenvolvimento sul-coreano.
 
Programa KF-X, que visa um novo caça desenvolvido pela Coreia do Sul, foi endossado pelo Estado-Maior

Na reunião desta sexta-feira, o Estado-Maior Conjunto endossou o projeto KF-X, de um caça desenvolvido localmente. Este será incluído no planejamento orçamentário de defesa de médio prazo, permitindo se estabelecer planos para seu desenvolvimento. Este precisará obter aprovação final pela DAPA.

A meta é completar o desenvolvimento do caça por volta de 2020, para incorporação a partir de 2023. A agência estatal de desenvolvimento de armamentos vem trabalhando no conceito e projeto da aeronave, porém aguarda a aprovação governamental para partir rumo ao projeto detalhado. Estúdios prévios mostraram que o KF-X precisaria de 6 bilhões de dólares, pelo menos, para o desenvolvimento de sistema, trazendo menos benefícios econômicos do que os esperados e podendo chegar a uma bola de neve em custos de produção e manutenção, no futuro.

FONTE:
Yonhap (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em inglês)

FOTOS:
Lockheed Martin

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Às vésperas de encontro, Foro de SP é alvo de ameaças de grupos direitistas

Páginas e eventos na web foram criados contra evento, que reúne partidos e movimentos da esquerda latino-americana

A página “manifestação contra o Foro São Paulo” foi criada no Facebook em junho de 2013, na esteira dos protestos pela redução das tarifas de ônibus no Brasil. O objetivo, segundo a descrição oficial, é “organizar ações contra o Foro de São Paulo, visando investigar e divulgar as intenções dessa cúpula socialista latina. AUDITORIA JÁ no Foro SP!”

Assim como esta, diversas outras páginas e eventos foram criados nas últimas semanas na rede social contra o grupo, que reúne partidos políticos e organizações da esquerda latino-americana. Criado em 1990, os encontros anuais servem para discutir e promover a integração econômica, política e cultural da região. Nesse ano, o Foro acontece em São Paulo, de 31 de julho a 4 de agosto.

Detalhe curioso é que a foto de exibição da comunidade é do ex-presidente Lula, trajado nas roupas e com o aspecto sombrio de Don Vito Corleone, "o poderoso chefão", clássico personagem fictício do romance de Mario Puzzo - adaptado ao cinema por Ford Coppola. São mais de dois mil “curtir” à página.

Divulgação Facebook
Página inicial da página contra o Foro São Paulo

“Enquanto essa turma do Foro São Paulo estiver no poder, não há horizontes para a América Latina. Não haverá projeto de país, não haverá projeto de indivíduo... (Eles) só visam ganhar poder, com as alianças mais imorais possíveis entre as instituições humanas. Governos ligados à MIR, FARC, Sendero Luminoso... onde vocês acham que vamos chegar”, indagam na página após publicar foto de Dilma e Cristina Kirchner.

A direção do Foro São Paulo acredita que a maioria das pessoas que protesta contra o evento “tem a cabeça na década de 50, promovendo o pensamento da esquerda diabólica, com teorias da conspiração e sobre um golpe comunista do país”.

[Cartaz distribuído em São Paulo contra realização do evento]

“É muita desinformação que vemos nessas páginas. É assustador do ponto de vista intelectual que algumas pessoas acreditem em golpe comunista ou que o Foro São Paulo tenha a intenção de tomar o poder. Desde 1998, todos os líderes ligados ao Foro foram eleitos de forma democrática por mecanismos que eles (de direita) criaram”, afirmou a Opera Mundi o secretário-executivo do Foro SP, Valter Pomar.

São grupos de diversas naturezas que atacam a organização do evento: "mulheres conservadoras", "comando de caça aos corruptos", "direita realista", "direita política", "marcha da família" e, até mesmo, "meu professor de história mentiu pra mim". O ponto em comum entre todas elas, além é claro da oposição ao Foro SP, é a agenda conservadora em relação às questões vitais dos direitos civis.

O que chama a atenção é que, pela primeira vez desde a fundação do Foro São Paulo, os olhares conservadores se voltaram para o evento. Pomar, no entanto, afirma "não ser possível ter com precisão se a oposição ao evento é orquestrada" ou não.


No total, são mais de dez páginas no Facebook. Em uma delas, criada pelo perfil Golpe Militar em 2014, mais de 500 pessoas já confirmaram presença na “passeata contra o Foro”, marcada para o dia 03 de agosto. Já a página do “Fora Foro de São Paulo” publicou nesta terça-feira (09/07) um texto do Facebook Brasil, reclamando “de outros perfis fechados” pela empresa por conteúdo impróprio.

Reprodução Facebook
Conservadores são opositores da realização do Foro SP 

Em alguns dos textos compartilhados, os opositores apresentam teorias que a mídia privada – como o Jornal Nacional da TV Globo, por exemplo – está omitindo o evento com o objetivo de “não deixar a população brasileira saber sobre a possibilidade do golpe de esquerda”.

Opera Mundi procurou os responsáveis pelas páginas do Facebook, mas até o fechamento não houve resposta.

Algumas manifestações na rede social, porém, ultrapassaram a fronteira do protesto, tornando-se agressões e ameaças à realização do evento. Segundo a direção, são centenas de mensagens na página oficial do Foro São Paulo com ameaças violentas.

“Não há problema em manifestar seu pensamento. Porém, quando isso se converte em ameaças e tentativas de impedir a realização do Foro São Paulo, nós temos um ato violento. Esse é um discurso fora da lei”, ressaltou Pomar.

Opera Mundi

Combate ao terrorismo não é justificativa para espionagem, diz Dilma

Presidente também opinou que todos os presidentes do Mercosul deveriam viajar a Assunção para posse de Horacio Cartes

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira (12/07), pouco antes de deixar a sede do Mercosul, em Montevidéu, que o combate ao terrorismo não é uma justificativa aceitável para a espionagem praticada pelos Estados Unidos. Recentemente, reportagem do jornal britânico The Guardian revelou que o Brasil é um dos principais alvos de espionagem dos EUA no mundo. 

“A cooperação transnacional no combate ao terrorismo e outros crimes não é justificativa para a violação de direitos individuais de qualquer cidadão em qualquer estado”, afirmou Dilma. Ela também reiterou que o Brasil já pediu explicações sobre o caso para os Estados Unidos. 

Na declaração final da reunião na capital uruguaia, o Mercosul definiu os programas norte-americanos como a "maior operação de espionagem conhecida no mundo até o momento". 

A presidente também disse que todos os presidentes do Mercosul devem viajar a Assunção no próximo dia 15 de agosto para assistir à cerimônia de posse de Horacio Cartes, em uma tentativa de convencer o paraguaio a recuar e aceitar voltar ao bloco sob a liderança venezuelana. “Temos todas as condições de receber o Paraguai de volta ao Mercosul” com a posse de Cartes, salientou.

Vitor Sion/Opera Mundi
Dilma, Mujica e Maduro deixam palco onde foto oficial do evento foi tirada nesta sexta-feira

Com relação ao fechamento do espaço aéreo de quatro países europeus ao avião do presidente boliviano, Evo Morales, na semana passada, Dilma disse que a decisão feriu “a cada um de nós, presidentes do Mercosul, da Unasul [União de Nações Sul-Americanas) e da Celac [Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos]”.

Na ocasião, Portugal, Itália, Espanha e França proibiram a aeronave presidencial boliviana de pousar em seus territórios para abastecimento, o que acabou sendo feito em Viena. Na capital austríaca, o avião foi vistoriado para confirmar que o ex-agente da CIA Edward Snowden, responsável pelo vazamento dos programas de espionagem dos Estados Unidos, não estava lá. "Foi uma situação extremamente constrangedora. É algo que nunca foi feito e não tem respaldo em nenhum tratado internacional", argumentou Dilma 

Segundo o comunicado do encontro, todos os países do bloco convocarão seus embaixadores em Portugal, Espanha, Itália e França para pedir explicações sobre o veto à aeronave boliviana.

Snowden: Rússia e países latino-americanos ganharam "respeito do mundo"

Ex-consultor da CIA, em carta difundida pelo Wikileaks, afirmou não querer "vender" os segredos dos EUA e sim "justiça"

O ex-agente da CIA e da NSA (Agência de Segurança Nacional norte-americana, na sigla em inglês) Edward Snowden, emitiu uma declaração, nesta sexta-feira (12/07), na qual agradece e aceita formalmente todas as ofertas de asilo que recebeu. O texto, difundido pelo Wikileaks, também antecipou que o norte-americano pedirá asilo temporário na Rússia até que sua viagem a algum país da América Latina seja viabilizada.

Efe
Snowden em reunião com ativistas de direitos humanos no aeroporto de Moscou, onde está refugiado há três semanas

Segundo ele, o posicionamento da Rússia e dos países latino-americanos que prontamente lhe ofereceram asilo faz com que estas nações ganham o respeito do mundo “por se negar a comprometer seus princípios frente à intimidação”. “É minha intenção viajar a cada um destes países para dar meu agradecimento pessoal a seus povos e seus líderes”, garantiu, pedindo assistência para garantias de segurança em seu translado para a América Latina, e afirmando que pedirá asilo na Rússia até que sua viagem seja autorizada legalmente.

Para o Snowden, perseguido pelos Estados Unidos por revelar os programas de espionagem do país, países como Venezuela, a Bolívia, Nicarágua, Equador e Rússia foram os “primeiros a se levantar contra as violações aos direitos humanos”. “Alguns governos da Europa Ocidental e Estados norte-americanos têm demonstrado uma vontade de agir fora da lei, e esse comportamento persiste até hoje”, ressalta no texto.

O ex-técnico da CIA, que há dias se encontra na área de trânsito do aeroporto de Moscou, afirma ainda que as ofertas de asilo feitas por presidentes latino-americanos como Nicolás Maduro, da Venezuela, fazem com seu status de asilado seja formal e que “nenhum Estado” possa “limitar ou interferir” no seu direito de usufrui-lo.

Nuremberg

Explicando sua decisão que o obrigou a afastar-se da vida “em grande conforto” com sua família e uma “casa no paraíso” que conta ter tido antes até revelar os programas de espionagens dos EUA, Snowden alega acreditar no princípio declarado em Nuremberg na Alemanha, em 1945: “Os indivíduos têm obrigações internacionais que transcendem as obrigações nacionais de obediência. Portanto, cidadãos individuais têm a obrigação de violar leis domésticas para prevenir que crimes contra a paz e a humanidade aconteçam”.

“De acordo com isso, eu fiz o que acreditava certo e comecei uma campanha pra corrigir essas ações erradas. Eu não busquei enriquecer. Eu não busquei vender os segredos dos EUA. Eu não fiz acordos com nenhum governo estrangeiro para garantir minha segurança. Ao contrário, levei o que sabia a público para que o que afeta todos nós possa ser discutido por todos à luz do dia, e pedi justiça ao mundo. A decisão moral de contar ao público sobre a espionagem que afeta a todos foi custosa, mas foi a coisa certa a fazer e não tenho arrependimentos”, expressa.

Para Snowden, a perseguição pelo governo e serviços de inteligência dos EUA é uma tentativa de advertência a outras pessoas que possam revelar informações secretas. “Até levou ao passo sem precedentes de ordenar aliados militares a posar o avião de um presidente latino-americano em busca de um refugiado político”, diz, sobre o bloqueio a Evo Morales e sua comitiva na Europa, que considera “uma ameaça não só à dignidade da América Latina, mas aos direitos básicos de cada pessoa, de cada nação, de viver livre da perseguição, e de procurar e desfrutar asilo”.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

De olho no programa nuclear do Irã, Israel acelera o desenvolvimento de mísseis de defesa



Arrow 3 disparado durante um teste de lançamento.

Coronel Aviram Hasson, presidente d projeto Arrow 3, diz que o programa de defesa aérea de Israel está focado na ameaça nuclear do Irã

Israel está acelerando o seu desenvolvimento do sistema de intercepção de mísseis de longo alcance Arrow 3.

O sistema Arrow 3 seria capaz de rastrear e interceptar mísseis nucleares ou convencionais de entrada em uma altitude mais elevada do que seu antecessor, o Arrow 2, relatou o coronel Aviram Hasson, durante a conferência intitulada “Ameaças Aéreas na Idade Moderna. “

“Nós estamos pensando principalmente sobre a ameaça nuclear”, disse ele. Capacidade de alta altitude do Arrow 3 torna um interceptador ideal para mísseis nucleares e minimizar a ameaça.

Hasson descreveu a estratégia de Israel de quatro camadas de defesa antimísseis:
Iron Dome, protegendo contra ameaças de curto alcance (até 70 km);
David’s Sling, cobrindo ameaças médio alcance (70-200 km);
Arrow 2, para longo alcance (acima de 200 km);
Arrow 3, para até 2.500 quilômetros de distância.

Israel em novembro realizou sua primeira interceptação bem sucedida de um míssil-alvo com o sistema de defesa de mísseis David’s Sling (funda de David), que está previsto para entrar em operação em 2014.

O ministro da Defesa, Moshe Yaalon, disse há dois anos, na Conferência de Herzliya, que o Irã está desenvolvendo um míssil balístico intercontinental (ICBM), com um alcance de 10.000 quilômetros – capaz de atingir os Estados Unidos.

O Irã afirma que seu programa nuclear não sancionado é para fins pacíficos, e não militares.

“Queremos chegar a uma situação em que Israel tenha uma defesa pronta para qualquer ameaça, no presente e no futuro”, afirmou Hasson.

FONTE: reportagem de Mitch Ginsburg – TRADUÇÃO: CAVOK

DEFESA - Amorim defende o uso de tecnologia nacional para redes de comunicação do País


O ministro da Defesa, Celso Amorim, defendeu hoje no Senado a necessidade de que o Brasil desenvolvasoftwares e outras ferramentas nacionais para proteção das redes de computadores de seus órgãos de Estado. "O desafio principal que temos é o de desenvolver ferramentas nacionais com brasileiros para nos defender", afirmou.

Na companhia do ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general José Elito de Carvalho Siqueira, Amorim participou de audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da casa legislativa. O convite teve como motivação as denúncias de espionagem de comunicações de cidadãos, empresas e órgãos públicos por agências de inteligência dos Estados Unidos.

Durante a reunião, o ministro Amorim admitiu haver fragilidade nos mecanismos de defesa das redes cibernéticas do País. "Porém, acho que, como em toda situação, o primeiro passo para se resolver o problema é diagnosticá-lo", afirmou. "E acho que estamos diagnosticando corretamente que existe uma vulnerabilidade em termos de defesa cibernética".

O ministro da Defesa frisou, entretanto, que a fragilidade dos meios de segurança das redes de computador não é uma peculiaridade do Brasil, como pode ser observado em declarações recentes de líderes mundiais europeus e sul-americanos a respeito das denúncias espionagem. "A Alemanha e a França, países que dispõem de sistemas muito sofisticados, a julgar pela declaração dos seus próprios líderes, também foram tomados de surpresa pela escala e pela amplitude dessas ações", ressaltou.

Amorim lembrou que até mesmo o ex-secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, admitiu que seu país estava sujeito a ter um "Pearl Harbor cibernético". "Se o secretário de Defesa dos EUA diz isso é porque é algo complexo de se conseguir resolver de um dia para outro", disse, acrescentando que ele próprio mantém cuidados especiais com suas comunicações eletrônicas.

Satélite brasileiro

O ministro da Defesa, em resposta às perguntas feitas pelos parlamentares, também tratou do projeto de construção de um satélite geoestacionário a ser colocado em órbita por um consórcio brasileiro. O projeto prevê investimentos de R$ 720 milhões. A licitação deve ser concluída no fim do mês e a assinatura do contrato está prevista para agosto deste ano. A previsão é que o satélite geoestacionário entre em funcionamento 32 meses após o contrato assinado.

Amorim afirmou que o projeto é prioridade. Ele explicou que a Defesa terá uma banda específica para comunicações militares, a chamada banda X. O ministro assinalou aos parlamentares a necessidade de o Brasil desenvolver satélites exclusivos para a defesa, além do geoestacionário em curso. "É um projeto e esses projetos custam caro, como custa também caro o Sisfron, que é uma prioridade nossa", afirmou, fazendo referência ao sistema do Exército de monitoramento de fronteira.

A audiência no Senado começou com o ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, lendo a nota oficial divulgada mais cedo pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República sobre as medidas tomadas pelo governo em relação às denúncias de espionagens. Os senadores fizeram perguntas sobre temas como a possibilidade de o Brasil conceder asilo ao ex-agente norte-americano Edward Snowden, apontado como o autor do vazamento dos documentos referentes à espionagem, bem como questões ligadas à internet e defesa das redes de computadores públicas e privadas.

Ao término da reunião, os ministros conversaram com os jornalistas, ocasião em que Amorim voltou a defender a solução desoftwares livres para os sistemas de comunicação nacionais.


Fonte: Ministério da Defesa

Enquanto isso, Uganda recebe mais Sukhois


A revista Combat Aircraft de julho de 2013 informou que a Força Aérea de Uganda (Uganda People’s Defense Air Force – UPDAF) pode estar recebendo um lote adicional de jatos Su-30MK2. De acordo com informes de Kampala, outra entrega foi feita em maio.


Em setembro de 2012 uma agência russa de notícias informou que Uganda tinha iniciado negociações com a Rosoboronexport para uma possível compra de seis caças adicionais, para complementar a compra inicial de 6 jatos Su-30MK2. As fotos são dos aviões do primeiro lote.


segunda-feira, 8 de julho de 2013

A presidenta está nua

Mário Maestri

CORREIO DA CIDADANIA

Desta vez, foram multidões, e não uma criança, que gritaram, impiedosas, o “rei está nu”, pondo fim às construções fantasmagóricas sobre o sucesso social do modo de governar petista. Conto da carochinha divulgado pela grande mídia no país e no mundo, já que celebrava o sucesso de administração convertida ao social-liberalismo. Apesar dos gritos populares crescentes sobre sua impudicícia, Dilma manteve-se quietinha, fazendo-se de morta, rezando para que acreditassem que a luta contra o aumento das passagens não lhe dizia respeito.

As multidões desbordantes puteavam os aumentos dos transportes e os estádios faraônicos, apontando para a indecente degradação da saúde e da educação públicas. Muito logo, registraram em forma desorganizada a insatisfação com as condições gerais de existência, sobretudo nas grandes metrópoles. Rolaram pelo ralo das elucubrações marqueteiras as propostas do Brasil potência, país onde dominaria majoritariamente pujante nova classe média, que entrava garbosamente no mercado consumidor, arrancada da penúria pelos doze anos de reino petista.

A sustentação irresponsável da produção nacional por meio de consumo financiado, sem expansão substantiva do valor dos salários, tencionara a economia popular e o tecido metropolitano, atulhado de automóveis, com meios de transporte caros e deficientes e população trabalhadora enviada às periferias distantes. As populações urbanas levantavam-se contra a proposta social perversa de que pagassem o transporte, o colégio privado, o plano de saúde, a segurança e os cambaus, com seus magros salários, para a alegria de insaciáveis interesses privados.

Reeleição garantida

Para reeleger-se, Dilma Rousseff apostou todas as suas fichas na interpretação dos interesses privados dominantes, nacionais e internacionais. Construiu mega-ministério de quase quarenta picaretas e base parlamentar de centenas de outros roedores. Seguiu privatizando, sem pena, bens públicos, como aeroportos, portos, petróleo, estradas, ferrovias.. Fez do BNDES sucursal do grande capital, patrocinando em primeira pessoa aventureiros como Eike Baptista, o inacreditável senhor das empresas X.

A presidente fechou a cara para os anseios populares e nacionais. No altar do agronegócio, sob os auspícios da bruxa de Abreu, sacrificou as reivindicações dos, e, se preciso, os sem-terra, quilombolas e nativos. Seduziu os fundamentalistas, vestindo as pudicas vestes de primeira carola nacional. Pisoteou sem dó o laicismo e direitos cívicos nacionais: interrupção da gravidez; criminalização da homofobia; casamento homoafetivo; isenção fiscal, direitos e privilégios legislativos e de Estado para lideranças fundamentalistas etc. Liquidou o pouco de independência que mantinha a política externa brasileira. Cria sua reeleição certa e segura.

Tudo inutilmente. Ao explodir, o desgosto popular farejou culpados subalternos para terminar apontando para o governo federal, responsável maior pelo destino da nação. Então, das elevadas alturas, as avaliações de Dilma Rousseff despencaram ladeira abaixo. Pior ainda, no calor da crise, a presidenta expôs seu enorme despreparo para enfrentar semelhantes conjunturas. A lembrança de Lula da Silva como eventual candidato em 2014 confirmou a cabotinice do ex-presidente em designar substituta pouco qualificada para posto ao qual sonha retornar.

Surpreendida em pleno abandono da orientação neodesenvolvimentista, Dilma Rousseff prosseguiu, sem correção de rumo, a orientação autista e conservadora de sua administração. No dia 24, monologou com a nação, propondo cinco pactos nacionais. Iniciou pelo fiscal, ou seja, pela promessa ao grande capital de contenção de gastos públicos e cortes de investimentos. Portanto, deixou de saída claro que eram retóricas as promessas referentes à saúde, educação e transportes ..

Com enorme sem-cerimônia, limitou-se a reafirmar projetos anteriores sobre a educação e saúde. Relembrou as propostas de contratação de médicos estrangeiros, de ampliação dasvagas nas escolas de medicina, de desonerações de impostos do transporte público, de emprego de 100% dos royalties do petróleo para a educação ─ ou seja, bem menos de 10% da renda petrolífera entregue ao grande capital privado.

Pega-bobo eleitoral

De novo, apenas a proposta retirada do bolso do colete de seus marqueteiros de plebiscito sobre constituinte restrita que abordasse a ... reforma política, eterna preocupação das classes dominantes, necessária ao reequilíbrio da expressão de suas forças e à consolidação da desprestigiada democracia representativa. Paradoxalmente, questão com alguma ressonância nos setores sociais atrasados, incorporados às mobilizações após sua massificação, setores sob a influência da mídia e dos partidos da direita tradicional.

A população exige passagem livre e hospitais, farmácias, escolas, universidades, postos de saúde públicos de qualidade. A presidenta oferece a discussão das coligações; listas eleitorais; voto distrital puro ou misto etc. Pega-bobo lançado à população enfarada com a representação parlamentar burguesa, que sonha, ingenuamente, como meio de reforma social, a redução radical do número, salários e privilégios de parlamentares, secretários, ministros, caso não possa fazer mais.

A reforma política não é pauta popular. É enorme o consenso que, mutatis mutandis, tudo permanecerá, no essencial, como “dantes, em nosso triste quartel de Abrantes”! Sequer o financiamento público das campanhas, proposta querida dos partidos de esquerda seduzidos pela integração parlamentar ao Estado, conta com largo apoio. Com razão, teme-se financiamento público milionário de partidos, reais e biônicos, associado ao financiamento privado direto ou indireto, por de baixo do poncho!

A rejeição da constituinte seletiva para a reforma política pelos órgãos máximos das classes dominantes nacionais ensejou que fosse substituída por proposta ainda mais acanhada e esdrúxula, de pronunciamento plebiscitário sobre questões apresentadas pelos picaretas no congresso e no governo! Tudo feito logo, logo, para que a presidenta chegue em 2014 com algo nas mãos, além dos previstos aumentos do juro básico e superávit primário; cortes nos gastos públicos; arrocho do salário mínimo; interrupção da reforma agrária; descumprimento da agenda civil nacional etc.

Não há inocência

Não se creia que a manipulação plebiscitária seja iniciativa despida de caráter performativo. As manifestações fluviais redefiniram a correlação social de forças no Brasil, comprovando a capacidade popular de pautar a vida político-social e de arrancar conquistas substanciais às classes dominantes. Entretanto, entraram já no inevitável ciclo regressivo, sobretudo devido à inexistência de pauta programática exequível, por além da conquistada redução do valor das passagens nas grandes e médias metrópoles, e de direção autêntica centralizadora.

Inexistência de pauta programática unificada devido, sobretudo, à paradoxal ausência da classe operária organizada. Ausência para a qual contribuiu substantivamente a ação da venal direção governista da CUT, que reina monopolicamente sobre a grande central, sobretudo após a multiplicação oportunista e interessada de centrais, que registraram na presente conjuntura sua total inoperância social e política – Força Sindical, UGT, CTB e Nova Central, além de CSP-Conlutas, CSB e CGTB.

Vendo minimizado seu poder de barganha, quando já se chamavam greves gerais pelo facebook, a direção da CUT dispôs-se a ingressar com barulho no coliseu da luta social. Desde que os gladiadores e os leões tivessem se retirado da arena, é claro. Preocupada em não qualificar o movimento popular com o ingresso dos trabalhadores organizados, chamou suas tropas “para dia nacional de luta”, e não para greve geral, marcado para o então distante 11 de julho. Esperam realizar parada prestigiosa e certamente não combativa mobilização para a luta.

Uma aposta cuidadosa, que comporta grandes riscos. Se for demasiadamente tímida e não se aproximar da dimensão das passadas concentrações populares, a demonstração enfatizará a recente marginalização do movimento sindical organizado. Se for grande a adesão de trabalhadores e populares, o “dia nacional de protesto” dará um novo impulso às mobilizações anti-governamentais e antissistema. Ainda mais que a população pode se servir da respeitosa pauta de reivindicação da CUT para armar-se de real programa para a luta social e política.

No seu respeito canino ao governo federal, a burocracia cutista sequer integrou às reivindicações do dia 11 o aumento imediato do miserável salário mínimo, cancelamento das concessões petrolíferas, nacionalização dos bens públicos privatizados e dos meios de transporte. Para não falar da luta pela convocação de Assembléia Nacional Constituinte, ampla, geral e irrestrita, com direito democrático de eleição dos constituintes, que entregue à população nacional enfarada com as atuais instituições elitistas o direito soberano de decidir seus destinos ­– pagamento da dívida, nacionalização do petróleo, estatização do transporte etc.

Novo período

Vivemos em junho as mais poderosas mobilizações jamais conhecidas no Brasil. Por sua autonomia e seu caráter combativo e antissistema, superam qualitativamente as marchas pelas Diretas Já, de 1983-84, sob o total controle dos partidos oposicionistas, ou as de Fora Collor, de 1992, dirigidas pelos partidos e, sobretudo, pela grande mídia, com destaque para a pentida Rede Globo, em momento em que o impeachment era inevitável. Essas jornadas registram importantes modificações na consciência da população brasileira concentrada nas grandes metrópoles, ensejadas pela ampliação do assalariamento e instrução.

Fortaleceu-se enormemente o movimento social, que depois de décadas pautou novamente as classes dominantes, obrigando a mídia conservadora a contorções verdadeiramente indecorosas. Fortaleceu-se também a capacidade de intervenção e manipulação conservadora, através principalmente das redes sociais e de segmentos sociais médios. O que permitiu que o petismo e o governismo iniciassem a velha gritaria de “Socorro! Olha o lobo”, sobre possível golpe direitista. Algo talvez compreensível, já que habituados a manter o grosso da direita brasileira, legal ou ilegalmente, como aliados assalariados de sua base parlamentar. Proliferaram as propostas de frente, de aliança e de pactos de esquerda contra a direita fascista, procurando desviar os golpes do governo do capital de turno.

Não há qualquer perigo de golpe de Estado. Como Lula da Silva, Dilma Rousseff foi escolhida como representante da ditadura democrática do capital no Brasil, e permanece como tal. Que proporia o novo governo direitista: a privatização do petróleo; o pagamento disciplinado do capital financeiro; a proteção canina do agronegócio? O descontrole do petismo sobre as grandes massas urbanas abre, isto sim, espaço para que partidos da direita tradicional proponham-se como melhores defensores do capital e da propriedade. Como permite que eventualmente se expandam as exigências de facções do capital para manter seu apoio ao governo, como já ocorre.

O novo período fortalece também propostas concorrentes ao petismo, como a ensaiada pela Rede, de Marina da Silva, sob o patrocínio do capitalismo verde, ou de cunho populista-autoritário, como eventual composição eleitoral organizada em torno do histriônico Joaquim Barbosa, pela grande mídia burguesa. Ou seja, um Collor bis. Esta última menos provável, mas não impossível, no contexto de eventual perda de controle do capital da política nacional.

As manifestações apresentaram fortes lições para as organizações que se reivindicam da esquerda revolucionária. Naufragam espetacularmente as alimentadas ilusões da autoproclamada vanguarda de conquistar, apoiada em consignas e programas iluminados, a direção das massas em marcha. As populações apoiam-se nas lideranças, organização e consciência que possuem, ao iniciarem sua marcha. Quem não conquistar representação substantiva do movimento social, antes de ele pôr-se em movimento, será mantido à sua margem ou arrasado por seu impulso.

Acima de tudo, milhões e milhões de brasileiros foram atraídos para a política, mesmo quando a desqualificavam, ao participarem direta e indiretamente nas mobilizações de junho. Rompeu-se poderosamente o comodismo, a descrença, o individualismo, a despolitização, a alienação, cultivados carinhosamente pelas classes dominantes através de seus administradores, parlamentares, partidos, universidades e grandes meios de divulgação. Não estamos na véspera ou antevéspera da revolução social. Mas abre-se diante de nós um campo fertilíssimo para o cultivo do futuro.

Mário Maestri, 65, é historiador e professor do Programa de Pós-Graduação em História da UPF. E-mail: maestri@via-rs..net

domingo, 7 de julho de 2013

Tijolaço protesta contra a bandidagem eletrônica dos Estados Unidos: Somos ratos?



Somos um país ou somos ratos?


A revelação de que os Estados Unidos violam, em escala gigante, o sigilo das telecomunicações no Brasil não admite vacilações ao nosso país.

Não pode ser tratada com descaso, usando argumentos pueris como “todo mundo sabe que os EUA tem capacidade tecnológica para vigiarem o que quiserem”.

Poder para fazer não é a mesma coisa que fazer, assim como é muito diferente ter a bomba atômica e explodir uma delas.

Chegamos ao intolerável paradoxo de vermos que o país que se diz modelo da democracia violar, em plano mundial, a privacidade das comunicações telefônicas e cibernéticas dos cidadão de todo o planeta – inclusive e especialmente os brasileiros – num inacreditável volume de bilhões de ligações mensais.

Até agora, se sabia que faziam isso com seus próprios cidadãos, com as pessoas que vivem sob seu controle militar no Oriente Médio e, depois, com uma Europa ajoelhada moralmente, ao ponto de querer ocultar sua covardia negando pouso ao avião presidencial da Bolívia, talvez porque nada possa um índio como aqueles que, no colonialismo, massacrou aos milhões.

A partir da tarde de ontem, porém, é conosco.

Não somos melhores que ninguém, mas temos de cuidar de nós mesmos, se nos pretendemos um país adulto e soberano.

Está acima de ideologias. Nem o mais radical neoliberal diria que a regra do mundo deveria, ao lado do laissez faire, laissez passer, incluir um laissez écouter.

É um atentado às nossas leis e- mais grave – às mínimas regras de convivência entre as nações.

O Governo brasileiro jamais colocou ou colocaria obstáculos a qualquer investigação sobre ramificações terroristas antiamericanas em nosso país.

Mas nem o mais americanófilo brasileiro, civil ou militar, aceitaria que todas as comunicações feitas neste país fossem monitoradas por uma agência de espionagem.

Muito menos que as empresas – ainda que de origem estrangeira, operando sob as leis brasileiras – cedam gentilmente, sabedoras ou não, o acesso a seus (e nossos) registros de telefonemas, e-mail e todo o tipo de mensagem eletrônica, inclusive as redes sociais, a um Big Brother Sam na base de um é ir chegando e grampeando.

Que o Governo Obama tenha perdido o senso e os limites nessa questão, que queira transformar o homem que revelou seu esquema global de espionagem em um fantasma perambulando pelos desvãos do mundo, que tenha chegado ao ponto de usar seis vezes um Espionage Act de 1917 que, em 90 anos e uma Guerra Mundial no meio, só três vezes antes havia sido invocado, problema dele.

Que espione nossas telecomunicações, problema nosso.

A reação diplomática do Brasil deve ser a mais dura e clara.

Teremos a solidariedade de todo o mundo, enojado com essa monstruosidade e chocados de ver a reação pusilânime de governos nacionais que, eleitos por seus povos, prestam a mais rasteira vassalagem a quem viola a privacidade de seus cidadãos.

Não somos um Rato que Ruge, como no conhecido filme de Peter Sellers, em que um pequeno país se insurge contra os Estados Unidos.

Mas certamente não podemos nos comportar como ratos diante do grande e gordo gato.

PS do Viomundo: CPI para saber quais empresas permitiram espionagem de suas redes no Brasil e para perguntar ao Paulo Bernardo se ele autorizou.


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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Para que quer a China informações falsas?

Nos últimos tempos, na mídia chinesa e na Internet tem surgido uma série de informações não-fidedignas relativamente a um possível fornecimento de caças russos Su-35S à China.


Foi divulgado, nomeadamente, que no showaéreo de Le Bourget foi assinado um contrato de fornecimento à China de 100 desses caças. Depois foi publicado um desmentido em que essa informação foi explicada como tendo tido origem num erro técnico. Uma fonte bem informada e bastante conhecedora dos problemas da cooperação técnico-militar entre a Rússia e a China comentou a situação em exclusivo para a Voz da Rússia.

Nas várias horas que decorreram desde o momento da publicação na mídia chinesa da informação acerca do fornecimento à China de cem Su-35 até ao desmentido, uma grande agitação se apoderou de muitos diplomatas e militares norte-americanos e orientais: o fornecimento de cem aparelhos Su-35 iria alterar significativamente o equilíbrio de forças no Extremo Oriente. A defesa de Taiwan poderia, nesse caso, se tornar impossível.

Contudo, segundo explicou a fonte, o próprio fato de a Rússia ter assinado com a China um memorando de intenções para o fornecimento desse avião é conhecido já desde 2012 e é reconhecido oficialmente. Foi comunicado formalmente que em causa estava o fornecimento de apenas 24 aviões. A realização de um fornecimento de cem aviões num prazo curto seria impossível para uma indústria russa já sobrecarregada, explicou o perito. Também deve ser tido em consideração que a China nunca compra grandes lotes de armamento estrangeiro de uma só vez. Inicialmente, são sempre adquiridos relativamente poucos exemplares para estudo e testes.

A fonte acrescentou em seguida que, apesar dos órgãos competentes dos dois países informarem periodicamente a opinião pública acerca de contratos importantes de cooperação técnico-militar, na Internet chinesa surgem frequentemente publicações fantasiosas sobre a cooperação técnico-militar russo-chinesa, que se espalham como um vírus.

Por vezes, elas se referem a projetos de fornecimento de armamentos que seriam, por princípio, impossíveis de concretizar. Por vezes, são repetidos, de forma exagerada e deturpada, dados há muito conhecidos de todos os que se dedicam às questões da cooperação russo-chinesa. Em alguns casos, supõe o perito, se pode tratar de operações de informação propositadas dos serviços secretos que, dessa forma, desviam as atenções dos temas realmente importantes. Por outro lado, a divulgação desse tipo de boatos permite à China esclarecer a verdadeira atitude dos outros países relativamente aos programas de rearmamento da Força Aérea do Exército Popular de Libertação da China.

Anteriormente, já tinha sido publicada da mesma forma estranha uma informação sensacionalista sobre uma alegada venda à China de bombardeiros estratégicos Tu-22M3 num total de 36 aparelhos. Esse contrato seria impossível por princípio: a cadeia de montagem desses aviões foi encerrada no início dos anos 90. O Tu-22M3 mais novo tem agora 20 anos e é irrealista reiniciar o seu fabrico.

Mas é evidente que a concentração das atenções sobre os esforços alegadamente empreendidos pela China para a compra desse velho avião cria uma excelente diversão em relação aos programas de desenvolvimento da aviação de longo alcance que estão a ser realmente executados pelos chineses. Se trata, em primeiro lugar, do fabrico em série dos novos bombardeiros H-6K, equipados com mísseis de cruzeiro e capazes de transportar outras armas de alta precisão, assim como do desenvolvimento pela China de um novo bombardeiro de longo alcance com base em tecnologia furtiva.

Atualmente, a cooperação técnico-militar russo-chinesa está de novo a se desenvolver. Mas quaisquer dados não-oficiais acerca de novos projetos devem ser encarados com



Voz da Rússia

Rússia aumenta despesas militares


A Rússia vem aumentando as despesas militares enquanto os EUA e a Europa as vão diminuindo. Nos próximos quatro anos, o financiamento do ramo militar russo será incrementado anualmente em cerca de 20%, podendo atingir a fasquia-recorde de 104 bilhões em 2016 versus 64 bilhões em 2013.


Ao todo, no programa estatal de armamentos até 2020 serão investidos 770 bilhões de dólares. O observador militar, Vladimir Shuriguin, comenta:

“O dinheiro será destinado para a compra de armamentos e equipamentos novos que não foram adquiridos ao longo dos últimos 20 anos. A parte de leão dos recursos será gasta a projeção de novas armas. Isto permitirá aumentar em 50 % a quantidade de armas e equipamentos ao serviço das Forças Armadas do país.”

O programa estratégico de modernização militar deverá ser concretizado até 2020. Em 2014, na Rússia será criado um centro estatal de veículos não tripulados e, mais tarde, tais centros serão instituídos em cada uma das 4 circunscrições militares. Em 2015, será projetado um novo carro de combate T-99, em 2016 – o sistema de mísseis antiaéreos S-500. Em 2013, as Forças Armadas serão dotadas de sistemas super-modernos Pantsir-S1, capazes de efetuar um rastreio simultâneo de 20 alvos aéreos. Em breve, será lançada ainda a produção em série de um míssil sem análogos no mundo que poderá abater tanto os drones, como os caças F-22 Raptor. Os avultados meios serão investidos ainda na melhoria das condições do serviço militar. Segundo o novo programa, nas casernas, para além de cabines de duche, serão instaladas 20 mil máquinas de lavar e aspiradores de pó. No parecer do general Alexander Vladimirov, o Estado deverá revelar um cuidado especial em relação ao pessoal.

“Agora é muito importante criar um sistema moderno de formação de oficiais que seja adequado aos principais requisitos da condução de operações militares. É necessário educar oficiais, capazes de tomar a iniciativa, tomar decisões oportunas, saber realizá-las e responsabilizar-se por seus resultados. Para tal também precisamos de dinheiro para que a Pátria não esqueça que, para além de tanques e equipamentos, o mais importante é o espírito!.”

Um dos problemas atuais passa pela composição das Forças Armadas. Os soldados que prestam o serviço sob o contrato estão sendo atraídos por boas condições de hipoteca e por vencimentos mais altos do que o salário médio. Para os futuros oficiais é importante ter acesso ao ensino superior e – após a reforma – assistir aos cursos de reciclagem profissional.



Voz da Rússia

Evgueni Primakov: EUA apresentaram ultimato ao Exército egípcio


© Voz da Rússia

O antigo primeiro-ministro russo Evgueni Primakov, ex-titular da pasta diplomática em 1996-99 e perito em questões do Oriente Médio, concedeu uma entrevista exclusiva à emissora Voz da Rússia.


Não partilho a opinião geral de que no início da Primavera Árabe a direção dos EUA e outros políticos ocidentais estavam eufóricos por esta ocasião. É que a Primavera Árabe levou ao derrubada de uma série de regimes autoritários apoiados pelos EUA e seus aliados. Em resultado disso, a situação começou a mudar.

Um exemplo elucidativo disso são os acontecimentos no Egito onde a Irmandade Muçulmana tomou conta do poder. Esta organização não inspirou as transformações revolucionárias no país, mas sendo uma força bem organizada, se aproveitou da vitória sobre o antigo regime.

Ao chegar ao poder, o presidente Mohamed Mursi, com o tempo, se afastou dos princípios do Estado laico, tendo alargado ao máximo as suas funções sob o pano de fundo da piora econômica.

O que evidencia a larga escala de protestos que acabaram por causar a sua demissão forçada? Os eventos mais recentes vêm evidenciar que a maioria dos crentes que professam a religião islâmica não concorda com a islamização do Estado.

Segundo a mídia, os EUA procuram assumir o controle sobre a crise, concentrando, contudo, a pressão sobre o Exército, Dizem que “no caso de um golpe militar, será suspendida a assistência financeira anual que se estima em 1,3 milhões de dólares”.

As ameaças surgiram no momento em que o Exército declarou não ter intenção de lutar contra o seu povo, procurando encontrar uma saída pacífica para a situação de crise. Os EUA apresentaram um ultimato ao Exército egípcio no momento em que muitos acreditam ser exatamente o Exército a única força capaz de prevenir o derramamento de sangue.

Como se sabe, os EUA tinham estabelecido contatos com a Irmandade Muçulmana, segundo revelou a ex-secretária de Estado, Hillary Clinton. Daí surge a pergunta: se, nesta fase da crise, os EUA tentam apoiar as aspirações democráticas dos egípcios que redundam em largas ações de protesto contra a Irmandade Muçulmana? Acho que não.



Voz da Rússia

US Navy manda navios menores ao Golfo



Outra vez a Marinha americana está movimentando mais navios na região do Golfo Pérsico. Porém, não se trata de mais um porta-aviões ou ema força-tarefa. Na verdade, pode-se pensar até na diminuição de possíveis tensões com o Irã. Em resumo: a US Navy está substituindo navios grandes por outros menores.

Três navios-patrulha da classe Cyclone – USS Tempest (PC-2), USS Squall (PC-7) e USSThunderbolt (PC-12) – foram enviados à região. São embarcações relativamente pequenas, medem 55m de comprimento, deslocam 380 toneladas e acomodam uma tripulação em torno de apenas 28 pessoas. Esse tipo de navio é bem adequado para circular em águas rasas, proteger áreas plataformas de extração de petróleo, e para o trabalho conjunto com as Marinhas modestas das nações árabes aliadas. Mais dois deles, o USS Hurricane (PC-3) e o USSMonsoon (PC-4), também se juntarão ano que vem à 5ª Frota, sediada no Bahrein.

Com isso, restarão apenas três embarcações do tipo para atuar nos Estados Unidos, em operações contra o tráfico de drogas na costa do estado da Flórida. E ao mesmo tempo em que esses navios menores estão suspendendo, a US Navy está racionando o uso de navios-aeródromos, contratorpedeiros e mesmo caça-minas na região do Golfo.

Mas o fato de os classe Cyclone serem menores não os torna menos operacionais. Cinco dos navios-patrulha que estão no Bahrein tiveram mísseis Griffin incorporados – o mesmo armamento empregado nos controversos LCS – e ano passado, a Marinha americana teve sucesso em testes do Griffin conta embarcações pequenas e rápidas de assalto – as favoritas da Guarda Revolucionária iraniana.

FONTE: Breaking Defense via Naval Open Source Intelligence (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Carona para assistir o jogo


Segundo reportagem da Folha, presidente da Câmara dos Deputados usou avião da FAB para levar a noiva e parentes dela ao jogo no Maracanã


O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), usou um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para levar a noiva, parentes dela, enteados e um filho ao jogo da Seleção Brasileira no Maracanã no último domingo. De acordo com informações do jornal Folha de S. Paulo, um jato C-99 da FAB foi buscar a turma em Natal, terra do deputado, e decolou às 19h30 de sexta-feira rumo ao Rio de Janeiro, retornando no domingo, às 23h. Ao solicitar a aeronave, Alves informou que 14 passageiros poderiam viajar. Pegaram carona sete pessoas: a noiva do deputado, Laurita Arruda, dois filhos e um irmão dela – Arturo Arrudo e a mulher Larissa -, além de um filho do presidente da Câmara. Um amigo de Arturo entrou no voo de volta.

O decreto 4244/2002, que disciplina o uso de aviões da FAB por autoridades, diz que os jatos podem ser requisitados quando houver “motivo de segurança e emergência médica, em viagens a serviço e deslocamentos para o local de residência permanente”. A norma não diz quem pode ou não viajar acompanhando as autoridades. Na agenda de Alves divulgada no site da Câmara não constava nenhum compromisso oficial no fim de semana. O deputado disse, por meio da assessoria, que “solicitou” o avião porque tinha encontro com o prefeito Eduardo Paes (PMDB) no sábado. “Como havia disponibilidade de espaço na aeronave, familiares acompanharam o presidente em seu deslocamento”, informou. A agenda oficial de Paes também não trazia o encontro com Alves. No sábado, os dois almoçaram em um restaurante junto com Aécio Neves (PSDB-MG).

FONTE: Terra via Poder Aereo