segunda-feira, 15 de abril de 2013

Proposta de diálogo de Seul é rejeitada pela Coreia do Norte



MARCELO NINIO, ENVIADO ESPECIAL A DANDONG

Na véspera da data mais importante do calendário do país, a Coreia do Norte rejeitou ontem a proposta de diálogo do governo sul-coreano, mantendo o tom de confronto das últimas semanas.

Ocupada com os preparativos para a celebração de hoje –do 101º aniversário de nascimento do fundador do país, Kim Il-sung–, a mídia norte-coreana abriu espaço para a reação de repúdio.

“Não passa de um astucioso truque para acobertar o crime de conduzir a zona industrial de Kaesong a uma crise”, atacou o regime de Kim Jong-un, neto de Kim Il-sung.

A Coreia do Sul havia proposto um diálogo para reativar o parque industrial de Kaesong, último projeto de cooperação entre os países, de onde os norte-coreanos retiraram, na semana passada, seus 53 mil operários.

A decisão foi mais um gesto de retaliação ao que os norte-coreanos chamam de atos de intimidação da Coreia do Sul, sobretudo os exercícios militares conjuntos atualmente realizados com os EUA.

Após rebater com dureza as ameaças da Coreia do Norte, que chegou a falar numa ofensiva nuclear, o governo sul-coreano baixou o tom nos últimos dias.

A recém-eleita presidente sul-coreana, Park Geun-hye, retomou seu discurso de campanha, afirmando estar interessada no diálogo para reconstruir a confiança entre os dois países, oficialmente em estado de guerra desde 1953.

Os EUA se uniram ao esforço. Em Seul, o secretário de Estado John Kerry disse na sexta que Washington não se opõe ao diálogo. China e EUA procuraram mostrar sintonia em relação ao objetivo de desnuclearização da península Coreana durante a visita de Kerry a Pequim, anteontem.

Principal aliado político e parceiro comercial da Coreia do Norte, a China tem dado mostras de estar revendo esse apoio, segundo analistas.

Um exemplo é o espaço crescente na imprensa estatal a comentaristas que apontam a beligerância norte-coreana como contrária aos interesses chineses.

Entre outras razões, por dar motivos para que os EUA aumentem sua presença militar na região. A expectativa de que Pyongyang fará um novo teste nuclear ou de mísseis aumenta com a festa nacional de hoje, cuja data poderia ser usada para uma demonstração de força.

A suposta ansiedade entre os chineses que vivem perto da fronteira com a Coreia do Norte também é citada como motivo para que Pequim endureça o tom com o aliado.

Segundo pesquisa do tabloide estatal “Global Times”, um terço dos moradores da região estão preocupados com o risco de uma guerra, com ênfase na enxurrada de refugiados norte-coreanos que o conflito provocaria.

Não foi o que a Folha percebeu entre os moradores de Dandong, cidade no nordeste da China de onde se avista o território norte-coreano.

“Não acredito em guerra”, disse o aposentado Wong. “E, mesmo se os refugiados vierem, a China é muito grande e pode absorvê-los”.

Em Tóquio, Kerry disse ontem que os EUA estão “totalmente determinados a defender o Japão”, outro alvo das ameaças da Coreia do Norte.


NOTA GeD: 

Como Obama está a fomentar uma crise na Península Coreana



Gregory Elich [*]

As relações entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte atingiram um nadir e, na maior parte dos media ocidentais, fala-se da aparentemente irracional retórica dura vinda de que é acusada a Coreia do Norte. Inexplicavelmente, dizem-nos, a Coreia do Norte optou por elevar a tensão.

O que está a faltar nesta imagem do comportamento hostil norte-coreano e da imaculada inocência americana é contexto. Como é frequente, os media apresentam eventos de um modo isolado como se surgissem subitamente e sem qualquer causa. p>É preciso olhar para trás no tempo para perceber o que está a perturbar os norte-coreanos. Em meses recentes, a administração Obama deu um certo número de passos que a RDPC (República Democrática e Popular da Coreia, o nome oficial da Coreia do Norte) considerou ameaçadores.

O primeiro passo no caminho do agravamento das relações ocorreu em outubro de 2012, quando os Estados Unidos concederam à Coreia do Sul uma isenção sob o Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis, a qual permitiu estender o alcance dos seus mísseis balísticos de modo a que pudessem cobrir todo o território da RDPC. [1] Em consequência, houve um conjunto de termos que se aplicavam a todo o país que houvesse aderido ao tratado e um conjunto diferente que se aplicava só à Coreia do Sul, claramente com o propósito de alvejar o seu vizinho do Norte. 

Naquele mesmo mês, responsáveis militares dos EUA e Coreia do Sul encontraram-se para a Reunião anual Consultiva de Segurança, em que acordaram mudanças vastas na sua aliança. Ainda mais importante: eles desenvolveram um plano que denominaram "dissuasão sob medida" ("tailored deterrence"), o qual apela a operações militares conjuntas sul-coreanas-estadunidenses contra a Coreia do Norte num certo número de cenários, incluindo incidentes menores. Qualquer "provocação" por parte da Coreia do Norte é para ser respondida com força desproporcionada e, segundo responsáveis militares sul-coreanos, "esta estratégia será aplicada tanto em tempo de paz quanto de guerra". [2]

Uma componente essencial da dissuasão sob medida é uma "cadeia de destruição" ("kill chain") para rastrear e atacar sítios de mísseis norte-coreanos, em que satélites e drones americanos detectam alvos e mísseis e aviões de guerra sul-coreanos eliminam-nos. O plano apela a um ataque antecipativo (preemptive) baseado na percepção de um lançamento iminente de mísseis norte-coreanos. O vice-comandante do Comando Coreia das Nações Unidas, general Jan-Marc Jouas, explicou que mísseis norte-coreanos podiam ser rapidamente alvejados "antes de estarem em posição de serem empregados". [3] Para dizer isso em termos simples, poderia ser lançado um ataque a sítios de mísseis com base em suposições, mesmo quando mísseis norte-coreanos não estivessem numa posição de fogo. 

Em 13 de abril de 2012, a RDPC lançou em órbita um satélite de observação da terra, o que disparou condenações pela administração Obama, com a acusação de ser um teste disfarçado de míssil balístico. Resoluções da ONU proíbem a Coreia do Norte de testar mísseis balísticos, mas Pyongyang argumentou que enviar um satélite para o espaço não é a mesma coisa que efetuar um teste de míssil balístico. Peritos em tecnologia de mísseis tendem a concordar, destacando que ao míssil lançado pela RDPC faltava o desempenho para servir de ICBM e que a rota do seu voo adotou uma viragem aguda para evitar voar sobre Formosa e as Filipinas, uma ação que é contraproducente para um teste de míssil balístico. [4]

Vasos navais sul-coreanos conseguiram recuperar destroços do míssil norte-coreano. Análises efetuadas mostravam que um motor pequeno com um baixo impulso de 13 a 14 toneladas propulsionaram o segundo estágio. O engenheiro aeroespacial Marcus Schiller, baseado de Munique, informou que um segundo estágio de baixo impulso e queima longa, tal como o utilizado pelos norte-coreanos, é precisamente a concepção necessária para um lançador de satélite. Tal concepção é necessária para atingir uma altitude suficientemente elevada para colocar um satélite em órbita. Essa concepção, contudo, é inadequada para um teste de míssil balístico, pois ela faria perder mais de 1.000 km de alcance. Para testar um míssil balístico, o segundo estágio deveria ter a concepção oposta, tendo um alto impulso e tempo de queima curto. Schiller conclui que relatos dos media ocidentais de que o satélite norte-coreano serviu como teste de míssil balístico "não são verdadeiros". [5]

Michael Elleman, analista de segurança do International Institute for Strategic Studies, observa que os resultados de um lançamento de satélite "têm aplicação limitada para mísseis balísticos", pois só frações das questões em causa podem ser testadas. "Outras exigências, mais notavelmente tecnologias de re-ingresso e exigências de flexibilidade operacional, não podem ser tratadas adequadamente por lançamentos de satélites". Elleman informa que, por estas e outras razões, lançamentos de mísseis com satélite pela Coreia do Norte "não são um substituto para o teste de mísseis balísticos". [6]

Curiosamente, no mesmo dia em que a Coreia do Norte lançou o seu satélite para o espaço, a Índia, outra potência nuclear, testou o disparo de um míssil balístico sem que responsáveis estadunidenses expressassem uma queixa. [7] Os Estados Unidos não estão faltos de engenheiros aeroespaciais e responsáveis dos EUA certamente estavam consciente de que o lançamento do satélite da Coreia do Norte não podia tecnologicamente ser interpretado como um teste de míssil balístico disfarçado. Parece que a administração Obama deliberadamente optou por falsear a natureza do lançamento a fim de promover os seus próprios fins políticos. 

O lançamento do satélite proporcionou à administração Obama uma oportunidade para endurecer o nó corrediço em torno da Coreia do Norte e, após negociações extensas, conseguiu pressionar uma resolução no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Como explicou a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Victoria Nuland, a intenção da administração Obama era "continuar a aumentar a pressão sobre o regime norte-coreano. E estamos a procurar a maneira de melhor fazer isso, a avançar tanto bilateralmente quanto com nossos parceiros. Até que eles obtenham a mensagem, vamos ter de continuar a fomentar o isolamento desse regime". [8]

Com a aprovação da resolução 2.087 de 22/janeiro/2013 do Conselho de Segurança da ONU, novas sanções foram impostas à Coreia do Norte, apesar do fato de que o tratado internacional do espaço exterior garante o direito de explorar o espaço a "todos os Estados sem discriminação de qualquer espécie". [9]

A Coreia do Norte reagiu furiosamente por ser discriminada como o único país sobre a terra ao qual é negado o direito de lançar um satélite. A RDPC não tendia a anuir à imposição de sanções adicionais, quando a sua economia já estava a cambalear com as sanções existentes. Um porta-voz da RDPC destacou que, ao forçar a resolução no Conselho de Segurança, os Estados Unidos haviam violado a Carta das Nações Unidas, a qual declara que "a Organização é baseada no princípio da igualdade soberana de todos os seus membros". 

Falando nas Nações Unidas, o delegado da RDPC, So Se Pyong, declarou: "Houve não menos de 2 mil testes nucleares e pelo menos 9 mil lançamentos de satélite no mundo desde que a ONU existe, mas nunca houve uma única resolução do seu Conselho de Segurança que proibisse testes nucleares e lançamentos de satélites". Acrescentando que os Estados Unidos haviam executado mais testes nucleares e lançamentos de satélite do que qualquer outro país, o delegado disse que não deveria ser permitido aos Estados Unidos bloquearem a Coreia do Norte de exercer o seu direito "a utilizar o espaço para fins pacíficos", nem utilizar as Nações Unidas "como uma ferramenta para executar a sua política hostil para com a RDPC". [10]

Sem qualquer surpresa, a Coreia do Norte optou por exprimir a sua resistência à agressividade da política estadunidense efetuando o seu terceiro teste nuclear em 12 de fevereiro de 2013. Vários dias depois, numa aparente referência ao Iraque e à Líbia, os media norte-coreanos recordaram os destinos que haviam acontecido àqueles países que haviam abandonado suas armas nucleares em resposta à pressão estadunidense. Esses exemplos, acrescentavam, "ensinam a verdade de que a chantagem nuclear dos EUA deveria ser contida com contramedidas substanciais, não com compromisso ou retirada".[11]

Um dia após o teste nuclear, o Ministério da Defesa Nacional sul-coreano anunciou que havia instalado mísseis de cruzeiro capazes de atingir qualquer lugar na Coreia do Norte e que aceleraria o desenvolvimento de mísseis balísticos de alcance semelhante. Além disso, a implementação da cadeia de destruição (kill chain) seria acelerada.[12] Planejada originalmente para estar completa em 2015, a cadeia de destruição está agora em vias de estar instalada no fim deste ano. [13]

Enquanto decorriam discussões no Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a imposição de sanções adicionais à Coreia do Norte, a União Europeia avançou com o seu próprio conjunto de medidas, incluindo uma proibição de comércio com entidades públicas norte-coreanas e de comércio com títulos públicos da RDPC. A UE também aplicou uma proibição à abertura de bancos europeus na RDPC e de bancos norte-coreanos estabelecerem uma agência na UE. [14]

Levou mais de três semanas para negociar uma resolução do Conselho de Segurança da ONU em resposta ao teste nuclear norte-coreano. A questão mais contenciosa era incluir ou não o Capítulo 7º, Artigo 42, o qual teria autorizado imposição militar. Tanto os Estados Unidos quanto a Coreia do Sul argumentaram fortemente pela sua inclusão. Outra questão difícil era a inspeção de navios cargueiros norte-coreanos e houve discussão extensa antes de os Estados Unidos e a China acordarem na extensão de inspeções. [15]

Os chineses recusaram-se a acordar na imposição militar, certamente temendo que isso aumentaria o risco de guerra. Nem acompanharam algumas das medidas mais duras que os Estados Unidos haviam incluído, como uma lista de desejos na sua minuta. [16] A imposição militar teria sido particularmente perigosa, dada história de como o Artigo 42 serviu de caminho para os Estados Unidos travarem guerra. 

Embora os Estados Unidos não obtivessem tudo o que queriam, a aprovação da Resolução 2.094 em 7 de março de 2013 pelo Conselho de Segurança da ONU atingiu muitos dos objetivos que advogavam. A resolução exige a todos os países que inspecionem navios e aviões norte-coreanos que forem suspeitos de transportarem bens proibidos. Restrições fortes são aplicadas a operações bancárias norte-coreanas. É ordenado a países que impeçam indivíduos norte-coreanos de transferirem volume de dinheiro (bulk cash), incluindo pessoal diplomático, que passam a estar sujeitos a "vigilância agravada" em violação da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas. [17] Ao visar diplomatas norte-coreanos para vigilância, buscas e detenção, os Estados Unidos têm como objetivo eliminar um dos poucos meios remanescentes que a RDPC tem para se envolver em transações monetárias internacionais. As sanções bancárias da ONU e dos Estados Unidos fizeram com que a maior parte dos bancos internacionais ficasse pouco desejosa de ter transações com a Coreia do Norte, forçando a RDPC a efetuar grande parte do seu comércio exterior na base de cash. 

É a medida de restringir negócios de bancos com a Coreia do Norte que promete infligir o maior dano à economia norte-coreana. "Perseguir o sistema bancário de um modo universal é comprovadamente a coisa mais forte na lista", observa antigo responsável do Departamento de Estado J. R. Revere. "Isso começa a morder na capacidade da Coreia do Norte para financiar muitas coisas". [18] Primariamente o comércio normal, dever-se-ia notar. 

Poucos dias depois, o Departamento do Tesouro dos EUA avançou com as suas próprias sanções, proibindo transações entre o Foreign Trade Bank da Coreia do Norte e indivíduos e negócios estadunidenses, e colocando um congelamento sobre ativos mantidos sob jurisdição dos EUA. O Foreign Trade Bank, destaca o Departamento do Tesouro, é "o banco primário do intercâmbio externo da Coreia do Norte". [19] A proibição efetivamente impede bancos e empresas em outros países de comerciarem com o Foreign Trade Bank, por temor de serem excluídos do contacto com o sistema financeiro dos EUA. "Quando há um banco estrangeiro com que bancos dos EUA não estejam a fazer negócios, bancos em outros países começam a evitar transações com ele", observa um especialista financeiro. "Eles ficam preocupados acerca de sofrerem eles próprios as consequências". Tipicamente, o comércio internacional está baseado no dólar, exigindo transações a processar através do sistema financeiro estadunidense. Por essa razão, "bancos chineses não vão ser capazes de ajudar a Coreia do Norte", acrescenta o analista financeiro. [20]

Pelo seu lado, a Coreia do Sul adotou políticas que agravam o perigo de guerra. Segundo um responsável militar sul-coreano, "Foi dada aos comandantes a autoridade para atuarem primeiro à vontade no caso de uma provocação norte-coreana para infligir uma retaliação que é mais de dez vezes tão dura quanto o nível da provocação". [21] O Diretor de Operações do Estado Maior das Forças Armadas, Kim Yong-hyon, declara que em resposta a um incidente as forças armadas sul coreanas "punirão resolutamente não só a origem da provocação como também suas forças que comandam". [22] Não é preciso muita imaginação para reconhecer como tal política tem o potencial para transformar uma escaramuça menor numa guerra. 

Os Estados Unidos e a Coreia do Sul assinaram recentemente um plano de contraprovocação, no qual forças estadunidenses são comprometidas a providenciar apoio quando forças sul-coreanas ataquem um alvo norte-coreano. O plano esclarece ações que devem ser tomadas como resposta a vários cenários. De acordo com um responsável militar sul-coreano, ele leva em conta a política sul-coreana "a qual apela ao lançamento de contra-ataque não só para a origem da provocação como também a forças que a apoiam e seus comandantes". Em alguns cenários "armas estadunidenses podiam ser mobilizadas para retaliar em águas territoriais e solo da Coreia do Norte". [23] O plano de contraprovocação requer à Coreia do Sul consultas com os Estados Unidos antes de entrar em ação, mas se Seul requerer assistência os Estados Unidos não podem se recusar a tomar parte em operações militares. [24]

Numa poderosa demonstração destinada a intimidar a Coreia do Norte, os Estados Unidos e a Coreia do Sul começaram o seu exercício militar anual Resolução Chave (Key Resolve) em 11 de março, sobrepondo-se ao exercício militar de dois meses Foal Eagle que começou a primeiro de março. Durante o exercício, bombardeiros B-52 com capacidade nuclear decolaram de Guam e praticaram o despejo de munições na Coreia do Sul. [25] Os comandantes estadunidenses sabiam que esta ação inflamaria sensibilidades norte-coreanas, dadas as dolorosas memórias que os norte-coreanos têm da Guerra da Coreia, quando bombardeiros estadunidenses executaram uma política de terra queimada e arrasaram toda cidade norte-coreana até ao solo. 

Os Estados Unidos mais uma vez agravaram a pressão sobre a RDPC com o envio do submarino USS Cheyenne, movido a energia nuclear, equipado com mísseis Tomahawk, para participar no Foal Eagle. [26] Logo após, bombardeiros B-2 Stealth voaram sobre a Coreia do Sul em exercícios militares. "Como o B-2 tem a função de invisibilidade ao radar, ele pode penetrar a defesa antiaérea para lançar armas convencionais e nucleares", comentou um responsável militar. "É a arma estratégica mais temida pela Coreia do Norte".[27] O B-2, dever-se-ia notar, é o único avião capaz de entregar a bomba Massive Ordnance Penetrator de 30 mil libras [13.590 kg], a qual pode perfurar através de 200 pés [61 m] de concreto antes de detonar. O avião também pode transportar múltiplas armas nucleares. Continuando a escalar a demonstração de força, os Estados Unidos enviaram a seguir aviões de combate F-22 Stealth à Coreia do Sul. [28] O governo sul-coreano pediu aos Estados Unidos para não mostrar os aviões em público porque isso seria uma provocação desnecessária à Coreia do Norte. O pedido foi desatendido pelos Estados Unidos. [29]

Num aumento do arsenal sul-coreano, os Estados Unidos aprovaram a venda de 200 bombas destruidores de bunkers, adequadas para alvejar instalações subterrâneas norte-coreanas. Os planos exigem que as bombas seja instaladas até o fim do ano. [30] A Coreia do Sul também planeia comprar à Europa 200 mísseis de cruzeiro Taurus, lançados do ar, os quais são capazes de penetrar até seis metros de concreto reforçado. [31]

Como parte do seu planejamento para contingências futuras, os Estados Unidos constituíram uma organização militar responsável pela entrada na Coreia do Norte e captura de instalações e armas nucleares no caso de uma crise na RDPC. Naquele cenário, as forças dos EUA também prenderiam "figuras-chave" e reuniriam informação classificada. Não foi revelado quais indivíduos norte-coreanos seriam sujeitos a prisão pelas forças dos EUA. A força seria composta por forças armadas dos EUA, operacionais de inteligência e pessoal antiterrorismo. Um ensaio de imitação a implementar o plano fez parte dos exercícios Key Resolve recentemente concluídos. [32]

Tendo feito tudo para provocar os norte-coreanos, a administração Obama agarrou a oportunidade para apontar a sua reação como justificação para instalar uma lista de desejos (wish list) de hardware anti-míssil. O Pentágono anunciou que estacionaria 14 interceptadores de mísseis adicionais em Fort Greely, Alasca e prosseguiria com o seu plano de colocar um segundo radar antimíssil no Japão. [33] Uma bateria Terminal High-Altitude Area Defense (THAAD) é prevista para ser exibida em Guam na sua primeira instalação,[34] e a plataforma SBX-1 X-Band Radar com base no mar está a mover-se para o Pacífico ocidental, que a Marinha diz poder ser o primeiro de outros posicionamentos navais. [35]

O Wall Street Journal relata que o espetáculo de força militar foi planejado antecipadamente, no que a administração Obama denominou "o manual de estratégia" ("the playbook"). Os Estados Unidos atuaram com intenção deliberada de ameaçar a Coreia do Norte. Segundo o artigo, a administração decidiu colocar o manual em "pausa" só quando os media revelaram a deslocação de dois destróiers com mísseis guiados para o Pacífico ocidental e foi sentido que talvez essa notícia arriscasse pressionar os norte-coreanos demasiado longe. O posicionamento dos destróiers, como foi dito, não era para ser publicitado. Os próximos passo no manual foram adiados. [36] Também foi informado que os Estados Unidos adiarão um voo de teste de um Minuteman ICBM em um mês a fim de não aumentar tensões. 

A percepção que a administração Obama pretende transmitir ao público estadunidense e mundial, portanto, é que os Estados Unidos estão a atuar responsavelmente a fim de neutralizar a situação. Um alto responsável da defesa, entretanto, disse: "Não havia ordem de segredo da Casa Branca" em relação ao posicionamento dos destróiers. Além disso, hardware militar recentemente posicionado não foi retirado, ao passo que o exercício combinado em grande escala dos EUA-Coreia do Sul, Foal Eagle, no degrau da porta da Coreia do Norte, continua sem pausa. [37]

Apesar das afirmações de que está a amortecer suas ações, a administração Obama está a fazer o oposto. Responsáveis dos EUA dizem que não pretendem entrar novamente em combate com a RDPC. [38] A dissuasão sob media e a cadeia de destruição estão em programação acelerada, colocando a Península Coreana à beira da guerra. Enquanto isso, os Estados Unidos estão a trabalhar arduamente para persuadir outros países a sancionarem o Foreign Trade Bank da RDPC e estão a considerar outros meios pelos quais possam levar a Coreia do Norte ao colapso econômico. Um responsável anônimo do Departamento de Estado dos EUA observou que ainda havia espaço para a ampliação de sanções. "Não sei o que acontecerá, mas não alcançamos o limite, ainda há espaço para mais, e temos de tentar". [39]

Responsáveis dos EUA pediram à União Europeia para sancionar o Foreign Trade Bank e novas discussões são expectáveis de acordo com estas linhas. [40] O Japão e a Austrália já concordaram e juntar-se aos Estados Unidos no sancionamento do banco, tanto o responsável do Departamento do Tesouro David Cohen quanto o secretário do Tesouro Jack Levy pediram à China para fazer o mesmo. [41] O presidente Obama fez um telefonema pessoal ao presidente chinês Xi Jinping, instando-o a sancionar o Foreign Trade Bank e responsáveis dos EUA continuam a pressionar a China, insistindo em que, se a China não "tomar posição" sobre a Coreia do Norte, os EUA aumentarão suas forças militares na Ásia. [42]

Essa consequência, os chineses certamente percebem, seria voltada tanto contra eles quanto contra a Coreia do Norte. A opção que a administração Obama está a oferecer é que os chineses possam ou observar os Estados Unidos expandirem sua militarização da região e endurecerem o seu cerco da China, ou dobrarem-se à pressão americana e cooperarem provocando a ruína econômica da Coreia do Norte. É provável que ao escolher a última opção os chineses venham a descobrir que os Estados Unidos não têm intenção de reduzir seu eixo central na Ásia e a sua presença militar na região cresceria sem dificuldades. 

Uma fonte diplomática revela que quer a China concorde ou não em acompanhar os pedidos estadunidenses, o efeito sobre a economia da Coreia do Norte pode ser o mesmo. "O que o governo dos EUA está à procura de aplicar pressão psicológica sobre bancos chineses. Se bancos dos EUA evitarem transações com bancos chineses que têm laços com bancos norte-coreanos na lista negra ou outras entidades, isso podia levar a efeitos semelhantes àqueles das sanções do boicote secundário". [43]

Sem qualquer dúvida, os responsáveis e os media norte-coreanos têm estado a emitir proclamações de cortar o fôlego, a efetuar ações como cortar a linha telefônica militar com a Coreia do Sul, a anunciar a intenção de reiniciar o reator nuclear de Yongbyon e a encerra temporariamente o Complexo Industrial de Kaesong, o que parece exacerbar tensões de forma imprudente. Contudo, há lógica no seu comportamento. A administração Obama nunca quis negociar com a Coreia do Norte e, claramente, pretende efetuar mudança de regime quando acumula sanções sobre sanções e desenvolve planos militares que ameaçam a existência da RDPC. Com efeito, ações dos EUA encorajaram a Coreia do Norte a desenvolver um programa de armas nucleares como seu único dissuasor realista contra ataques, dada a tecnologia obsoleta do seu armamento convencional. 

Entretanto, responsáveis norte-coreanos sabem que os EUA sabem que eles não têm uma arma nuclear utilizável, nem têm um veículo de entrega adequado. A RDPC tem opções limitadas e, por agora, responsáveis norte-coreanos aparentemente sentem que têm apenas duas opções. Podem ou aceitar docilmente ciclo após ciclo de punição enquanto testemunham desamparadamente o dano crescente à sua economia e as ameaças à sua nação, ou podem reforçar a sua retórica como meio de enviar uma mensagem aos Estados Unidos. Essa mensagem é de que se o Estados Unidos atingirem a Coreia do Norte obterão uma resposta mais forte do que esperam, que deveriam pensar duas vezes antes de atacar e que quanto mais os Estados Unidos exercerem pressão, mais a RDPC resistirá. 

Infelizmente, isso produz um ciclo de realimentação (feedback loop), em que, quanto mais os Estados Unidos punem a RDPC, mais fortemente os norte-coreanos resistem e, quanto mais resistem, mais punição vem a seguir. O único meio aparente de sair desse impasse é um processo de paz, mas a administração Obama permanece obstinadamente oposta a negociações. 
O analista de assuntos internacionais Chen Qi, da Universidade Tsinghua, destaca que os Estados Unidos "não respeitaram as preocupações de segurança da RDPC e que esta é a razão porque a questão nuclear na Península Coreia não foi resolvida". Chen sugere que "Washington pode querer que a questão nuclear de Pyonyang seja resolvida porque proporciona uma desculpa para a instalação de sistemas antimísseis e penetrações militares na região, as quais então alinham-se com o seu reequilíbrio militar no Extremo Oriente".[44] Os responsáveis dos EUA, deveriam ser mantidos em mente, nunca esconderam o seu desejo de provocar mudança de regime na Coreia do Norte, sem se importar com os perigos dessa política. 
Uma mudança na política estadunidense pode nunca acontecer a menos que a Coreia do Sul abra o caminho com firmeza e isso é uma perspectiva improvável no presente. Uma tal mudança pode ter de esperar cinco anos, quando a próxima eleição presidencial tiver lugar na Coreia do Sul. Isso é um longo tempo, dados os planos estadunidenses para elevar tensões na Península Coreana. Se a Coreia do Sul não demonstrar liderança para uma abordagem alternativa antes disso, a questão é por quanto tempo as tensões podem ferver sem transbordar uma crise perigosa.

Gastos militares no Brasil aumentaram em 56% em dez anos

Desembolso mundial sobre queda, mas emergentes começam a substituir ricos em gastos militares

Jamil Chade, de O Estado de S.Paulo


GENEBRA – Pela primeira em 15 anos, os gastos militares no mundo sofrem uma contração, puxados pela crise na Europa e Estados Unidos. Mas governos latinoamericanos, China e Rússia continuam a expandir seus investimentos em armamentos, no que seria para os especialistas o início de uma transição em termos de gastos militares dos países ricos aos emergentes.

O Brasil registrou uma leve queda em 2012, de 0,5%. Mas o País tem o 11º maior orçamento militar do mundo e, em dez anos, o aumento de gastos militares no Brasil foi de 56%, bem acima da média mundial. Na América Latina, a Venezuela dobrou seus gastos militares em dez anos e, apenas em 2012, o aumento foi de 42%. O Paraguai teve a maior expansão, com 43% em um ano.

Os dados globais registraram uma contração de 0,5%, com um total de US$ 1,75 trilhão e a primeira queda desde 1998. As informações foram publicadas pelo Instituto de Pesquisas da Paz de Estocolmo, que insiste que, ainda assim o volume é superior ao pico de gastos durante a Guerra Fria.

Mas o que mais chama a atenção é a disparidade entre países ricos e emergentes. Em crise e cortando gastos militares, Estados Unidos e Europa ainda registraram uma redução em seus efetivos no Iraque e Afeganistão. Os americanos ainda lideram o ranking e tem gastos 5 vezes o da China, cerca de US$ 682 bilhões. Mas, em 2012, a contração no Pentágono foi de 6%. Pela primeira vez desde o colapso da URSS há mais de 20 anos, os americanos tiveram uma participação inferior a 40% nos gastos militares mundiais.

Na Europa, membros da OTAN reduziram em 10% os gastos militares por conta da crise, o que leva os pesquisadores e acreditar que haverá uma contração nos investimentos totais mundiais ainda nos próximos 3 anos.

Mas os países emergentes vivem uma situação bem diferente. Na China, quinto maior exportador de armas e segunda maior em termos de gastos militares, o aumento de seus investimentos foi em 7,8% em 2012 e um total de US$ 166 bilhões. Em dez anos, a expansão foi de 175%, ainda que Pequim insista que não existe motivo para o mundo temer suas ambições militares. Na Ásia, Vietnã, Filipinas e outros governos ampliaram de forma substancial seus gastos militares.

A terceira posição mundial é da Rússia, com um aumento de 16% em apenas um ano e US$ 90 bilhões em gastos. Isso tudo no ano do retorno de Vladimir Putin à presidência.

Na América Latina, o aumento de gastos foi de 4,2%, apesar de uma redução dos investimentos no Brasil de US$ 36 bilhões em 2011 para US$ 33,1 bilhões no ano passado. O Brasil representa metade dos gastos da região e destina 1,5% do PIB às Forças Armadas, bem acima de países como Alemanha.

Entre 2003 e 2012, o aumento de gastos nacionais foi de 56%, bem superior ao aumento média de 35% no mundo. Mas os especialistas apontam que a expansão nacional sofreu uma desaceleração desde 2009.

No restante da região, os gastos aumentaram na Argentina, Chile, Colômbia e Peru. Na Venezuela, a expansão foi de 42% e, em dez anos, o governo de Caracas dobrou o orçamento aos militares, atingindo US$ 4 bilhões em 2012. O México também incrementou gastos em 9%, diante da guerra contra o narcotráfico.

“O que estamos vendo é o que pode ser o começo de uma transição no equilíbrio dos gastos militares mundiais dos países ricos do Ocidente para regiões emergentes”, indicou Sam Perlo-Freeman, um dos autores do informe. Dos 11 maiores orçamentos mundiais, quatro são dos países que formam o grupo dos Brics.

No Oriente Médio, os gastos em 2012 aumentaram em 8% diante da revoluções e da guerra na Síria. Arábia Saudita e Omã registraram os maiores aumentos.

FONTE: estadao.com.br

Coreia do Norte comemora aniversário do fundador Kim Il-sung


A Coreia do Norte comemora nesta segunda-feira (15) o 101º aniversário do nascimento de seu fundador, Kim Il-sung, com festas iniciadas à meia-noite por Kim Jong-un, seu neto e atual líder do país, que lhe rendeu tributo em seu mausoléu, o Palácio do Sol de Kumsusan, em Pyongyang.

Kim Jong-un, acompanhado por membros da elite militar do país, visitou o palácio onde descansam os corpos embalsamados tanto de seu avô como de Kim Jong-il, seu pai e antecessor, para fazer “uma grande homenagem e a mais humilde reverência”, informou a agência estatal ‘KCNA’.

A ‘KCNA’ descreveu que o jovem líder, cuja idade se estima em 29 ou 30 anos, e altas autoridades militares apresentaram oferendas de flores em nome das principais instituições do país com faixas dizendo “Os grandes camaradas Kim Il-sung e Kim Jong-un sempre estarão conosco”.

Na manhã desta segunda, cidadãos vestidos com trajes tradicionais coreanos depositaram flores na grande estátua de bronze do fundador e as principais ruas de Pyongyang amanheceram decoradas com bandeiras, cartazes e flores, segundo descreveram os poucos meios de imprensa com presença na cidade.

Conhecido como “o Dia do Sol”, o dia 15 de abril é comemorado com diversas atividades na Coreia do Norte o aniversário do nascimento de seu fundador, considerado o feriado mais importante no país.

Nascido em 1912, Kim Il-sung fundou o Estado comunista norte-coreano em 1948 sob sua própria doutrina ‘juche’ – uma versão do socialismo baseada na autossuficiência – e presidiu o país até sua morte em 1994. Seu filho, Kim Jong-il, tomou o comando e foi líder da Coreia do Norte até morrer em dezembro de 2011, e assim abrir passagem para seu filho mais novo Kim Jong-un, o seguinte elo nesta peculiar dinastia.
Soldados norte-coreanos visitam estátua de bronze do fundador norte-coreano Kim Il-sung (Foto: REUTERS/Kyodo)

G1 Via GeA

Cortes no Pentágono dividem analistas




Denise Chrispim Marin



Segundo plano enviado pelo governo americano semana passada ao Congresso, a receita para os militares totalizará US$ 526,6 bilhões em 2014. Até 2023, o Pentágono se verá obrigado a cortar US$ 350 bilhões de seus gastos. O Congresso tende a aprovar os números. Adotado dia 1º de março em razão da ausência de acordo no Congresso sobre a redução de despesas no longo prazo, o “sequestro” já impôs à Defesa um corte adicional de despesas de US$ 41 bilhões até 30 de setembro, quando termina o ano fiscal de 2012. Para o de 2014, o Pentágono terá um orçamento de US$ 475 bilhões, 10% maior que o deste ano.

“O sequestro contribui para o maior corte no orçamento de Defesa em um único ano desde a redução que se seguiu à Guerra da Coreia, em 1955”, afirmou Todd Harrison, do Center for Strategic and Budgetary Assessment. Outras reduções expressivas ocorreram nos dois anos de paz do governo de Ronald Reagan (1981-1989) e desde o fim da gestão de George W. Bush (2001-2009), concluiu Robert Zarate,da Foreign Policy Initiative.

O valor sugerido por Obama para a Defesa em 2014 não é modesto. A questão é como gastá-lo, levando-se em conta os desafios dos EUA de manter o combate ao terrorismo, evitar um conflito na Península Coreana e preservar um equilíbrio de forças no Leste Asiático. O Pentágono está preso a despesas crescentes com salários e benefícios para militares, civis da ativa e aposentados que,em2012,consumiram 34% de seus recursos.

As tropas do Exército e dos marines estão em redução desde o fim da Guerra do Iraque, em 2011, e o início da retirada das forças americanas do Afeganistão, a ser completada em dezembro de 2014. No ano passado, o Pentágono anunciou plano de diminuir 100 mil militares de sua folha de pagamento. Entre 2001 e 2010, porém, o número de funcionários civis aumentou de 100 mil para 800mil. O custo com as operações e treinamento em tempo de paz consumirá 40% da receita em 2021 se não houver mudanças estruturais. Juntas, essas duas fontes de gasto tendem a devorar todo o orçamento do Pentágono em 2024.

FONTE: O Estado de S. Paulo via Resenha do Exército

domingo, 14 de abril de 2013

Guerra de porta-aviões: novo nível ou fim do jogo?


Peritos militares norte-americanos dizem ter dúvidas quanto à eficácia estratégica dos grupos de porta-aviões. Todavia, segundo analistas russos, não existe hoje um meio convencional mais eficiente de demonstração da força militar.

A doutrina militar dos EUA se baseia no eventual uso de grupos de porta-aviões, desempenhando estes navios um papel-chave. A Marinha dos EUA, considerada a mais potente no mundo, integra onze porta-aviões superpesados, dos quais o conhecido "veterano" Enterprise já passou à reserva. Em vez desse vaso de guerra, nos estaleiros navais do Estado Virgínia prosseguem os trabalhos de construção de três porta-aviões modernos Gerald Ford.
Os EUA se aproveitaram da larga experiência do Japão, que tinha utilizado esse tipo de navios na Esquadra Imperial durante a Segunda Guerra Mundial. No entanto, em 2010, alguns analistas militares puseram em causa a necessidade de manter um elevado número de porta-aviões disponíveis. "Os meios gastos com a sua construção foram, de fato, esbanjados", lamentava o antigo chefe do Pentágono, Robert Gates, se referindo à eficiência dos submarinos russos 670, batizados de "assassinos de porta-aviões". Para além do perigo procedente dos submersíveis, os porta-aviões dos EUA correm o risco de ser atingidos por mísseis russos anti-navio Oniks e pelos Dong Fengchineses.
O Centro de Pesquisas New American Security divulgou recentemente um relatório do perito Henry Hendrix que lança críticas à atual linha estratégica baseada no emprego generalizado de porta-aviões. A sua visão tem sido partilhada por alguns altos dignitários do Pentágono e dos círculos próximos do Ministério da Defesa norte-americano.
Vale realçar que os analistas russos têm defendido uma opinião contrária. O perito militar e vice-redator-chefe do portal digital Ezhednevny Zhurnal,Alexander Golts, disse, em entrevista à emissora Voz da Rússia, ter sérias dúvidas quanto à justeza da tese sobre a presumível "precariedade" dos porta-aviões.
"O porta-aviões é um engenho capaz de provocar power projection, ou seja, a projeção ou o avanço da força. Os porta-aviões desempenharam um papel relevante nas operações levadas a cabo no Afeganistão e no Iraque. Durante a operação no Afeganistão, os americanos não tinham a possibilidade de recorrer ao uso de bases militares terrestres, tendo cabido à aviação um papel de protagonista na componente operacional aérea. O mesmo aconteceu em outros conflitos: no Iraque e na Iugoslávia. Por isso, não posso imaginar a atual estratégia militar dos EUA sem o emprego de porta-aviões em face da sua situação geográfica e do papel desse país na arena mundial."
Ao mesmo tempo, a polêmica sobre eventuais alterações da doutrina militar dos EUA não carece de fundamentos. Aí, o excesso do seu número atual (11 unidades), pode realmente ter importância, prossegue Alexander Golts. Mas se deve entender tratar-se de grupos de navios que abrangem também submarinos e embarcações de escolta. Não se exclui que, perante o eventual corte do orçamento militar em 1 % do PIB, o novo ministro da Defesa, Chuck Hagel, concorde em suprimir um grupo de navios desse gênero.
No entanto, é pouco provável que os EUA se atrevam a fazer reduções mais sensíveis. Caso contrário, como é que irão reforçar o seu contingente militar na península da Coreia? O porta-aviões é uma espécie de "pronto-socorro" da política externa dos EUA, resume o nosso interlocutor.
"Os porta-aviões desempenham um dos papéis-chave na estrutura das Forças Armadas dos EUA, por constituírem uma arma de ataque universal, constata Andrei Frolov, redador-chefe da revista Export Vooruzheny( Exportação de Armamentos). Além disso, os grupos de porta-aviões permitem aos EUA reagir, de forma flexível, a quaisquer ameaças em cinco oceanos do planeta."
No que respeita às dúvidas relacionadas ao seu valor estratégico, aí se deve considerar uma série de fatores. O primeiro se deve ao fato de os porta-aviões, tanto mais os modernos, serem um meio técnico dispendioso. No Pentágono pode acontecer uma concorrência entre diversos ramos militares pelas verbas orçamentais necessárias face aos cortes gerais progressivos do orçamento de Estado. Por outro lado, à medida que os armamentos dos potenciais adversários evoluem, os porta-aviões norte-americanos se tornam aparentemente mais vulneráveis. Por fim, considera Andrei Frolov, muitas missões a cargo dos porta-aviões, podem ser cumpridas com meios mais baratos:
"Por exemplo, empregando mísseis de cruzeiro ou drones. Nesse caso, não é necessário fazer a manutenção técnica, sendo ainda desnecessários navios de escolta com suas numerosas tripulações. Creio que a Marinha dos EUA continuará a ter 11 porta-aviões, podendo suceder uma redução ligeira. Porque, caso contrário, os EUA terão de reconhecer que não podem manter um número necessário de unidades em zonas que se presumem críticas."
Nos EUA foi debatido o programa Global Strike, prevendo a realização de ataques a quaisquer instalações do adversário com ajuda de meios estratégicos não nucleares, ressalta Alexander Golts. Têm-se em vista os mísseis Trident, os mísseis de cruzeiro e outros meios sem cargas nucleares. Mas não se sabe nada sobre o destino desse programa após os cortes orçamentais.
Um outro benefício dos porta-aviões tem a ver com o fato de a Rússia e a China estarem elaborarando seus próprios projetos nessa área. O Comandante-Chefe da Marinha russa, almirante Viktor Chirkov, traçou as perspetivas de modernização das Forças Navais da Rússia. O seu núcleo será constituído por porta-aviões de nova geração. Na ótica de peritos, os porta-aviões serão indispensáveis para garantir a proteção contra submarinos atômicos quando estes forem colocados em estado operacional.
Contas feitas, cada potência marítima tem sua visão do papel de porta-aviões na estrutura das Forças Armadas. Por isso, não faz sentido equiparar conceitos estratégicos e táticos diferentes.


Duvido: oficiais afirmam que nem a vinda da Boeing para o Brasil, nem a venda dos Super Tucanos para os EUA, devem mudar a situação de preferência pelo Rafale

Sete anos após seu início, o Projeto FX-2 pode, ainda este ano, sair do papel. O assunto em torno da compra dos 36 novos caças que vão modernizar e dar novo fôlego à Força Aérea Brasileira (FAB) ganhou visibilidade esta semana, durante a Feira Internacional de Defesa e Segurança (LAAD), que aconteceu no Riocentro, em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio.

O assunto foi pauta durante a mostra que colocou lado a lado as três concorrentes: França, Estados Unidos e Suécia. As especulações sobre a compra dos aviões teve início quando a Boeing, fabricante dos caças F-18, Super Hornet, anunciou a instalação de um laboratório no Parque Tecnológico de São José dos Campos, no interior de São Paulo.

Apesar das especulações sobre uma possível preferência do governo pelos caças americanos, dentro dos quartéis, os Rafale F3 franceses são os preferidos.

Na FAB, oficiais afirmam que nem a vinda da Boeing para o Brasil, nem a venda dos Super Tucanos para os EUA, devem mudar a situação de preferência pelo Rafale que, além da qualidade dos aviões, pontuaria o início da cooperação entre França e Brasil para a transferência de tecnologia.




RAFALE SAI NA FRENTE

A transferência de tecnologia tem proposta de cinco projetos em cooperação com 38 empresas, que geraria impulso significativo para a indústria brasileira aeroespacial e de defesa, com benefícios a longo prazo. Uma fonte da Coluna, ligada à Força Aérea Brasileira, comenta que os franceses já consideram a parceria fechada e estariam apenas aguardando a assinatura do acordo.

FAB EVITA ESPECULAR

Em comentário publicado na revista Notaer, da FAB, Juniti Saito, tenente-brigadeiro e comandante da Aeronáutica, disse que o Projeto F-X2 está em fase de decisão que envolve aspectos que vão além da própria Força Aérea. Ele ressalta que o governo federal faz uma análise bastante meticulosa sobre o assunto e acrescenta que tem certeza de que o caça escolhido será o melhor para o país.

GOVERNO FAZ MISTÉRIO

O governo federal parece não se importar com as especulações e mantém a lei do silêncio em relação ao tema. Questionado sobre o Projeto FX-2 na solenidade de abertura da LAAD, o ministro da defesa, Celso Amorim, disse que a decisão não passa pelo ministério e está nas mãos da presidenta Dilma. Além disso,afirmou que confia numa breve definição sobre o assunto.


Fonte: O DIA

sábado, 13 de abril de 2013

Cientistas calculam probabilidade de uma quarta guerra mundial


© Voz da Rússia


O intervalo de tempo que foi concedido à humanidade entre a terceira e a quarta guerra mundial está perto do fim, foi a conclusão a que chegaram os cientistas da Academia das Ciências Militares russa com base na teoria dos ciclos de Kondratiev.


De acordo com essa teoria (também chamada de teoria das “ondas longas”), desenvolvida pelo economista soviético Nikolai Kondratiev, a próxima guerra mundial poderá ter início na próxima década, na opinião de Serguei Malkov, membro da Academia das Ciências Militares e Professor da Universidade de Moscou. A pedido da nossa estação de rádio, o professor expôs a sua visão das perspetivas previsíveis que a humanidade irá enfrentar.

De forma extremamente resumida, os ciclos de Kondratiev são períodos de desenvolvimento econômico da civilização moderna com uma duração de quarenta a sessenta anos.

Nikolai Kondratiev delineou um total de seis ciclos que abarcam um período histórico entre os anos de 1803 e 2060. O quarto ciclo decorreu aproximadamente entre o fim da Segunda Guerra Mundial e a primeira metade dos anos oitenta. Neste momento nós estamos a viver o quinto ciclo que, segundo as previsões de Kondratiev, deverá terminar em 2018. Os adeptos dessa teoria ligam cada ciclo econômico diretamente ao seu nível ou padrão tecnológico. O período atual é caracterizado pelo desenvolvimento das IT, das telecomunicações e da robótica. O ciclo seguinte, o sexto, deverá ficar assinalado por um grande avanço das nano e biotecnologias e das tecnologias da informação e do conhecimento.

Cada ciclo, no entanto, além dos avanços tecnológicos, é acompanhado por crises e guerras. O fim do ciclo atual e a transição para o padrão tecnológico seguinte será acompanhado pelo menos por uma fortíssima instabilidade política, ou mesmo por uma guerra mundial, na opinião do Professor da Universidade de Moscou Serguei Malkov:

“Nós encontramo-nos agora na fase de crise, esta evoluiu para uma depressão e estamos à procura de possíveis saídas desse estado de depressão. Nomeadamente graças às novas tecnologias de ponta que serão os controladores do crescimento. São as chamadas tecnologias NBIC: nano e biotecnologias, tecnologias da informação e ciências cognitivas. Mas este período é muito perigoso porque ainda não se vislumbra uma saída, enquanto já se acumularam as contradições. Nessa altura, normalmente, acontecem as guerras mundiais. Tanto as comerciais, financeiras, econômicas e políticas, como as guerras propriamente ditas. Acontece uma espécie de reordenamento do mundo”.

Realmente, se considerarmos a teoria dos ciclos como um modelo a seguir, podemos verificar que, durante os dois últimos séculos, os acontecimentos mais sangrentos da história mundial ocorreram no final de cada uma das chamadas ondas de Kondratiev. A crise já passou e agora estamos a aproximar-nos do ponto fatal. Segundo as previsões dos partidários da teoria de Kondratiev, o momento crítico irá ocorrer nos anos 2016-2017.

É obviamente difícil prever neste momento se irá rebentar uma guerra mundial em grande escala no sentido tradicional. Mas o professor Malkov não tem dúvidas que irão começar as guerras informativa, psicológica, econômica e comercial:

“A anterior, a Terceira Guerra Mundial ocorreu precisamente na fronteira entre o quarto e o quinto ciclos de Kondratiev. Ela teve lugar sem um uso generalizado das armas, mas os resultados estão à vista: o mapa geopolítico mundial foi redesenhado, a URSS, pretendente ao domínio mundial, e os seus aliados, sofreram uma derrota avassaladora e deixaram de existir na sua forma anterior. Na situação atual, o papel de União Soviética pertence ao novo candidato á supremacia mundial que é a China”.

No novo ciclo da espiral do desenvolvimento da humanidade, os acontecimentos principais irão se desenvolver à volta da interação entre a China e os EUA. De resto, o conflito em gestação na Península Coreana está perfeitamente de acordo com o modelo de reordenamento do mundo, é a opinião de Serguei Malkov. Neste caso, estas são consequências da política dos EUA que provocam o surgimento de zonas de conflito dentro das fronteiras das zonas dos interesses norte-americanos. Na Região da Ásia-Pacífico, estão presentes, lado a lado, todos os concorrentes “tecnológicos” dos EUA: a Rússia, a China, o Japão e até a Coreia do Sul.

Na opinião de Malkov, neste momento os EUA estão a perder as suas posições por todo o mundo. A instabilidade econômica mundial valoriza o dólar norte-americano e a instabilidade política aumenta a necessidade de os Estados Unidos atuarem como um árbitro internacional. Como os EUA já não conseguem sustentar as suas pretensões à liderança mundial com base no seu poderio econômico, eles irão começar a usar para isso as suas ferramentas políticas, financeiras e mesmo tecnológicas. Os norte-americanos estão simplesmente obrigados a provocar a instabilidade no mundo.

É completamente evidente que, no contexto atual, se trata realmente de uma utopia. Já a realidade é tal que, independentemente da teoria dos ciclos, o reordenamento mundial não é um cenário irrealista.



Voz da Rússia

Japão envia alerta de míssil norte-coreano ao invés de terremoto



O Japão emitiu por engano um alerta de míssil norte-coreano ao invés de mandar uma mensagem sobre o terremoto que atingiu o oeste do país neste sábado, de acordo com a agência de notícias RT.

Um relatório aponta que 87 aeroportos receberam e-mails dizendo que a Coreia do Norte havia lançado um míssil – a mensagem, que já estava preparada, foi mandada por engano, confirmou o Ministério dos Transportes.

Um funcionário do escritório de aviação de Osaka deveria mandar um nota questionando se algum dos aeroportos da região mais atingida pelo terremoto de 6 graus na escala japonesa – 6,3 graus na escala Richter -sofrera algum dano, mas se enganou e mandou o alerta norte-coreano.

Pelo menos um voo doméstico foi atrasado por causa do falso alarme, apesar de um e-mail de retratação ser enviado apenas seis minutos depois da primeira mensagem, de acordo com a AFP.


Terra

EUA advertem Coreia do Norte sobre disparo de míssil



O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, advertiu ontem a Coreia do Norte sobre um eventual disparo de míssil, que seria um grande erro, no mesmo dia em que o regime setentrional de Kim Jong-un ameaçou o Japão com um ataque nuclear, caso esse país se envolva no conflito. Kerry expressou o pleno apoio dos Estados Unidos ao seu aliado sul-coreano, classificou de inaceitável a retórica belicista dos norte-coreanos e também encorajou a China a apaziguar seu vizinho, do qual é sua única aliada e apoio econômico.


Foi o que disse Kerry em Seul, durante uma entrevista coletiva, por ocasião da primeira escala de sua viagem asiática. “Seria um grande erro de sua parte, já que isolaria ainda mais o país”, acrescentou. O secretário de Estado viajará neste sábado a Pequim e amanhã irá ao Japão.


No mesmo dia, as autoridades norte-americanas e sul-coreanas esforçaram-se para atenuar as alegações de um deputado do Partido Republicano dos Estados Unidos, Doug Lamborn, segundo as quais a Coreia do Norte teria a capacidade para miniaturizar uma carga nuclear e armá-la em um míssil.

Ontem também, as autoridades de Pyongyang ameaçaram o Japão com “chamas nucleares”. Classificaram de provocantes as declarações de Tóquio afirmando que poderiam interceptar um míssil lançado por Pyongyang que ameaçasse o território nipônico. O Ministério da Defesa japonês evitou comentar estas declarações. Mas, indicou que tomará “todas as medidas necessárias para responder a qualquer tipo de cenário”.

De maneira preventiva ao disparo de mísseis de médio alcance que pode ocorrer muito em breve, talvez na segunda-feira, aniversário do nascimento do fundador da dinastia comunista, Kim Il-sung, as autoridades nipônicas deram autorização formal às Forças de Autodefesa (nome oficial do exército japonês) de destruir qualquer míssil norte-coreano que ameace o território japonês.

Neste sentido, Tóquio anunciou a instalação de baterias de mísseis Patriot no Centro da capital japonesa e em seus arredores. Também comunicou sobre a mobilização de destróieres no mar do Japão equipados com o sistema de radar Aegis e com meios de interceptação.


Fonte: O Povo

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Há 52 anos o cosmonauta russo Yuri Gagarin dizia: "A Terra é azul!"


Em 12 de abril de 1961, o cosmonauta russo Yuri Gagarin tornou-se o primeiro ser humano a completar uma volta em torno da Terra no espaço, em 1h48min. Sua frase c entrou para a história. 
A baixa estatura havia garantido ao major da Força Aérea russa Yuri Alexeievitch Gagarin, então com 27 anos, um lugar na apertada cápsula que o levaria à órbita terrestre. Seria mais uma vitória soviética na corrida contra os norte-americanos pela conquista do espaço.

Essa corrida havia começado a 4 de outubro de 1957, com o satélite Sputnik 1. Poucas semanas mais tarde, a cadela Laica foi enviada ao espaço. Os Estados Unidos reagiram em 1958, com o envio da sonda Explorer 1 e a criação da Nasa.

Três semanas depois do feito histórico de Gagarin, os EUA enviaram o astronauta Alan Shepard como primeiro norte-americano ao espaço, só que num vôo balístico e que durou apenas 15 minutos.

Os soviéticos e seus recordes

Em maio de 1961, o então presidente John Kennedy prometeu que, até o final da década, um norte-americano pisaria na Lua. O passo seguinte foi de John Glenn, a 20 de fevereiro de 1962, com três voltas em torno da Terra.

Enquanto isso, os técnicos e engenheiros soviéticos continuavam impressionando o mundo com uma série de recordes. Em 1963, Valentina Tereshkova foi a primeira mulher no espaço sideral; dois anos depois, o cosmonauta Alexei Leonov foi o primeiro a flutuar por dez minutos fora de sua cápsula; e, no ano seguinte, o módulo Luna 9 pousou na Lua. 
Um fim trágico

Também os Estados Unidos tiveram vítimas a lamentar. Em 1967, Virgil Grissom, Edward White e Roger Chaffee morreram num incêndio durante os testes pré-lançamento a bordo do módulo de comando da primeira espaçonave do projeto Apollo.

Para Gagarin, a morte de Komarov significou a perda do status de cosmonauta ativo, pois a União Soviética não queria arriscar a perda de mais um herói. Depois de retornar à Terra, foi recebido por Nikita Kruchov e homenageado por todo o país. Sua segunda viagem ao espaço estava programada para 1968, mas ele não pôde mais participar.

Durante um vôo de treinamento em 27 de março de 1968, Gagarin e um companheiro sofreram um acidente fatal. Somente no aniversário de 50 anos do histórico voo de Yuri Gagarin, em 2011, o Kremlin liberou documentos sobre a misteriosa morte do cosmonauta. O acidente teria sido causado por uma manobra brusca, dizem investigadores russos.

Em 1969, o norte-americano Neil Armstrong seria o primeiro ser humano a pisar na Lua.

Fonte: DW.DE

Rússia será capaz de responder à instalação de armas no Espaço




A Rússia será capaz de responder a todos quantos queiram colocar armas no Espaço, declarou em coletiva de imprensa em Blagoveschensk (Extremo Oriente da Rússia), o vice-primeiro-ministro russo, Dmitri Rogozin.


Ao mesmo tempo, Rogozin salientou que a Rússia “segue atuando consequentemente desde as posições de não-proliferação de armas no Espaço e não irá abandonar a tradição de preservar o Espaço cósmico como uma área de cooperação e pesquisa científica”.

Na opinião do vice-premiê, é bastante elevado o grau de probabilidade de uso de armas estratégicas. Segundo Rogozin, para prevenir este perigo é indispensável criar um sistema de defesa antiaérea e antimíssil que combine elementos informáticos e de fogo.



Voz da Rússia

Coreia do Norte irá construir sua própria usina nuclear



© Colagem: Voz da Rússia


A Coreia do Norte anunciou a criação do Ministério da Energia Atômica.
A referida decisão foi tomada em conexão “com a necessidade de modernizar o ramo, levá-lo para uma moderna base científica e tecnológica”, diz-se em um decreto do Presidium da Assembleia Popular Suprema do país, divulgado esta sexta-feira.

O documento afirma que a criação do novo ministério “ajudará a aumentar a produção de materiais nucleares e a melhorar sua qualidade com vista a promover o desenvolvimento da indústria de energia nuclear independente”.

Voz da Rússia

IAI compra participação em brasileira



A Israel Aerospace Industries (IAI) comprou 40% da brasileira IACIT, que atua nas áreas de controle de tráfego aéreo e marítimo, comunicação, radar meteorológico e tecnologias da informação. O valor do negócio não foi revelado.

As duas empresas acertaram um acordo de cooperação para o desenvolvimento de novas tecnologias. O acordo, segundo o presidente da IAI, Joseph Weiss, será feito através da Elta Systems, subsidiária da companhia. O executivo disse que a empresa investirá US$ 20 milhões em formação de pessoal, capacitação técnica e produtiva da IACIT. O aporte financeiro virá da empresa Lardosa, outra subsidiária da IAI.

O foco da parceria serão projetos na área de defesa e segurança pública, principalmente o mercado nacional, mas isso não impede a participação no exterior.

Para o presidente da IACIT, Luiz Teixeira, o acordo vai permitir o acesso às tecnologias avançadas desenvolvidas pela israelense, principalmente na área de radares, comunicação e sistemas eletrônicos. “Daremos um grande salto em tecnologia e estaremos mais preparados para competir, tanto no mercado brasileiro quanto internacional”, disse.

“A IACIT será o nosso braço tecnológico no Brasil, país que vemos como um de nossos principais mercados no mundo”, afirmou Weiss. Considerada a maior indústria aeroespacial e de defesa de Israel, a IAI obteve receita superior a US$ 3,5 bilhões em 2012.

Com 143 funcionários, a IACIT faturou R$ 24 milhões no ano passado e prevê fechar o ano com receita de R$ 30 milhões. A empresa acaba de vencer uma concorrência para a modernização dos radares meteorológicos do Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia). O contrato é de R$ 7 milhões e tem duração de um ano.

FONTE: Valor Econômico, via Notimp (reportagem de Virgínia Silveira)

FOTO: IACIT

NOTA DO EDITOR: até quando o governo vai esperar para tomar uma atitude? até não termos mais empresas nacionais e condenados ao vinculo de dependência com os paises ditos desenvolvidos? até todas as nossas empresas que conseguiram independência tecnologica a duras penas serem totalmente vendidas ao exterior?

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Mídia Brasileira é mais manipuladora do que Irã e China




Belo Horizonte - Manipulação de informações, quando ouvimos essas palavras logo imaginamos países ditatoriais e fechados como; China, Irã e Cuba, onde a imprensa é controlada pelo governo, no entanto, lá a mídia não tem escolha e por isso, ou publicam o que o governo quer, ou simplesmente são presos, os veículos de comunicação fechado ou seus jornalistas podem ate ser condenados a morte.

Mas, a mídia brasileira que é tão livre e democrática ate de mais, é muito manipuladora, e não sofre influência alguma de nosso governo.

Recentemente na cidade do Rio de Janeiro, um ônibus coletivo caiu de um viaduto, e o responsável direto foi um passageiro que chutou o rosto do motorista com o ônibus em movimento, no entanto as grandes emissoras trataram logo de condenar o motorista, pois ele não havia parado no ponto e ocasionado a agressão, em nenhum momento as emissoras, Globo, Record,Band e SBT apuraram se realmente o passageiro deu sinal no ponto, e quais foram as circunstâncias que o levaram discutir com o passageiro, mas logo a mídia o condenou, pois o ”passageiro sempre esta certo” o que é uma realidade no nosso país, os empregados de coletivos sofrem com o desprezo e descaso do governo e da mídia.

Após o acidente do coletivo no Rio, a imprensa nacional com destaque para Rede Globo, vem perseguindo os trabalhadores de coletivo da cidade, hoje mesmo saiu no G1, a notícia de um passageiro que bateu na porta lateral do ônibus fora do ponto e o ônibus arrancou e saiu, fazendo-o desequilibrar-se e cair.

No entanto as normas de transito são bem claras, ”é proibido desembarcar e embarcar passageiros em vias que representem risco a segurança”.

Nossa mídia é manipuladora, quando acontece um caso de homicídio ou apelo nacional, logo entra a imprensa como urubus, pedindo condenações, acusando, defendendo, mostrando seus argumentos, isso é uma coisa que precisa acabar, a notícia deve ser dada com imparcialidade: ”O por que que ele matou?, quais foram as causas, ele tem problemas mentais?”, nada disso interessa a imprensa ou ao público, essas perguntas quem deve responder é a justiça e a polícia, e só depois ser noticiado imparcialmente.

Outro exemplo muito comum da manipulação da nossa mídia é o caso da Record, que usa a emissora para difamar religiões rivais e emissora rivais, o jornalismo da Record é inspirado na CCTV da China, que é controlada pelo governo, mas no caso do Brasil prece ser controlada por Igrejas, organizações de mídia e empresas.



Francisco Santos, Guerra & Armas.

Fidel Castro inaugura escola em Cuba


Imagem publicada em site mostra Fidel Castro conversando com as crianças durante a inauguração de uma escola (Foto: AFP PHOTO/HO/www.cubadebate.cu/Estudios Revolucion)

O líder Fidel Castro inaugurou uma escola em Havana, depois de quase nove anos sem encabeçar este tipo de evento em Cuba.

O centro de ensino foi construído por sua iniciativa pessoal para beneficiar 140 crianças, segundo a imprensa local.

No evento, Fidel comentou “importantes temas da atualidade internacional, entre eles a mudança climática, as armas de destruição em massa, a crise econômica e o elevado preço do combustível”, segundo o site Cubadebate.cu.

O site mostra fotos de Fidel vestido com traje esportivo e conversando animadamente com as crianças presentes no evento.

Esta é a primeira obra social que Fidel, 86 anos, inaugura desde de 26 de julho de 2006, quando participou na inauguração de geradores elétricos em Holguín, leste de Havana.

A partir de então, Fidel se afastou do poder por uma grave crise de saúde, deixando o posto para seu irmão Raúl Castro.

G1

Completado o projeto técnico do caça russo-indiano de 5ª geração




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Próxima fase, de Pesquisa e Desenvolvimento, deverá ter contrato assinado ainda neste ano, segundo a Sukhoi
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A Sukhoi divulgou nota na quarta-feira, 10 de abril, sobre a finalização do contrato para desenvolver o esboço e projeto técnico do caça russo-indiano de quinta geração (PMI/FGFA). Segundo a empresa russa, o projeto do caça já foi completamente desenvolvido e as partes concordaram sobre a divisão do trabalho para a fase de pesquisa e desenvolvimento (P&D). Um contrato de P&D está sendo preparado e deverá ser assinado neste ano.

O primeiro acordo para desenvolver o caça russo-indiano de quinta geração foi assinado em 18 de outubro de 2007, e o contrato para desenvolver o esboço e projeto técnico do caça foi assinado em dezembro de 2010 pela Rosoboronexport (agência russa de exportação de armamentos), a Sukhoi e a Hindustan Aeronautics Limited (HAL).

Ao longo dessa primeira fase do projeto, profissionais indianos foram trinados na Rússia, recebendo dados originais e programas para criar um ambiente único de trabalho. Esse grupo vem trabalhando na Rússia desde janeiro de 2012, assim como um grupo de especialistas russos está trabalhando na Índia. A versão indiana terá algumas diferenças em relação ao protótipo russo devido a requerimentos específicos da Força Aérea Indiana.



A Sukhoi já está envolvida em programas conjuntos com a Índia, como a modernização dos caças Su-30MKI da Força Aérea Indiana e na integração do míssil de cruzeiro ar-solo BrahMos no Su-30MKI.

FONTE / FOTOS (do alto e do meio): Sukhoi (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em inglês)

FOTO DE BAIXO: Livefist