segunda-feira, 18 de março de 2013

Embraer quer a liderança do mercado de defesa e segurança

Companhia aposta em um crescimento anual de 12% até 2020 de olho em novos projetos na área de aviação militar, monitoramento por radares e vigilância aérea; pedidos já chegam a R$ 3,5 bilhões 

Chico Pereira 

A Embraer Defesa e Segurança, uma unidade de negócios da Embraer, de São José dos Campos, projeta crescimento de dois dígitos ao longo dos próximos anos. A direção da unidade estima crescimento médio anual de 12% até 2020.

Para este ano, a expectativa é que a companhia deve crescer 25% no faturamento em dólares, similar aos 24% de alta alcançada no ano passado quando, pela primeira vez, a unidade faturou US$ 1 bilhão.
O presidente da companhia, Luiz Carlos Aguiar, relatou à imprensa, durante visita às instalações da unidade em Gavião Peixoto, interior de São Paulo, que a participação da empresa na receita geral da Embraer saltou de 6% em 2006 para 17% no ano passado.

A Embraer Defesa e Segurança fechou 2012 com uma carteira firme de negócios no valor de R$ 3,5 bilhões. A meta da empresa é ampliar sua participação nesse segmento, considerado fechado, e abocanhar uma grande fatia dos mercados nacional e internacional de defesa e segurança, estimado em mais de US$ 80 bilhões nos próximos anos.

“O mercado de defesa está reduzindo de tamanho e crescer em um mercado que está reduzindo é uma conquista importante”, disse Luiz Carlos Aguiar. O executivo destacou que, atualmente, a Embraer Defesa e Segurança está presente em 50 forças aéreas, em 48 países.

Avanço.

O portfólio da companhia contempla aeronaves militares, como o Super Tucano e o cargueiro KC-390, em fase de desenvolvimento, projetos e soluções para a área de inteligência, comunicação, tecnologia de ponta na produção de radares e vants (veículos aéreos não tripulados).

“Nosso compromisso é ser líder no fornecimento de soluções de defesa e segurança no mercado nacional e onde o Brasil possui bom relacionamento”, disse.

‘Queremos ser líder no mercado que atuamos’

Luiz Carlos Aguiar, presidente da Embraer Defesa e Segurança, afirma que a unidade de negócios da Embraer trabalha com a missão de ser líder nos segmentos que atua e planeja atuar e expandir. 
“Temos a expertise, a determinação e o DNA da Embraer, que é a empresa-mãe. Por isso, procuramos sempre o melhor em tudo o que fazemos”, afirmou o executivo. Ele lembra que a Embraer Defesa e Segurança foi criada formalmente em 2011 e que já subiu 14 posições no ranking mundial das empresas na área de defesa. Passou da 95ª para 81ª posição.

O executivo destaca que o compromisso da companhia é ser líder no fornecimento de soluções de defesa e segurança no mercado brasileiro e naqueles em que o Brasil possui um bom relacionamento geopolítico. No Brasil, disse o executivo, a intenção é fornecer equipamentos, serviços e soluções tecnológicas para as três Forças: Marinha, Aeronáutica e Exército. Para isso, a empresa tem feito parcerias e aquisições de outras companhias do segmento.




O Vale (Chico Pereira), via Notimp

Ameaça neonazista no Rio de Janeiro

Nota do PSTU:

Ameaça neonazista no Rio de Janeiro

Organização neonazista ameaça movimentos sociais e partidos de esquerda com cartazes espalhados pela cidade

PSTU - RJ

• Na semana do 8 de Março, dia Internacional de Luta da Mulher Trabalhadora, o bairro da Lapa foi coberto por cartazes de uma organização neonazista denominada“Combat 18 – Divisão RJ”. O 18 é derivado das iniciais de Adolf Hitler. O “A” e o “H” são a primeira e oitava letras do alfabeto latino.

Em uma clara tentativa de intimar e provocar os movimentos sociais, muitos dos cartazes foram afixados nas colunas do prédio onde está situado o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado – PSTU. Um dos cartazes afirma: “Comunistas e subversivos, o Combat 18 está de olho em vocês.(...) Ninguém será poupado!!!(...) Estejam preparados pois a única alternativa para vocês é a MORTE!!! (...) Lixo vermelho a sua hora chegou”.

Original da Inglaterra, o Combat 18 tem seções em alguns países do mundo, inclusive no Brasil. É o braço armado do National Front, partido inglês de extrema direita nacionalista, fundado na década de 70. Nas eleições de 1979, recebeu mais de 190 mil votos. Em 2010, apresentou 17 candidaturas nas eleições gerais e 18 nas locais, não obtendo uma única representação. Possui ligações com os famosos torcedores hooligans e uma rede de bandas que promovem músicas neonazistas, o Blood&Honour (Sangue e Honra).

O blog da seção do Rio de Janeiro exibe os “Códigos da Raça Ariana”; os “25 pontos do Partido Nacional-Socialista Alemão (1920)”; imagens de espancamentos de moradores negros de rua; cartazes de agitação, além de inúmeras “teorias” raciais e antissemitas.

Campanha antineonazista

Em primeiro lugar, não toleraremos nenhum tipo de provocação, ameaça ou intimidação de nossos militantes, ou de qualquer organização democrática. O Combat 18 têm aproximadamente 5 ou 6 membros na cidade do Rio e não possui absolutamente nenhum lastro social. São um grupo de classe média, provavelmente moradores da região do Centro, Zona Sul e Tijuca, que escondem seus rostos e praticam a covardia contra aqueles que julgam ser inferiores.

Ao mesmo tempo, procuraremos demais partidos operários, partidos democráticos em geral, centrais sindicais e sindicatos, entidades estudantis, ONGs, quilombos, organizações LGBTs, lideranças dos movimentos sociais e parlamentares para fazer uma ampla campanha antineonazista. Iremos também prestar queixa na polícia. Por mais que o Combat 18 não tenha nenhuma expressão social, o PSTU entende que devemos nos precaver de qualquer inciativa desse grupo.

Por último, o Combat 18 não conhece as tradições do movimento operário. Somos sobreviventes dos campos de concentração nazistas no período que antecedeu a II Guerra Mundial; vencemos as ditaduras na América Latina nas décadas de 60, 70 e 80; morremos e resistimos aos torturadores do regime militar; e agora estamos impulsionando a Caravana da Anistia da antiga Convergência Socialista em todo o Brasil. Nos reconhecemos em cada militante que luta contra os planos de austeridade na Europa ou contra as ditaduras no Norte da África e Oriente Médio. Somos homens e mulheres de todas as cores e nacionalidades, de todas as orientações sexuais e livres de todos os tipos de preconceitos. Nós somos grandes, e não admitiremos que toquem em um de nossos militantes.

via PCB

Jamaran-2: Irã lança destroier no Mar Cáspio pela primeira vez




O Irã realizou neste domingo o lançamento de um destroier construído domesticamente no mar Cáspio, o primeiro a ser colocado no mar da região rica em petróleo pelo país, informou a rede de TV estatal. A cerimônia de inauguração do destroier Jamaran-2 foi acompanhada pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad na cidade portuária de Anzali, cerca de 250 quilômetros ao nordeste de Teerã.


Segundo Ahmadinejad, o lançamento ao mar do destroier tem a intenção de aumentar a paz e a amizade na região. "O destroier está lá para encontrar com aqueles que querem prejudicar a segurança das nações vizinhas", disse, sem dar detalhes.

Existem múltiplas disputas entre as nações banhadas pelo Cáspio - Irã, Rússia, Azerbaijão, Casaquistão e Turcomenistão - sobre como o mar deveria ser dividido. O Jamaran-2 deve se integrar à frota iraniana nos próximos meses. Com 94 metros de comprimento e pesando 1,4 mil toneladas, o Jamaran-2 está equipado com mísseis de superfície e superfície-aéreo e sofisticados terminais de comunicação e radares, além de heliporto.
O Irã lançou versões anteriores do Jamaran em 2010 no Golfo Pérsico. Desde 1992, o Irã busca sua autossuficiência militar, tendo produzido jatos, tanques, mísseis, torpedos e submarinos. O Irã e o Ocidente travam uma disputa há anos relacionada a um programa nuclear que os Estados Unidos e seus aliados desejam que seja interrompido. O Irã tem dito que o programa tem fins pacíficos.



Fonte: Exame

domingo, 17 de março de 2013

Carlos Lopes Pereira: O saque imperialista das riquezas da África

O imperialismo planeja dominar os países do Norte da África e desestabilizar a região e todo o continente de forma a perpetuar a pilhagem das riquezas africanas.

Por Carlos Lopes Pereira, no Avante!

A agressão da Otan à Líbia (produtor de petróleo), a intervenção da França no Mali (ouro e urânio), a construção de uma base militar dos EUA no Níger (urânio) e o “cerco” à Argélia (petróleo e gás) são peças dessa estratégia que visa, face à crise do capitalismo mundial, intensificar a exploração dos trabalhadores e o saque dos recursos naturais africanos.

O jornalista Dan Glazebrook, que escreve em jornais como The Guardian, The Independent ou The Morning Star, publicou um artigo no Al-AhramWeekly do Cairo, denunciando esta conspiração.

Começa ele por recordar que o Ocidente drena todos os anos da África bilhões de dólares em pagamentos do “serviço da dívida”, em lucros de investimentos e em empréstimos ligados a esquemas de corrupção de setores das burguesias nacionais.

Outra via de dominação da África é o saque das suas riquezas minerais. É apontado o caso do Congo, onde, no Leste, bandos armados – controlados pelos vizinhos Uganda, Ruanda e Burundi, por sua vez apoiados por potências ocidentais – patrocinam o roubo de minérios e a sua venda a empresas estrangeiras.

A África financia ainda as classes dominantes ocidentais através dos baixos preços das matérias-primas e dos miseráveis salários pagos aos trabalhadores que as extraem ou cultivam.

Em suma, o capitalismo impõe ao continente africano o papel de fornecedor de matérias-primas e mão de obra baratas. E, para que esta situação se mantenha, procura assegurar que a África continue pobre e dividida, flagelada por golpes e guerras. 

Segundo Glazebrook, a criação em 2002 da União Africana (UA), dinamizada por Muamar Kadafi, preocupou os estrategistas ocidentais.

Para Washington, Londres e Paris era inaceitável o plano da UA de criação do Banco Central Africano e de uma moeda única. Era inaceitável a criação do Fundo Monetário Africano. E, sobretudo, era inaceitável a decisão da UA, em 2004, de elaborar a Carta de Defesa e Segurança Comum Africana. E a decisão, em 2010, de avançar com uma força militar unificada.

Nessa altura, face ao seu declínio econômico e à “ameaça” da China, os EUA já tinham traçado planos para recolonizar a África.

Em 2008 surgiu o Africom, comando militar que o presidente G. W. Bush pretendia instalar em território africano. Mas a UA rejeitou a presença de tropas norte-americanas e o Africom teve de montar o quartel-general na Alemanha. 

Maior humilhação para os EUA foi ver Kadafi eleito presidente da UA em 2009 e a Líbia tornar-se o principal suporte da organização pan-africana.

O Império não tolerou as propostas da UA no sentido de um processo de integração africana. Depois de justificar a agressão à Líbia com “um pacote de mentiras ainda maior do que o que servira de pretexto para a invasão do Iraque” – como escreve Glazebrook –, a Otan destruiu o país, reduziu-o “à condição de mais um Estado africano falido” e “facilitou a tortura e o assassinato de Khadafi”, assim se libertando de um seu opositor.

A guerra contra o coronel destruiu o seu regime e também a paz e a segurança no Norte de África.

O dirigente líbio tinha organizado desde 1998 a Comunidade de Estados Sahel-Saharianos, com o foco na segurança regional, travando a influência das milícias salafistas e apaziguando os líderes tribais tuaregues.

Com a queda de Kadafi, os radicais islâmicos da região obtiveram armas modernas – cortesia da Otan – e as fronteiras meridionais da Líbia entraram em colapso. 

A primeira vítima dessa desestabilização regional foi o Mali. O avanço islamita, resultado da agressão à Líbia, foi pretexto para a intervenção militar da França.

A Argélia ficou igualmente na mira do imperialismo. Está hoje “cercada” por radicais islâmicos a Leste (fronteira com a Líbia) e a Sul (fronteira com o Mali), onde se instalou também a legião francesa. 

O imperialismo tem razões para não “simpatizar” com a Argélia, o único país do Norte de África ainda governado pelo partido que lutou pela independência (FLN): Argel apoia a UA, tem assumido posições internacionais dignas e, como o Irã e a Venezuela, vende por um preço justo o seu petróleo e o seu gás.

Este “nacionalismo dos recursos” leva as gigantes petrolíferas ocidentais a não esconder que “estão fartas da Argélia”, como escreve o Financial Times. O mesmo jornal que, um ano antes da agressão da Otan, também acusou a Líbia do “crime” de proteger os seus recursos naturais…

via Vermelho

Guimarães: Privataria tucana ressuscita e quer entregar o pré-sal

Nos anos 1990, o governo Fernando Henrique Cardoso vendeu por cerca de cem bilhões de dólares um portfólio de patrimônio público que, à época, valia, no mínimo, o triplo. Para que se possa mensurar o tamanho do roubo de patrimônio, a mineradora então chamada Vale do Rio Doce foi vendida a estrangeiros por cerca de um ano de faturamento.

Por Eduardo Guimarães, Blog da Cidadania

Esse processo de entrega do patrimônio público a grupos econômicos estrangeiros a preço vil ficou conhecido como A Privataria Tucana e virou um livro que relata o rápido enriquecimento do condutor das privatizações, o tucano José Serra.

O resultado da Privataria Tucana foi tão desastroso para o país que a maioria dos brasileiros (62%) acabou rejeitando a privatização de serviços públicos, segundo apontou pesquisa realizada pelo jornal O Estado de São Paulo em parceria com o instituto Ipsos.

Segundo a pesquisa, apenas 25% dos brasileiros aprovam as privatizações da era FHC. A percepção é a de que elas pioraram os serviços prestados à população nos setores de telefonia, estradas, energia elétrica, água e esgoto. As mais altas taxas de rejeição (73%) estão no segmento de nível superior e nas classes A e B.

No início do processo, em dezembro de 1994 (ano em que FHC se elegeu presidente pela primeira vez), pesquisa Ibope sobre privatização mostrou que 57% eram a favor e só 31% eram contrários. Em março de 1995, outra pesquisa Ibope atestou que 43% dos brasileiros eram a favor das privatizações e 34% eram contrários.

A mudança de opinião dos brasileiros sobre as privatizações ocorreu a partir da década passada, lá pelo fim do governo FHC (2002), quando o resultado da venda a qualquer preço do patrimônio público se mostrou um desastre.

Hoje, graças aos contratos que o ex-presidente tucano assinou, temos, por exemplo, a telefonia e a energia elétrica entre as mais caras do mundo.

Desde a eleição presidencial de 2002 (que escolheu o sucessor de FHC), o PSDB já foi derrotado três vezes e tais derrotas tiveram íntima relação com o que ficou conhecido como Privataria Tucana, que até hoje inferniza o país com os maus negócios que os tucanos fizeram ao venderem patrimônio público a qualquer preço e de forma açodada nos anos 1990 sob a alegação de que os recursos oriundos daquelas vendas nos dariam educação, saúde etc. de “Primeiro Mundo”.

Além de isso não ter ocorrido o dinheiro da Privataria Tucana virou pó, pois até hoje ninguém sabe onde foi parar apesar de existir muita suspeita (inclusive documentada) sobre seu destino.

Corte para o presente. Em recente ato político organizado pelo PSDB para criticar a gestão da Petrobras nos governos petistas que sucederam os de seu partido, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) defendeu mudanças no modelo adotado para explorar as reservas de petróleo do pré-sal que foi estabelecido pelo governo Lula e continuado pelo governo Dilma Rousseff.

Aécio quer a volta do modelo de exploração do governo FHC, que afirma ser “muito mais eficiente”.

Em 1997, os tucanos acabaram como o monopólio brasileiro na exploração de campos de petróleo, venderam grande parte da Petrobrás e adotaram o regime de concessão para a exploração, obrigando a empresa brasileira a competir com grupos estrangeiros para ter acesso a novas reservas.

Após o governo Lula investir e recuperar a Petrobrás, que durante o governo FHC perdeu muito valor por conta do modelo de concessão e pela perda do monopólio, em 2006 a empresa anunciou que descobrira uma reserva gigantesca no mar territorial sudeste do Brasil.

Apenas com a descoberta dos três primeiros campos do pré-sal – Tupi, Iara e Parque das Baleias –, as reservas brasileiras comprovadas, que eram de 14 bilhões de barris, aumentaram para 33 bilhões de barris. Além disso, as reservas possíveis e prováveis seriam de 50 a 100 bilhões de barris, o que deve fazer do Brasil um dos maiores produtores de petróleo do mundo, com todas as condições de integrar a Opep, se quiser.

Em 2010, o ex-presidente Lula propôs um novo modelo para ampliar o controle brasileiro sobre o pré-sal. O novo regime foi chamado de “partilha” porque permite que o governo fique com a maior parte dos lucros obtidos com o petróleo e torna obrigatória a participação da Petrobras na exploração de todos os campos.

Devido ao gigantismo da descoberta da “nova” Petrobrás, agora fortalecida por Lula, foi criada a empresa Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), a fim de gerir os contratos de partilha de produção celebrados pelo Ministério de Minas e Energia e a gestão dos contratos para a comercialização de petróleo.

O regime de partilha na exploração dessa riqueza imensa que os investimentos da década passada permitiram que a Petrobrás localizasse sob o leito do mar em águas profundas é impositivo, pois além de o Estado – e, portanto, o povo brasileiro – ficar com quase todo o lucro advindo da exploração, nesse regime é possível dosar a extração da riqueza.

O regime de concessão foi implantado pelo governo FHC porque a Petrobrás não recebia investimentos, estava exposta à concorrência predatória das mega empresas petrolíferas estrangeiras e, assim, não tinha como prospectar novas reservas de petróleo.

Assim, áreas que a empresa brasileira acreditava ser produtivas eram entregues à iniciativa privada sob regime de concessão, ou seja, quem explorava era dono do petróleo encontrado, se fosse encontrado, e ficava com quase todo o lucro, pagando apenas um percentual ao país e levando o resto embora.

Em 2009, agora com as mega reservas de petróleo confirmadas, não havia sentido em entrega-las a empresas estrangeiras e privadas sob regime de concessão porque não havia risco de perfurarem e não encontrarem nada.

Com as reservas do pré-sal confirmadas, seria um crime entrega-las a empresas privadas, a maioria estrangeiras, que só teriam que ir lá, perfurar e extrair o petróleo sem correr risco de gastar dinheiro com a prospecção e não encontrar nada.

A argumentação do PSDB e, mais especificamente, de seu provável candidato a presidente na eleição do ano que vem é a de que “Nenhum leilão para a exploração do pré-sal foi realizado desde a mudança das regras, e nos últimos anos surgiram dúvidas sobre a capacidade da Petrobras de financiar os investimentos exigidos pelo novo regime.”

Vale um parênteses: o primeiro leilão do pré-sal está marcado para novembro deste ano.

Retomando. O tucano ainda afirma que “A partilha estagnou a produção, afugentou investidores e descapitalizou a empresa” e que “O que parecia ser um bom negócio hoje é um ônus para a Petrobras.”

Aécio ainda defendeu o fim da obrigatoriedade da participação da Petrobras nos futuros campos. “Descapitalizada, a Petrobras vai ter de buscar dinheiro no mercado com juros cada vez maiores”, afirmou.

Não existe o menor sentido nessas premissas. Descapitalizada a empresa brasileira estava quando o PSDB governou.

A Petrobrás é uma das empresas mais capitalizadas do planeta. Ano passado, por conta da paralisação de algumas plataformas marítimas de exploração a fim de passarem por manutenção, seu lucro caiu de cerca de 30 bilhões de reais para cerca de 20 bilhões – no último ano do governo FHC, o lucro da empresa foi de 7 bilhões.

A premissa de que a Petrobrás terá que ir buscar recursos no mercado internacional a juros altos é uma falácia. Mesmo que tenha que recorrer ao mercado internacional, as empresas brasileiras têm acesso hoje aos financiamentos internacionais mais baratos do mundo, mais até do que países ricos como a Itália, pois o conceito do Brasil pelas agências de classificação de risco é o de “investment grade”, ou “grau de investimento”.

Além disso, só faria sentido buscar uma rápida exploração do pré-sal se houvesse risco de evaporar o petróleo que o Brasil tem sob seu mar territorial. O regime de partilha determinado pelo governo Lula, aliás, pretende justamente controlar o ritmo da exploração para que não seja muito rápido, ou predatório.

As grandes petrolíferas estrangeiras estão salivando pelo pré-sal brasileiro. Não foi por outra razão que se reuniram com José Serra durante a campanha eleitoral de 2010, quando lhes prometeu que, se fosse eleito, reverteria a política nacionalista do governo Lula.

Em verdade, a eleição de um tucano para entregar o pré-sal faz salivar até o grande empresariado brasileiro, que, como o estrangeiro, também está de olho nos grandes negócios com altíssima rentabilidade que a exploração predatória daquelas reservas propiciaria.

Aliás, os setores da imprensa alinhados com o PSDB já falam até em privatizar a Petrobrás – e não só ela – de uma vez, sem mais delongas. Artigo do comentarista de economia de O Globo Carlos Alberto Sardemberg publicado na semana que finda prega exatamente isso. Abaixo, um trecho do texto:

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“Não é por nada, não, mas se a gente pensar seriamente na história recente da Petrobras, sem paixões e sem provocações, vai acabar caindo na hipótese maldita, a privatização. (…) Não há como garantir uma gestão eficiente das estatais — e sem falar de corrupção. Logo…”

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Ao longo do texto, Sardemberg se desmancha em elogios à política do PSDB que fez a Petrobrás chegar ao último ano do governo FHC com receita de 60 bilhões de reais contra os 280 bilhões de 2012. É um dos analistas econômicos da grande mídia mais identificados com as teorias do PSDB.

A gestão da Petrobrás pelo PSDB foi um desastre. Sem investimentos do Estado e exposta à concorrência predatória das petrolíferas gigantes internacionais, a empresa começou a sofrer com desastres como o naufrágio da plataforma P36, que custou 700 milhões de reais ao país.

A P-36 foi a maior plataforma de produção de petróleo no mundo antes de seu afundamento em março de 2001. A plataforma custou 350 milhões de dólares ao país. Além da perda financeira, 11 pessoas morreram em um desastre causado, exclusivamente, por falta da manutenção que a Petrobrás fez no ano passado em suas plataformas e que reduziu seu lucro.

No total, os desastres em campos de exploração da Petrobrás durante o governo FHC, causados pela forte descapitalização da empresa que os tucanos lhe impuseram, geraram prejuízos ao país da ordem de 1,5 bilhão de reais.

Ano que vem, o Brasil correrá de novo o risco de ver essa praga de gafanhotos chamada PSDB ter chance de retomar o Poder a fim de saquear o país de novo. E depois acusam este blogueiro de ser “muito governista”. Enquanto esses piratas ameaçarem o país com sua eleição todo cidadão consciente tem que ser “muito governista”, a fim de impedir a Privataria Tucana II.

Via Vermelho

sexta-feira, 15 de março de 2013

Rejeitar o arado empunhando a espada

Alemanha é um dos países que possui armas nucleares sem tal direito ter sido concedido pelo TNP

Cinco países são reconhecidos internacionalmente como "estados dotados de armas nucleares”. Possuem essas armas por direito concedido pelo TNP (Tratado de Não Proliferação Nuclear): EUA, Reino Unido, França, China e Rússia. Entretanto, outros países têm essas armas “de fato” e não “de direto”.

Três deles, não signatários do TNP, declararam formalmente e demonstraram na prática, através de testes nucleares, possuí-las: Índia, Paquistão e Coréia do Norte. Apesar de nunca ter declarado nem demonstrado diretamente, parece não haver dúvidas que Israel, que não é signatária do TNP, também as tem. A África do Sul, quando ainda não tinha aderido ao TNP, também as teve, mas decidiu desmontá-las voluntariamente. A Ucrânia também armazenou armas nucleares em seu território, mas elas foram totalmente repatriadas para a Rússia mediante acordo após o desaparecimento da URSS. Nos dias de hoje, o Irã é acusado pela comunidade internacional de estar buscando obtê-las, o que vem sendo tratado como uma grande ameaça à paz mundial.

Mas o que dizer dos cinco países europeus que têm em seu território armas nucleares de origem norte-americana "não declaradas", incluindo Bélgica, Alemanha, Turquia, Holanda e Itália? Será que eles também não constituem uma ameaça? A existência de armas nucleares nesses cinco países, incluindo os procedimentos e meios operativos para seu emprego, é formalmente reconhecida pela OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Os EUA têm cerca de 480 armas termonucleares B61 nesses cinco "estados não dotados de armas nucleares" pelo TNP e desenvolvem um programa de modernização dessas armas. Sua existência é ignorada pela AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), que é o organismo técnico internacional que tem delegação da ONU para verificar o cumprimento dos compromissos assumidos pelos países que aderiram ao TNP. Dentre esses cinco "estados nucleares não declarados", a Alemanha é o mais armado A Força Aérea alemã tem três bases que podem armazenar até 150 armas e operar aviões alemães “Tornado”, capazes de lançar ogivas nucleares.

A que se destina a instalação e acumulação de armas táticas B61 nestes cinco "estados não dotados de armas nucleares"? Quais seriam os potenciais alvos dessas armas? Dadas suas características técnicas operacionais, elas somente poderiam ser empregadas contra alvos na Rússia e Leste Europeu ou no Oriente Médio e Norte da África.

Essa realidade implica em muitas contradições, casos típicos de “dois pesos, duas medidas”. A primeira delas é que enquanto alguns desses mesmos países europeus dotados de armas nucleares “de fato” acusam o Irã de buscá-las, eles próprios têm capacidade de atacá-lo com essas mesmas armas. A segunda é que três desses cinco países, Alemanha, Itália e Bélgica, decidiram abandonar o uso pacífico da energia nuclear que é a geração elétrica, sob a justificativa dos “riscos elevados”, mas nenhum decidiu devolver as armas aos EUA, como fez a Ucrânia à Rússia. Será que as usinas nucleares são um risco maior do que as “bombas atômicas”? A classe política e a sociedade desses países parecem pensar que sim.

A Alemanha é o caso mais emblemático dessa contradição: não é uma potência nuclear “de direito” pelo TNP, mas estoca armas nucleares fabricadas nos EUA e sua força aérea tem capacidade própria de lançá-las. A empresa EADS, controlada pelo poderoso Grupo Daimler, é o fornecedor para a França do míssil balístico M51, capaz de lançar ogivas nucleares de submarinos e ainda o estaleiro alemão HDW é o fornecedor para Israel de submarinos capazes de lançarem mísseis com armas nucleares.

Ao mesmo tempo, a Alemanha decidiu descomissionar todo o seu parque de geração elétrica nuclear, na esteira do acidente de Fukushima. Isso tem implicado num aumento na geração de gases efeito estufa, afetando todo o mundo, e em grandes custos para o país, a serem arcados pela sociedade alemã. Rejeitam o arado e abraçam a espada.

* Leonam dos Santos Guimarães é doutor em engenharia e membro do Grupo Permanente de Assessoria em Energia Nuclear do Diretor Geral da Agência Internacional de Energia Atômica

Mídia ocidental ‘prepara’ guerra contra a Coreia do Norte



As agências de notícia e os grandes jornais da Europa e dos EUA já fizeram isso quando inventaram fatos sobre Saddam Hussein antes de os norte-americanos invadirem o Iraque. A estratégia é difamar o adversário para ‘ganhar’ a opinião pública internacional. Na mídia, Kim Jong-um é retratado como um insano ‘Doctor Evil’ e o povo norte-coreano, como loucos que matam crianças para saciar a fome.

Finian Cunningham - PressTV

A cobertura da mídia ocidental das crescentes tensões na Península Coreana é como uma mistura entre um filme ruim de James Bond com um filme de terror barato sobre zumbis comedores de carne humana.

Seria engraçado se o perigo de guerra não fosse tão sério e iminente. A direção perturbadora que a cobertura da mídia ocidental segue é a de expor a Coréia do Norte - um país pobre e estéril - para um ataque militar total pela maior superpotência nuclear psicopata do mundo - os Estados Unidos. 

Paradoxalmente, este perigo tem sido incitado por corporações de “notícias” que, pomposamente, clamam ser os bastiões do jornalismo independente, quando na realidade não são nada mais do que os progenitores do pior tipo de ficção barata.

Kim Jong-un, o jovem líder da Coréia do Norte que tomou o poder depois de seu pai, em 2011, vem sendo transmitido como um vilão insano, o qual a mídia ocidental assemelha a um ‘Doctor Evil’. 

Dias atrás, relataram que Kim estava ameaçando uma “guerra nuclear” contra a Coréia do Sul e seu patrono, os Estados Unidos. Que demoníacos!

É pouco mencionado o fato de que Kim foi forçado a tomar esta posição de estabelecer uma defesa convicta de seu país, sob uma imensa pressão de uma possível agressão imperialista implacável. A República Popular Democrática da Coreia foi agredida com mais sanções conduzidas pelos EUA que visam ostracizar o país de qualquer contato internacional. 

Isso é o equivalente ao confinamento de um prisioneiro numa solitária, sujeito a privações sensoriais. Mas isto é tortura de uma nação inteira deixando-a sem garantia de sobrevivência.

Sim, a Coreia do Norte conduziu um teste nuclear subterrâneo na metade de fevereiro.

Isso aconteceu depois que os EUA fecharam o cerco com ainda mais sanções; mas não só isso: depois de anos em que Washington se recusou a negociar uma solução para acabar com mais de seis décadas de embargos comerciais alijantes junto da sempre presente ameaça de aniquilação nuclear, depois da guerra de 1950-53 com seu vizinho do sul, apoiado pelos EUA.

Nenhum outro país foi ameaçado com um Armageddon nuclear tão frequentemente quanto a Coréia do Norte - e sempre pelos EUA - por mais de 60 anos.

A mídia ocidental colocou seus holofotes sobre o líder norte-coreano ordenando suas tropas se preparando para “varrer do mapa” uma ilha sul-coreana, transformando um posto avançado marítimo em um “mar de chamas.”

Vocês veem a insinuação aqui? Varrer do mapa uma ilha? Bem, Kim deve ser um insano megalomaníaco, certo?

A ilha em questão é o disputadíssimo território de Baengnyeong, que está de fato localizada fora do território norte-coreano, mas que os EUA forçaram a possessão pela Coreia do Sul depois da guerra de 1950-53. Desde então ela tem sido usada, provocativamente, como um posto de vigilância norte-americano e planejamento de ataques futuros contra a Coreia do Norte.

Sem dúvida que a ilha será usada durante as manobras de planejamento que simulam a invasão da Coreia do Norte, mas que o Washington eufemisticamente chama de “medidas defensivas.”

Condizente com a caricatura de arquivilão, fotógrafos e equipes de filmagem abundaram na mídia ocidental mostrando Kim Jong-un vestindo em um longo sobretudo preto e luvas pretas, olhando através de binóculos aparentemente em direção à Coreia do Sul e às forças norte-americanas, do outro lado da zona desmilitarizada do paralelo 38. 

Caso o público ocidental não compre essa caricatura demoníaca de Dr. Evil, ainda há outro papel a ser incutido - o zumbi comedor de carne humana norte-coreano.

Nas últimas semanas, houve diversas histórias regurgitadas pela mesma mídia ocidental que noticiou os surtos de canibalismo entre as pessoas supostamente famintas da Coreia do Norte. Estas histórias de terror canibalesco e niilismo não foram impressas apenas nos tabloides sensacionalistas. Elas também foram destacadas em jornais de suposta qualidade, como o britânico ‘Sunday Times’ e o ‘Independent’, assim como em um dos americanos mais vendidos, o ‘The Washington Post’.

Essas histórias macabras começaram a circular na mídia ocidental no fim de janeiro - aproximadamente duas semanas antes dos testes nucleares subterrâneos conduzidos pela Coreia do Norte. Isso sugere que as alegações de comilança de carne humana são o trabalho de uma campanha de informações psicológicas ocidental com o objeto de dar tons pejorativos à crise atual.

Tudo isso dificulta nossa leitura. Não por causa dos detalhes macabros, mas porque estas histórias são tão obviamente tramadas e regurgitadas de maneira repetitiva por supostas agências de notícias. Os testemunhos do horror provêm todos de uma única fonte: um time de jornalistas de uma agência chamada ‘Asia Press’, com sede no Japão, que secreta e corajosamente entrou na Coreia do Norte e supostamente entrevistou vários fazendeiros anônimos e oficiais do Partido Comunista.

A mídia ocidental passou dos limites ao divulgar esses relatos horripilantes de canibalismo sem confirmação ou verificação.

Em uma versão publicada pelo ‘Britain’s Daily Mail’, a manchete diz: “Pais norte-coreanos comem seus filhos depois de ficarem loucos por causa da fome”.

É noticiado aos leitores do ‘Daily Mail’ como adultos famintos estão sequestrando e assassinando crianças. Um homem foi supostamente executado depois que sua esposa descobriu que ele havia matado sua filha e seu filho mais novos “enquanto ela estava fora tratando de negócios”; quando ela retornou à propriedade de sua família faminta, seu marido a cumprimentou com a notícia de boas vindas que “temos carne” para comer.

Em outro conto macabro, impresso como notícia séria, é dito que um homem idoso escavou as sepulturas de seus netos e comeu seus restos podres.

O que é verdadeiramente perturbador sobre estas reportagens é o fato de que não são somente sensacionalismo sórdido passado como reportagens merecedoras de crédito, transmitidas por agências de notícia supostamente sérias. Pior do que isso é o fato de que, aparentemente, muitas pessoas que leem ou assistem essas mídias no ocidente creem nesta propaganda. Confira alguns dos comentários dos leitores abaixo das histórias mencionadas nas mídias acima e você encontrará todo tipo de condenações à Coreia do Norte e sua “gente doente”. 

Mas não é o povo da Coreia do Norte que é depravado: é a mídia ocidental e seus crédulos assinantes que favorecem este ódio de caráter assassino contra uma nação inteira. 

A cobertura da mídia ocidental da Coreia do Norte relembra as histórias de bebês sendo roubados das incubadoras dos hospitais por soldados iraquianos no Kuwait, o que foi crucial para que a opinião pública apoiasse a guerra liderada pelos EUA no Iraque, em 1991. Mais de uma década depois, a mesma mídia divulgou histórias assombrosas de armas de destruição em massa, histórias estas que pavimentaram o caminho para o genocídio americano no Iraque de 2003 a 2012.

Essa mesma imprensa ocidental propagandista repete incessantemente relatos sobre “ambições nucleares sinistras dos iranianos” que servem para justificar o embargo comercial criminoso liderado pelos norte-americanos contra o Irã, o que pode resultar num ataque militar executado por forças norte-americanas e israelenses contra a República Islâmica.

Essa mesma mídia está agora fazendo o mesmo trabalho de choque contra a Coreia do Norte. Uma nação de zumbis comedores de carne humana liderada por uma personalidade cultuada pelo mal que quer explodir ilhas?

“Sim, vá em frente Chuck, exploda estes filhos da ****!”

O público ocidental está sendo levado como um rebanho a concordar com o comportamento depravado de um barbarismo militar - uma superpotência militar com uma tremenda vontade de destruir uma nação empobrecida que não ameaça ninguém. 

Na verdade, a realidade do imperialismo ocidental é mais perversa e doente do que a ficção ocidental.


Tradução: Roberto Brilhante de: Carta Maior



Fotos: Divulgação  


quarta-feira, 13 de março de 2013

Irã não pode produzir urânio para fins bélicos sem ser detectado, dizem EUA

Irã não pode produzir urânio para fins bélicos sem ser detectado, dizem EUA



O diretor Nacional de Inteligência dos Estados Unidos, James Clapper, afirmou nesta terça-feira que seu país considera que o Irã não poderia produzir urânio altamente enriquecido, que pode ser usado tanto na construção de uma arma nuclear como para fins pacíficos, sem ser detectado.
Em uma audiência no Senado, Clapper apresentou o relatório anual sobre ameaças contra interesses dos EUA no mundo, no qual se adverte que o Irã desenvolveu durante no último ano uma tecnologia que aprimora sua capacidade de enriquecer urânio.

"Estes avanços técnicos fortalecem nossa avaliação de que o Irã tem a capacidade científica, técnica e industrial para produzir eventualmente armas nucleares", indicou o diretor nacional de inteligência.

No entanto, apesar deste progresso, "consideramos que o Irã não poderia desviar materiais resguardados e produzir urânio para fabricação de armas antes que essa atividade fosse descoberta", afirmou Clapper no relatório.

Desta forma, a inteligência dos EUA assinalou que o Irã está fortalecendo suas capacidades nucleares para se defender e obter prestígio e influência regional, embora tenha admitido que não se sabe ao certo "se Teerã optará pela fabricação de armas nucleares".

De acordo com o relatório, as autoridades americanas consideram que, se alguma vez Teerã decidisse avançar nesse programa, "provavelmente" optaria pela construção de um míssil balístico ao invés de montar uma arma nuclear.

O relatório, por outro lado, adverte de que o Irã "já conta com o maior estoque de mísseis balísticos do Oriente Médio", ao mesmo tempo em que aumenta sua produção doméstica de mísseis antiaéreos e desenvolve seu primeiro míssil de longo alcance.

O programa nuclear iraniano é motivo de preocupação para a comunidade internacional devido à suspeita de que o mesmo possui fins bélicos, uma posição que Teerã insiste em negar.
Além da questão do programa nuclear, o documento assinalou que o Irã também se tornou um "crescente" e "agressivo" ator cibernético, ressaltando que o regime islâmico "prefere evitar qualquer confronto direto com os Estados Unidos". 


Pânico em massa vem envolvendo Coreia do Sul


Pânico em massa vem envolvendo Coreia do Sul





© Flickr.com/briancolella/cc-nc-by-sa 3.0



Após a saída da Coreia do Norte dos acordos de não-agressão mútua, os supermercados da Coreia do Sul registraram um aumento brusco da demanda por alimentos enlatados e macarrão instantâneo.


De acordo com os inquéritos da opinião pública, o número de sul-coreanos que acreditam na provável guerra com o vizinho do norte, aumentou de 40% em 2010 para 59% em 2012.

Ultimamente, os militares sul-coreanos vêm registrando um incremento das atividades do Exército, Marinha e Força Aérea norte-coreanos.

Anteriormente, o líder norte-coreano, Kim Jong-un, tinha ameaçado destruir a ilha sul-coreana de Baengnyeongdo



Voz da Rússia

Após 5 meses, Aeronáutica lança foguete de base no RN nesta quarta


Após 5 meses, Aeronáutica lança foguete de base no RN nesta quarta

Lançamento será na Barreira do Inferno, em Parnamirim, na Grande Natal. Em 47 anos de existência, centro já lançou 2.934 artefatos aeroespaciais.


A Aeronáutica lança às 15h desta quarta-feira (13) o Foguete de Treinamento Básico (FTB), com carga útil tecnológica, iniciando as atividades espaciais de 2013 no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), na Grande Natal. A base estava há cinco meses sem lançar artefatos para o espaço.

O CLBI foi criado há 47 anos com a finalidade de lançar e rastrear foguetes. Foi instalado em Parnamirim, município da Grande Natal, tornando-se a primeira base de foguetes da América do Sul. Subordinado ao Comandado da Aeronáutica, já lançou 2.934 artefatos aeroespaciais.

“Os lançamentos, inicialmente, marcaram o ingresso do Brasil na era Espacial e tinham o cunho de sondagens meteorológicas e de desenvolvimento da indústria espacial. Atualmente, o enfoque dos lançamentos está centrado nas pesquisas científicas e tecnológicas, sendo de fundamental importância para as ciências climáticas, telecomunicações e sensoriamento remoto; além de proverem a homologação e certificação dos foguetes de fabricação nacional”, afirmou o coronel aviador Marco Antônio Vieira de Rezende, diretor do CLBI.

Segundo registros históricos, o nome do Centro de Lançamento foi inspirado nas conversas dos pescadores da região. Os nativos chamavam as falésias, que serviam de referencia para o retorno da pescaria, de Barreira do Inferno, pois a forma geográfica parecia labaredas de fogo ao receber os raios solares da manhã. O local para a construção do Centro de Lançamento foi escolhido estrategicamente.

“Pela proximidade com o equador magnético, por apresentar baixo índice pluviométrico, grande área de impacto representada pelo oceano, e condições de ventos predominantemente favoráveis, além do suporte logístico já existente na área”, explicou o diretor do CLBI.

A partir de 1977, em virtude de um acordo firmado entre com a ESA (Agência Espacial Europeia), o CLBI passou a prestar um serviço como estação remota de rastreio dos veículos Ariane, lançados a partir de Kourou, na Guiana Francesa. O primeiro rastreio de um Ariane, usando os radares e a telemetria do CLBI, ocorreu em 24 de dezembro de 1979, com excelente resultado. E, desde então, o Centro rastreou 196 lançamentos, todos com total sucesso, segundo a Aeronáutica.

O CLBI possui um Centro de Cultura Espacial onde pode ser visualizada sua trajetória na história do país. Esse centro conta com réplicas dos foguetes lançados e equipamentos de rastreio utilizados no decorrer destes 47 anos de atividade, sendo aberto ao público gratuitamente.




terça-feira, 12 de março de 2013

A Rússia propõe intensificar a influência do grupo BRICS


A Rússia propõe intensificar a influência do grupo BRICS



© Colagem: Voz da Rússia



A Rússia propõe intensificar a influência global do clube informal BRICS, do qual fazem parte também o Brasil, a Índia, a China e a República Sul-Africana. As iniciativas foram formuladas no informe de peritos russos, preparado por ocasião da cúpula do BRICS a realizar-se nos dias 26 e 27 de março na cidade sul-africana de Durban.


Os peritos acham que é preciso criar o secretariado permanente de BRICS – inicialmente em forma virtual e, mais tarde, na qualidade de um órgão de pleno formato. No ano passado a Índia propôs criar um Banco de Desenvolvimento. O informe desenvolve esta iniciativa, propondo estabelecer o quartel-general do banco em Moscou. Propõem-se também estabelecer que o volume do seu capital social será igual a 50 bilhões de dólares.

Na cúpula de Nova Deli, realizada na primavera do ano passado, foi decidido que nos ajustes de contas comerciais e outras entre os parceiros em vez de dólares seriam utilizadas moedas nacionais. Em vista disso os peritos russos propõem criar o Banco de Ajustes Internacionais a fim de pôr a salvo as economias dos países-membros do grupo BRICS das vacilações bruscas do dólar e das chamadas “guerras monetárias”. Foi formulada também mais uma iniciativa – no quadro da segunda onda da crise financeira global formar um fundo anticrise especial no valor de 240 bilhões de dólares.

A essência de ambas as iniciativas russas é a consolidação da integração, afirma Andrei Volodin, perito da Academia Diplomática do Ministério das Relações Exteriores da Federação Russa.

“A integração econômica dos países-membros do BRICS hoje é evidentemente insuficiente e cede muito ao modelo que existia na Comunidade Econômica Europeia. Na minha opinião, este modelo era perfeito. Mais tarde esta comunidade ampliou-se até os limites da União Europeia. O BRICS também quer atingir o mesmo grau de integração.”

Os peritos russos propõem completar a integração na economia pela solução conjunta de problemas na esfera de segurança, o que se deve, em particular, à difusão de armas de extermínio em massa, cibercriminalidade, tráfico de drogas e pirataria. A fim de elevar o potencial humanitário e intercivilizacional do grupo, foi proposto admitir no BRICS um país islâmico, por exemplo, a Indonésia ou a Turquia.

No informe de peritos chama-se a atenção para as contradições dentro do grupo BRICS. Os autores do informe qualificam de minas de ação retardada os litígios territoriais entre a China e a Índia, a competição em busca de matérias-primas, as contradições comerciais e diversos enfoques para com a alteração do clima. Aliás, os autores do informe não duvidam – Moscou é capaz de “desativar” estas minas. Graças ao seu prestígio a Rússia está em condições de estimular os seus parceiros no BRICS a superar os atritos, diz o co-presidente do Conselho de Estratégia Nacional Iosif Diskin, concordando com a opinião dos autores do informe.

“A Rússia enfrenta o requerimento por parte dos seus parceiros de adotar uma posição ativa na economia e na política internacional, e de empreender certas ações criadoras. O problema atual é a medida em que as suas propostas irão corresponder à demanda tendo como pano de fundo a possibilidade absolutamente única de multiplicar a sua influência econômica e política.”

Os peritos apontam que o Ocidente encara BRICS como o seu competidor geopolítico e por isso procura impedir o “quinteto” de “fincar o pé” no palco mundial. O documento preparado pelos peritos russos para o governo visa precisamente impedir este desenrolar de acontecimentos. Ele vai constituir a base da estratégia nacional da Rússia no quadro do BRICS.



Voz da Rússia

Brasil será decisivo para estabilidade regional pós-Chávez


Brasil será decisivo para estabilidade regional pós-Chávez


Presidente Dilma Rousseff cumprimenta o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, durante cerimônia no Palácio do Planalto, em julho de 2012
Foto: Ueslei Marcelino / Reuters



Analistas ouvidos pela BBC Brasil acreditam que a morte do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, deixou um vazio político na América Latina que pode ser ocupado pelo Brasil, o qual deve assumir agora um papel decisivo para manter a estabilidade regional.



Para Guillermo Holzmann, professor de ciências políticas da Universidade do Chile, “o Brasil exerce uma liderança natural na região, que é expressada em uma rede de influência e de forma discreta”, disse Holzmann. “O Brasil tem interesses voltados para ser um ator mundial e, na região, para ser um orientador e articulador dos países.”



Ele acrescentou que, no entanto, (a partir de agora) “o Brasil deve atuar para manter a estabilidade regional e impedir a radicalização”, o que significa, reiterou, “uma influência discreta, mas eficaz, sobre vários países”.



Neste novo cenário, por exemplo, o Brasil poderia ter uma maior participação nas negociações com o grupo guerrilheiro colombiano Farc.



Por sua vez, Marcel Vaillant, professor de comércio internacional da faculdade de ciências sociais da Universidade da República do Uruguai, acredita que seria “útil” para a América do Sul que o Brasil “voltasse a liderar a região (como um todo) porque assim as instituições democráticas e dos blocos (como Mercosul) estariam garantidas muito além da intenção política dos governantes”.



Entre os especialistas e observadores, comenta-se que o Brasil será fundamental na etapa de transição venezuelana, pelo menos até a eleição presidencial de 14 de abril.



Substituindo Chávez
Holzmann analisa que a morte de Chávez gera maior impacto entre os países que formam a Alba (Aliança Bolivariana das Américas) e nos chamados “movimentos bolivarianos” que respondiam principalmente ao líder venezuelano.



Em declarações a jornais venezuelanos e argentinos, o cientista político Carlos Romero, da Universidade Central da Venezuela (UCV), disse, nesta semana, que Chávez “captou o apoio de alguns governos, mas ele sempre esteve limitado pela eficaz diplomacia brasileira”.



No entender do analista chileno, o Brasil não assumirá agora o papel de Chávez, embora o venezuelano “precise de um sucessor no cenário latino-americano”.



Ele crê que dificilmente líderes brasileiros, sendo Lula ou Dilma, aceitariam as propostas do “socialismo do século 21″ e a “revolução bolivariana” defendidas pelo venezuelano.



Vaillant especula que o vazio deixado por Chávez “poderá ser ocupado por outro presidente, como Cristina Kirchner, junto aos que formam o eixo bolivariano, caso o Brasil não preencha esse espaço”.



Esquerda ‘vermelha’ X esquerda ‘rosa’
A morte de Chávez também vem reavivando as discussões comparativas entre as políticas de Chávez com as da chamada esquerda “rosa”, mais afeita às regras de mercado e menos ativista no campo do anti-imperialismo, e que tem Lula como seu expoente máximo.



Muitos questionam se o desaparecimento do maior expoente da esquerda “vermelha” na América Latina implicará uma mudança no equilíbrio de forças que beneficie a esquerda “rosa” no continente.



Para o diretor do Interamerican Dialogue, Michael Shifter, esse embate já se resolveu “há alguns anos”, à medida que o modelo brasileiro de capitalismo com preocupação social gerou frutos econômicos e fez avançar o desenvolvimento do país, ao passo que o modelo venezuelano teve como efeitos colaterais uma elevação das tensões e o aprofundamento das dependências econômicas do país.



A Venezuela de Chávez deve grande parte de sua influência no continente a iniciativas de economia solidária – “bolivariana” – pelas quais ajuda países economicamente mais frágeis e vulneráveis, como os centro-americanos e caribenhos.



Muitos consideram que a mais bem sucedida destas é a Petrocaribe, um acordo regional que permite aos países receber petróleo venezuelano a preços especiais, pagando em prazos longos e em espécie, com produtos que vão de arroz e feijão a calças de vestir.



‘Influência em declínio’
Um novo governo bolivariano provavelmente manterá os contratos anteriores, firmados sob a ideologia chavista, maior legado de Chávez.



Mas mesmo se não for esse o caso, Shifter não crê que outros países da região, como o Brasil ou os EUA, se voluntariem necessariamente para preencher o vácuo.



“Creio que a Venezuela experimentará um declínio de influência na região, mas não creio que nenhum outro país vai querer preencher esse vácuo”, afirma.



“Ninguém tem os recursos petroleiros que a Venezuela tem, e ninguém tem a visão e a ambição que Chávez tinha em termos de como usar esses recursos”, diz.



Além disso, não obstante o viés ideológico das iniciativas, nenhuma requer que os países aceitem replicar domesticamente o modelo de socialismo venezuelano.



Ou seja, os países podem perfeitamente aceitar os benefícios concedidos pela Venezuela e ainda assim manter os olhos no modelo brasileiro.



Shifter descreve esta situação como “puro pragmatismo”.



“Estes são países que estão diante de desafios econômicos enormes, e procuram, compreensivelmente, tirar proveito de todas as opções”, avalia. “Para eles, não se trata de estar de um lado ou de outro.”



BBC Brasil

segunda-feira, 11 de março de 2013

Manobras militares aumentam tensão entre as duas Coreias



Manobras militares aumentam tensão entre as duas Coreias



As tropas sul-coreanas e americanas iniciaram nesta segunda-feira as manobras militares anuais, realizadas entre os dois países. As manobras são realizadas apesar da ameaça da Coreia do Norte de iniciar um ataque nuclear. Os norte-coreanos anunciaram, na semana passada, que anulariam o armistício que vigorava entre as duas Coreias, o que eleva a possibilidade de um conflito na região.

O regime norte-coreano diz que o seu vizinho do sul está fazendo exercícios para se preparar a uma invasão apoiada pelos americanos. A Coreia do Sul e os Estados Unidos contam com 28 mil soldados na península. As manobras são, em sua maioria, virtuais, mas elas mobilizam pelo menos 13 mil soldados coreanos e americanos na região.

Esses exercícios militares acontecem após uma semana de forte tensão na península: Pyongyang ameaça anular completamente o armistício da Guerra da Coreia, ocorrida entre 1950 e 1953. O líder Kim Jong-Un diz que o seu exército está pronto para um conflito total. Além disso, a Coreia do Norte alerta que os dois países estão à beira do que chamaram de “guerra termonuclear” e que os Estados Unidos, se expõem a um ataque “nuclear preventivo”. A linha de comunicação que mantinha o contato entre os dois vizinhos foi desligada pelos coreanos do norte na semana passada. Os dois países fazem testes com esta linha diariamente, mas o Norte não respondeu aos chamados nesta segunda-feira.

Na sexta-feira(8), o Conselho de Segurança da ONU votou novas sanções contra a Coreia do Norte, depois que o país realizou um teste nuclear em fevereiro e lançou, em dezembro, um foguete, considerado por Seul como um míssil.

Ameaças e demonstrações de força se tornaram comuns entre as duas Coreias nos últimos 50 anos. Mas, observadores julgam que a situação é tensa a tal ponto, que um simples incidente diplomático nos próximos dias pode ter graves consequências para os dois países.

Segundo o ministro sul-coreano da Defesa, o Norte prepara-se para realizar manobras internas ainda esta semana. Os quartéis situados nas ilhas norte-coreanas, próximas à fronteira marítima com o Sul, instalaram canhões em posição de ataque. A China, tradicional aliada da Coreia do Norte, pediu calma aos dois países e exortou os vizinhos à renunciarem a todo ato suscetível de agravar as tensões. A presidente sul-coreana Park Geun-Hye, que tomou posse há duas semanas, disse que a situação é muito grave e prometeu responder energicamente a qualquer provocação do Norte. Ela deve reunir o seus ministros ainda nesta segunda-feira, pela primeira vez, desde o início do seu mandato.

Rádio França Internacional via Resenha do Exército

Novo comando militar vai ampliar presença do Exército na região amazônica


Novo comando militar vai ampliar presença do Exército na região amazônica


Em sintonia com a diretriz da Estratégia Nacional de Defesa (END) que determina o adensamento da presença de suas unidades na região amazônica e nas áreas de fronteira, o Exército Brasileiro (EB) deverá criar um novo comando militar.

Trata-se do Comando Militar do Norte (CMN), que cobrirá uma área de cerca de 1,722 milhão de quilômetros quadrados, abrangendo os estados do Amapá, Maranhão e Pará.

Em decreto (nº 7.946) publicado np último dia oito no Diário Oficial da União, a presidenta Dilma Rousseff delega ao comandante da Força Terrestre, general Enzo Peri, competência para alteração de parte dos efetivos militares, de modo a permitir a transferência dos oficiais e praças que irão compor o novo comando.

O CNM será o oitavo comando militar do Exército, que já conta com os comandos do Sul (CMS), Sudeste (CMSE), Leste (CML), Oeste (CMO), Nordeste (CMNE), da Amazônia (CMA) e do Planalto (CMP). A criação do CMN, cuja sede será em Belém (PA), está prevista no plano de reestruturação da Força.

O estabelecimento doa novo comando, afirma o EB, ampliará a presença militar na Amazônia oriental, criando melhores condições para as ações de planejamento, gestão e execução das atividades de defesa, segurança e proteção sob responsabilidade da Força Terrestre na região.

Com a mudança, a grandes unidades do Exército existentes na área – 8ª Região Militar, 8ª Divisão de Exército e 23ª Brigada de Infantaria de Selva, com sedes nas cidades de Belém (PA) e Marabá (PA) – passam a se subordinar ao novo Comando.


Brasil reduz presença no Haiti


Brasil reduz presença no Haiti


Soldado brasileiro da Minustah cumprimenta menino haitiano em favela de Porto Príncipe


Porto Príncipe – O Brasil realiza neste mês uma redução de seu contingente militar noHaiti, quase uma década depois de desembarcar no país, em 2004, no comando da força militar da missão de paz da ONU.

A partir de 27 de março até junho o Brasil enviará 460 militares para casa, colocando fim ao segundo batalhão criado diante da emergência do terremoto de 2010, informou o comandante do contingente brasileiro, coronel Rogério Rozas.

A brasileira continuará sendo a força mais numerosa no Haiti e o corte é parte de uma redução progressiva de capacetes azuis, que teve seu número ampliado após o terremoto que em 2010 matou 220.000 mil pessoas e deixou outras 2,3 milhões desabrigadas.

Japão e Coreia já deixaram o país, depois de terem participado dos trabalhos de reconstrução, e a Argentina está retirando 147 militares.

A Missão de Estabilização para o Haiti (Minustah) foi criada pelo Conselho de Segurança da ONU em 2004, após a crise que levou à saída do país do ex-presidente Jean Bertrand Aristide e que desencadeou uma onda de violência.

O ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (2003-2010), grande embaixador da diplomacia do Sul que buscava projetar o Brasil na política mundial e conquistar um assento permanente no Conselho de Segurança, havia mobilizado um grande contingente.

Quase uma década depois, o Haiti “está estável e seguro” e o objetivo da ONU antes de sair é transferir a segurança à polícia e realizar eleições periódicas, disse à AFP o chefe da força militar da ONU, general Fernando Goulart.

Em 2004, “muitos bairros precisaram ser conquistados a tiros”, lembra Rozas.



Exame.com